-- Filha, estamos saindo. - minha mãe fala saindo com meu pai. - Lembre-se: nada de visitas, e nem pense em sair de casa.
-- Eu sei mãe, eu sei. - falo desanimada.
-- Se aquele cara aparecer aqui de novo, eu o quebro no meio. - meu pai fala. - E ainda ligo pra polícia.
-- Vamos logo, querido.
Eles saem, e vão demorar, e adivinha, eu vou ficar a noite toda sozinha praticamente. Eles me acham muito inocente, acham que eu não tenho noção das coisas ao meu redor, acham que eu não sei o que é sexo, por isso eles saíram, sei muito bem pra onde eles foram.
Eu só me faço de inocente, porque na real eu não sou, tanto que... eu conheci um cara há uns meses atrás, e estamos apaixonados um pelo outro, mas meus pais não o aceitam. Um dos motivos é: ele é um criminoso, mas ninguém sabe. Mesmo assim, eu o amo muito.
Fiquei no meu quarto quieta pra ver se eu conseguia dormir, mas não peguei no sono. E agora que eu não vou dormir mesmo, olha só quem apareceu na minha janela, com aquele sorriso radiante que eu adoro.
-- Felix. - abro a janela, o recebendo com um abraço e um beijo. - Pensei que tinha fugido.
-- Tô planejando de fazer isso, mas não quero me separar de você. - fala como se estivesse desesperado de amor, abraçando minha cintura com uma mão e com a outra em meu rosto. - Princesa, não quer vir comigo?
-- Amor, eu não posso, você sabe o motivo.
-- Mas os seus pais não deixam você fazer nada, nem sair com os amigos eles deixam.
-- Mesmo assim, eles são meus pais, seria difícil deixar eles pra trás.
-- E também seria difícil partir sem você. - me abraça apertado. - Por favor, eu prometo que vou te tratar como uma rainha, como você merece.
-- Eu não sei não, seria muito arriscado. - olho e seus olhos. - Eu sempre quis viver alguma loucura, mas acho que namorar um criminoso escondido já é uma boa loucura, não acha?
-- Seria uma loucura melhor ainda se você fugisse com esse criminoso. - pega minhas mãos. - S/n, eu te amo tanto, realmente não quero ir sem você. Mas... se não quiser vir, acho melhor a gente terminar aqui e agora.
-- Por que?
-- Eu vou fugir pra outro país, sabe lá Deus quando eu vou voltar, se eu voltar. Não sabemos como vai ser o futuro, possa ser que a gente nunca mais se encontre.
-- Não fala uma coisa dessas. - falo já lacrimejando. - Eu não quero terminar com você, eu também te amo muito. Por favor, não some pra sempre. - falo já chorando, voltando a o abraçar.
-- Eu também não quero que seja assim, mas se quer ficar aqui com seus pais, continuar sendo prisioneira nessa casa, é uma escolha sua. - beija minha testa. - Realmente não vem comigo?
-- Quando você vai fugir? - tento controlar meu choro.
-- Em três dias, pra eu me organizar.
Me afasto um pouco dele, pensando mais sobre o assunto.
-- Quando vai ser a próxima vez que seus pais vão sair? - pergunta.
-- Eh.. eu não sei. - cruzo os braços.
-- Então - vem e me abraça por trás. - Não tem muito tempo pra pensar. Ou você fica com seus pais, ou você foge com o amor da sua vida - me faz virar pra ele delicadamente. - Porque eu me considero o amor da sua vida, assim como você é da minha. - deixa um breve selinho em meus lábios.
-- Felix, fica aqui enquanto meus pais não chegam, pelo menos a gente fica junto, se você realmente for sumir do mapa pra sempre, e eu nunca mais vou te ver. - abaixo a cabeça.
-- Então você já está decidida? - me encara. - É uma decisão sua, mas eu não consigo acreditar que não quer vir comigo.
-- Não é que eu não quero, é que meu pais...
-- S/n, meu amor, você já é maior de idade, pode tomar suas próprias decisões, seus pais não têm mais tanto poder sobre você, não precisa mais obedecê-los como uma criança.
Permaneço olhando pra baixo, então ele pega meu queixo e me faz olhar em seus olhos.
-- Eu vou continuar insistindo até sua resposta oficial.
-- Me beija. - mando essa aleatoriamente. - Vamos.. aproveitar um momento romântico entre a gente.
-- Você tá falando só de beijo? - pergunta sem sorrir, mas logo vejo um sorriso em seus lábios. - É, você não é a inocente que seus pais conhecem.
-- Mas não podemos demorar.
Não aconteceu pra valer, só ficamos de pegação um com o outro. Na verdade, nunca fizemos pra valer, eu sempre entro em pânico quando estamos perto, mas ele não me culpa por isso.
Eu saí de cima do colo dele, coloquei minhas roupas do jeito que eu estava, e pra minha surpresa, fui puxada por um abraço até cair deitada com ele, e acabamos rindo da situação.
-- Eu queria poder me divertir com você assim mais vezes. - fala sorrindo, depois beijando meu pescoço.
-- Eu também. - me levanto. - Quer saber? Eu já decidi. - pego a camiseta dele e jogo nele, pra ele se vestir.
-- Decidiu mesmo? - se veste. - Não vai se arrepender depois?
-- Espero que não, e não me faça mudar de ideia.
Pego uma bolsa com meus documentos, coloco algumas roupas e alguns pertences. Ele estranhou tudo isso, mas vou deduzir que ele entendeu.
-- Vamos? - pergunto.
-- Eu sabia que não iria me abandonar. - vem pra me beijar. - Mas, não quer nem deixar um bilhete pros seus pais?
-- Eu não sei, tenho medo da reação deles quando souberem.
-- Ei, não importa se eu sou criminoso, o que importa é que a gente se ama. Se você vai estar ao lado de alguém que te ama, vai estar tudo bem. - ele sorri piscando.
Deixei um bilhete em cima da cama, e então, saímos pela janela mesmo. Ele estava sem carro, então corremos pelas sombras da noite escura, e logo eu percebi o carro do meu pai se aproximando. Agora eu fiquei preocupada. Ele pegou minha mão e se escondeu comigo em um beco escuro e estreito. Quando eles passaram, voltamos a correr.
-- Nem devo imaginar o surto que meus pais vão dar. - falo meio sem ânimo.
-- Calma, não se preocupe com isso, eles vão ficar bem, e nós também vamos ficar. - estende seu mindinho. - Eu prometo.
Sorrio, e cruzamos nossos mindinhos, indo até o tal esconderijo dele, que eu nunca fui.
...
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Peguei essa ideia no fundo do poço aqui da cachola, mas enfim laks
Gostaram?? Likey??
Uhuuul!
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Imagines de Kpop
FanfictionImagines para vocês se iludirem a vontade ksksk ⚠️PEDIDOS FECHADOS⚠️ 🍭LIVRO CONCLUÍDO🍭 °•최여진•°
