Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.
Buda
Corretor ortográfico ewertonalves93
Linda como sempre, a Rainha estava no jardim do grandioso castelo, preocupada com Rodolfo. Viu Parks se aproximando cabisbaixo com sua coroa nas mãos, e caminhou até ele já imaginando a situação, abraçando-o forte.
- Meu amor, está tudo bem? O que houve?
- Sim, está. – o Rei frisou as sobrancelhas, dando a entender que não queria falar nada à frente do médico real que chegara, acompanhado de dois paladinos que traziam Rodolfo pelo braço, um pouco pálido mas com uma melhora aparente – Ele está bem? – Perguntou ao médico
- Sim Majestade. Ele só ficou um pouco tonto. Pegue leve com ele nos treinos, afinal é só uma criança.
- Entendo. – Anuiu Parks.
- Me Rei, se me der licença, preciso atender outro paciente agora. – ao dizer isso o médico saiu apressado, sendo escoltados pelos guardas.
- Vovô, depois quero falar com o tio Vladmir.
- Tio... – pensou o Rei, um pouco desgostoso com a situação que se formara – Descanse meu neto, amanhã fará isso. Tudo bem? – disse ele dando afagos nos cabelos de Rodolfo.
De repente Petrycos chegou sem camisa, exibindo seu corpo atlético, o que atiçou um olhar curioso e disfarçado da Rainha com um pequeno e tímido sorriso.
- Está tudo bem irmão? – Perguntou ele.
- Sim Petrycos. Vá mais tarde à Sala do Trono, tenho que conversar algumas coisas importantes com você.
- Tudo bem. – ele pegou Rodolfo pela mão, saindo dali – Está preparado para cavalgar rapaz? Já está se sentindo melhor?
- Sim tio. Mas quem é mais poderoso, o senhor ou o papai? – Perguntou a inocente criança.
- É uma pergunta difícil Rodolfo. – Petrycos sorriu ao responder.
- Vovô! – Chamou o garoto à meia distância.
- Diga, meu neto.
- Quando meu pai vai chegar?
-... Logo... Logo – Parks estremeceu ao olhar para a Rainha, que entendeu tudo somente pela expressão triste de seu marido.
Longe dali, Varyos resolveu entrar calado em um antigo bar que ficava bem ao centro da grande cidade. As portas estavam cerradas, e as cadeiras de madeira curada, todas sobre as mesas, com uma densa penumbra a encobrir quase tudo, menos o balcão à frente.
- Então agora você resolve aparecer?! – disse o dono do bar, um velho barrigudo e calvo mais ou menos da mesma idade do general.
- Vim à procura do melhor vinho da cidade, e também para conversar com um velho amigo. – Varyos escorou-se ao balcão, apertando a mão do bruxo, que deu um largo e singelo sorriso. – Clemente, dê-me logo uma garrafa de sua melhor bebida. Preciso pôr as idéias em ordem.
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CARIEL
FantasyEm uma terra onde a desconfiança e a paz andam lado a lado, dois povos vivem separados por um único pacto, selando não só a boa nova entre homens e bruxos, mas também a prosperidade e a boa vontade de um Deus. A cada 500 longos anos este pacto tem d...
