DARYL DIXON | +18
Depois de saber do "acidente" que deixou seu cunhado em coma, Aurora Fisher retorna à sua cidade natal para dar apoio a irmã e ao sobrinho. Sua estadia não dura muito, já que alguns dias depois os mortos passam a assombrar a terra...
Nota inicial: Passando para reforçar a classificação da fic (+18) e lembrar a importância de respeitar a classificação de qualquer livro/fic disponível na plataforma. E estou reforçando isso por ter percebido (a partir de comentários que li, alguns maldosos, outros sem noção, falta de senso), que alguns usuários não têm a maturidade necessária, parte do motivo sendo a pouca idade, para lidar com o enredo da fic. Então, eu peço encarecidamente que reflitam sobre o conteúdo que estão consumindo (não só no wattpad), e se estão respeitando a classificação indicada, que existe por um motivo!
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Dia 590 depois do fim
DARYL
Assim que abro o capô, me afasto para não inalar toda essa fumaça. Levanto a camisa, pressionando-a contra o nariz, e balanço a mão para espantar a fumaça.
Merda.
Eu mesmo chequei o motor antes de sairmos da prisão e estava em ordem. Não sei que merda pode ter acontecido.
Espero a fumaça diminuir e dou uma olhada, constatando que aconteceu exatamente o que eu temia.
— Droga! — Abaixo o capô com raiva, controlando a vontade de proferir cada um dos palavrões que conheço. Me aproximo da janela da caminhonete, onde Aurora aguarda pacientemente. — O motor fundiu.
— Dá pra consertar?
— Daria, se tivéssemos peças novas.
Ela suspira.
— E agora?
— O jeito é achar outro carro.
Ela desce da caminhonete e se encosta na lataria comigo.
— Está escurecendo — observa, olhando em volta. — Não seria melhor passar a noite por aqui?
Eu não teria problema em esperar o amanhã para procurar um carro, mas sei que Aurora nunca passou tanto tempo longe de Judith desde que ela nasceu. Não quero que fique preocupada ou ansiosa.
— Tem certeza?
Ela está mais tranquila agora, mas ainda tem uma preocupação extrema com o bem-estar da bravinha. Todos temos, na verdade.
— É perigoso andar por aí durante a noite. Não podemos arriscar.
— Posso te deixar segura em algum lugar e procurar um carro, deve ter várias abandonados na cidade.
— Não vamos nos separar — ela fala, definitiva. — Ficamos juntos, o tempo todo.
— Tudo bem.
Também não quero me separar dela, mas faria se fosse necessário. Quanto mais rápido acharmos um veículo, mais cedo chegamos em casa.