Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas...
Sun Tzu
Corretor ortográfico @ewertonalves93
Apesar da paz entre os reinos ter sido duradoura desde a última grande batalha, propiciando uma era de prosperidade e boa nova, sempre havia medo e dúvidas no coração dos líderes e generais, principalmente no grande reino únifico, onde havia maior quantidade de recursos. Por este motivo Varyos sempre ordenava que patrulhassem as planícies; batedores sempre se mantinham atentos a qualquer indício de uma possível invasão, munidos de poderosos feitiços eles podiam facilmente avisar o reino sobre uma retaliação de qualquer um dos reinos vizinhos e longínquos.
Em um calmo e belo dia de sol escaldante os ventos varriam a grama das planícies, e sem preocupação dois batedores únificos chegavam ao limite da fronteira. Seus cavalos marchavam velozes, e suas vestes tremiam sob o vento impetuoso. De repente o bruxo mais velho escutou um barulho estranho, e como era o procedimento, foram averiguar. Subiram em uma pequena elevação e desceram de suas montarias, avistando logo abaixo a colina que delimitava as terras únificas, marcando a divisa com o reino de Abyzaham.
Em meio à grande floresta de Demetryos um exército gigante se postava em frente a um portal. Uma fissura vermelha abria o espaço à frente, e ao mesmo tempo em que mostrava do outro lado as montanhas de Abyzaham, servia para que mais e mais bruxos surgissem em filas nas terras unificas, armados de lanças e escudos enquanto marchavam perfeitamente à espera de algum comando. Alguns cavaleiros os orientavam como se fossem generais impetuosos, sedentos por um uma vingança inexistente, pois aquele exército de flâmulas negras e roupas escuras jamais tinha sido visto.
Os dois batedores únificos correram assustados e montaram em seus cavalos, partindo como loucos até o ponto mais próximo onde poderiam lançar o feitiço de altera. Ao entrarem no posto avançado sem dizer uma palavra, juntaram as mãos e conjuraram Etyrlo, fazendo com que uma luz avermelhada subisse pelo céu, sendo facilmente avistada da Cidade Azul.
Parks estava com seu filho ao jardim, sorrindo enquanto conversava e tomava seu refresco quando viu o feixe de luz cruzar as nuvens, deixando-as vermelhas como o sangue. Nesse momento um dos paladinos veio correndo, como se alguém o perseguisse. O Rei se assustou ao ver o céu com aquele tom que sempre desejara não estar vivo para ver, e deixou seu copo se espatifar sobre as pedras brancas que enfeitavam a pequena estrada do jardim real.
- Foi o etyrlo! – disse ele para o paladino, que estava visivelmente tenso.
- Sim senhor, estamos em guerra.
- Qual reino ousa ter essa petulância? – disse Parks baixinho, quase resmungando, enquanto observava as nuvens voltando ao normal, para logo depois ser bombardeada com outro feixe de luz ainda mais intenso.
- Ainda não sabermos senhor.
- Reúna todos os conselheiros imediatamente! Quero todos na sala de reunião agora! – convocou o Rei.
Não demorou para que Isaías chegasse, substituindo seu pai Varyos. Boryel e Ebatazeu se espantaram quando viram Tberyos, pois mesmo sabendo de seu retorno ainda não o tinham visto.
- Explicarei sobre o retorno de meu filho Tberyos mais tarde, seus olhares incrédulos merecem alguma explicação. – disse Parks, se dirigido ao padre e ao mais velho general da infantaria – Mas agora temos um inimigo a pouco menos de um dia de nossas muralhas. Precisamos reunir o exército o mais rápido possível!
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CARIEL
FantasyEm uma terra onde a desconfiança e a paz andam lado a lado, dois povos vivem separados por um único pacto, selando não só a boa nova entre homens e bruxos, mas também a prosperidade e a boa vontade de um Deus. A cada 500 longos anos este pacto tem d...
