Capítulo Final - Uma Guerra Inevitável parte 11

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Acredite em si próprio e chegará um dia em que os outros não terão outra escolha senão acreditar com você.
Cynthia Kersey

Corretor ortográfico @ewertonalves93 

- O que for fazer, faça agora! – gritou Petrycos se preparando, enquanto via a situação se complicar à frente.

- Calma... – disse a voz falha de Anguriom, que transparecia medo e insegurança para executar o feitiço.

Mas em um respiro cauteloso ele tocou as mãos, e um poder inacreditavelmente grande emanou dele, tão grande que causava arrepios em todos ao redor. Apreensivo, ele conjurou.

- Animae!

A infantaria yverynyana, enlouquecida, vinha em sua direção, aproximando-se cada vez mais com suas espadas em punho e com seus gritos animalescos. Os olhos de Anguriom tomaram um leve tom azulado, e sua respiração pesada produzia um leve vapor, contrastando com a neblina, que outra vez tocava a lama ensangüentada. 

 - Não posso fraquejar agora! – pensava o velho conselheiro – Eles precisam de mim!

O velho Anguriom estendeu suas mãos aos inimigos, que não percebiam a ferocidade estrondosa em seu olhar enquanto ele conjurava pela segunda vez.

- Animae!

De repente um vento assombrou emanou dele, indo em direção à infantaria inimiga, penetrando entre os yverynyanos até desaparecer subitamente, levando um frio congelante aos quatro mil guerreiros negros que puxavam a linha de frente, cujos quais se viram imóveis segundos depois. Os que vinham atrás pararam assustados ao ouvirem as ordens para que recuassem, dadas pelo próprio Rei Yryo ao fundo, que sabia o inferno que seus bruxos sofreriam se continuassem a avançar.

À frente, a infantaria paralisada sentia tudo ao redor, mas estavam impossibilitados de esboçar qualquer reação. Os Generais sabiam o que aconteceria, então se afastaram imediatamente, se juntando a Yryo enquanto escutavam o velho conselheiro únifico repetir o feitiço pela terceira vez. Sua voz reverberava entre todos, agora com mais força e raiva em suas palavras. Então uma pequena esfera saiu da boca de cada bruxo paralisado, deixando seus olhos com brilho azul, opaco e contínuo. A esfera subia acima de suas cabeças como um farol azulado.
Logo os corpos dos bruxos secavam e esfarelavam, como se toda sua energia os abandonasse instantaneamente. 

- Agora suas almas são minhas! Seu poder é meu, e suas lembranças agora me pertencem! – exclamou Anguriom enquanto todas aquelas luzes iam em direção ao seu corpo. Em segundos ele as absorvia, vendo seus inimigos caírem mortos.

- Que Únifico tenha compaixão dele – lamentava Parks, observando-o.

- Pai, isso é proibido. Ele não sobreviverá a tanto poder. E mesmo que sobreviva irá para o óleo fervente, pois este é um dos dez feitiços mais letais de todo o Infernus! – disse Tberyos, olhando para Anguriom.

O poder que emanava dele era tão potente que seus pés se elevaram do chão, fazendo o velho conselheiro flutuar acima dos dois exércitos. O vento forte e congelante balançava sua capa verde, e seus olhos azuis brilhavam como nunca em um olhar penetrante aos inimigos.

- Preciso estabilizar esse poder e conter esta energia, ou morrerei antes de levar mais alguns comigo. – pensava Anguriom – A cavalaria está a minutos daqui, posso sentir! Mas Parks e o exército únifico cairiam com apenas uma rajada conjunta de todos esses bruxos imundos... Preciso ganhar mais tempo! A cavalaria está perto! – segundos depois ele desapareceu.

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