Capítulo 32 - A Reunião

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GENTE OS CAPÍTULOS SERÃO POSTADOS TODO OS DOMINGOS , DESCULPE A DEMORA HOUVE ALGUNS CONTRATEMPOS BOA LEITURA FIQUEM COM DEUS. 

Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.

Friedrich Nietzsche


Corretor ortográfico  - ewertonalves93  


As coisas no reino Yverynyano não eram mais como antes. O povo começou a ser oprimido, e o que estar por vir seria a própria calamidade, uma derradeira destruição de sonhos.
No conforto da sala de reunião, o rei, sob o controle de Borys, estava inquieto ao andar por todos os lados à espera do general Kankyo, que ainda não havia chegado para a reunião. Quando abriu a porta vagarosamente observando os conselheiros, que já estavam sentados em suas cadeiras na mesa redonda, abaixo de um lustre e suas quatrocentas velas, brilhando perfeitamente. Ele se pôs a observar aqueles bruxos estranhos que iriam substituir os antigos conselheiros, e não entendia nada, afinal no reino havia bruxos capacitados para tal responsabilidade. No entanto o rei optara em trazer bruxos desconhecidos. Sentou-se com as mãos sobre a mesa, olhando uma linda fruteira repleta de belas frutas frescas se manteve sereno 

- Ótimo, general. Já ia mandar buscá-lo. – Disse o rei sério, olhando para seu subordinado, que parecia um pouco distraído. – Podemos começar esta maldita reunião ou não?

- Podemos sim, Majestade. Posso explicar minha demora. – disse Kankyo, se recompondo.

- Não precisa – o rei cortou o assunto, pegando uma maçã verde da fruteira. – Vamos logo ao que interessa. Começarei apresentando meus novos conselheiros, e farei assim; direi o nome e a função de cada um no reino. – disse ele a todos, mordendo a maçã, que parecia doce como o próprio mel.

- Sim, Majestade.

- Do seu lado direito está Adamastor. Este velho foi amigo de meu pai por anos, e se afastou do reino. É tão poderoso quanto capaz de assumir as funções do antigo Chefe da Moeda; ele mesmo supervisionará os impostos, que a partir de hoje serão de 70% de tudo que os súditos conquistarem no mês, dentre ouro e colheitas, não importa quais sejam as dificuldades deles, ou quantas bocas tenham para alimentar.

- Sim senhor, assim será feito. É um prazer conhecer você, general Kankyo. Será uma honra tremenda poder trabalhar ao seu lado. – disse Adamastor, saudando-o com a cabeça.

- Agora vou lhe apresentar Lotus. Este, apesar de jovem, é tão sábio quanto o velho antes dele, e por esta razão assumirá uma de nossas maiores forças; a marinha. General, eu te apresento o Conselheiro Naval e bruxo relacionado à água. Poderá vê-lo fazendo grandes proezas. Ele será um grande conselheiro e comandante. – disse o rei apresentando.

Apesar de jovem, o general observava nele uma seriedade incomum, sem falar nos olhos frios e negros, que se tornavam ainda mais obscuros com as sobrancelhas grossas junto aos cabelos brancos sobre sua testa.

- Logo ao meu lado está Morgrys. Este é um dos melhores estrategistas que teve a honra de conhecer no reino Argamo, em uma viagem com meu velho pai. Ele liderará os arqueiros e parte da infantaria, e junto com você, general, formará planos de ataque e defesa. É extremamente importante que vocês criem um vínculo de amizade. – disse o rei à Kankyo, enquanto mordia a fruta, deixando pingos de sumo caírem sobre a mesa.

- Sim senhor. – disse Morgrys, olhando para o general. – Se depender de mim vamos fazer muitas coisas positivas nas guerras que virão.

- Então está tudo bem. – falou o general ainda observando-os de forma séria, passando as mãos sobre o rosto. Ele ainda não entendia as ideias macabras do rei, mas sabia que se opor a elas era o mesmo que se matar.

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