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Capítulos novo todo domingo a meia noite .
Boa leitura ..
Corretor ortográfico= @ewertonalves93
E eles continuavam a conversar em meio à grandiosa planície, um encarando o outro, e ao fundo o paladino real com ódio emanando de seu olhar, querendo de todas as formas que o general eliminasse de uma vez por todas aquele verme.
Nisso as horas passavam e Varyos perdia a paciência, apesar de estar começando a admirar a coragem do jovem bruxo que estava a confrontá-lo.
- E parece que vocês não conhecem nem a si mesmos, general. Esse maldito Verbus por ordem de Parks, o Rei que você diz ser bom, mandou decapitar quem não pagasse os sessenta por cento de nossos grãos e também mandou cortar um dedo de nossos filhos por cada moeda que falte. E você diz que o conhece bem?
- Cala essa maldita boca! Eu fui paciente mesmo tendo de estar o mais rápido possível na Cidade Azul, mesmo sendo abordado e acusado de roubar o meu povo, sendo que eu só o protejo. Você, Abraão, está preso por se colocar contra seu Reino.
Renda-se imediatamente!
- Ei vocês! Montem em seus cavalos. Fujam daqui agora, eu alcanço vocês logo.
E Não me questionem, só façam o que eu falei. – disse Abraão sério, e todos os quatro bruxos montaram rapidamente em seus cavalos, saindo com grande velocidade pela encosta da montanha.
- Vai se render? – perguntou o general tocando suas mãos.
- Render? Mas que diabo de palavra é essa, meu velho?
- Senhor, precisa da minha ajuda? – gritou o paladino real ao fundo
- Não – disse o general – Bom que você me vê em ação – completou ele retirando sua espada e olhando para o bruxo a sua frente, que também retirou sua lâmina cuja qual parecia muito afiada e cara para um camponês, toda cheia de detalhes gravados em sua estrutura.
- Podemos começar, general. Tente me levar preso, se é que você pode. – disse ele, conjurando "divinum aequatio".
Então o vento ficou mais intenso e quente ao redor do campo onde uma batalha estava para acontecer. Vendo aquela conjuração rara à sua frente o general ficou atento, já conjurando "tonitrua et fulgura" e desaparecendo, aparecendo logo em seguida atrás do jovem com uma expressão totalmente diferente, focado agora na batalha que estava se iniciando.
- Desista agora! Largue sua espada e poupe sua vida, garoto!
Ao dizer isso, corria em seus braços correntes elétricas que dançavam sobre a espada indo em direção à relva verde.
- Você está no lugar certo, eu estou desprevenido. Por que não me golpeia?
- Onde aprendeu esse feitiço, e como o executou tão bem? – disse o general sério e tenso.
O paladino real não entendia nada, afinal o general estava muito perto de destruir o jovem Abraão. Um ataque pelas costas o mataria rapidamente, mas Varyos hesitava em atacá-lo. Então Abraão desapareceu, surgindo a meia distância do bruxo que estava a confrontá-lo, junto a uma densa expansão de vento que fez o sobretudo do general Varyos tremular em meio aos raios em seus punhos.
- Então você sabe, não é general? Se me atacar, todo o dano que eu sofrer será multiplicado e somado à minha energia, e minhas feridas cicatrizarão quase que instantaneamente. Então se você não vier até mim, irei até você: "spiritus naturalis effusio".
Dizendo essas palavras Abraão desapareceu rapidamente, aparecendo em frente ao general e o golpeando com muita força e destreza, usando sua pesada espada.
Varyos se esquivava e defendia-se com sua espada, que ia de encontro com a lâmina de Abraão, produzindo faíscas de fogo que brilhavam nos olhos do garoto, que continuava a golpeá-lo com força.
- Então você é um mago?! Sério mesmo que esse feitiço, "spiritus naturalis effusio", é real? Você é quase um bruxo das trevas sabia? Como se chama esse feitiço na nossa língua, "a absorção natural do espírito", não é? Eu vivi muito para ver um bruxo tão jovem usando esse feitiço, e ter esse poder físico impressionante... Mas isso não é o suficiente para me parar!
- É isso o que vamos ver – disse Abraão, atacando-o com mais força e velocidade.
O barulho do encontro das espadas soava como a canção da morte.
Um dos golpes iria acertar diretamente o peito do general, que em questão de segundos invocou um escudo que apareceu imediatamente antes de Abraão desferir o golpe. Mesmo com a proteção do escudo o general foi arremessado para longe, caindo sobre a relva verde dos campos extensos, pensando consigo mesmo e olhando para Abraão, que atacava tanto com a espada quanto com seu punho esquerdo.
Droga, eu não tenho escolha. Tenho que atacá-lo, mas se o fizer ele ficará mais forte ainda, e se um murro desses me acertar estarei morto! – pensou Varyos sério, olhando atento para o bruxo a sua frente, limpando a grama sobre suas roupas de oficial.
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CARIEL
FantasyEm uma terra onde a desconfiança e a paz andam lado a lado, dois povos vivem separados por um único pacto, selando não só a boa nova entre homens e bruxos, mas também a prosperidade e a boa vontade de um Deus. A cada 500 longos anos este pacto tem d...
