Após receber um convite do chá revelação da prima Vívian de ver doida ao ter que reencontrar a família após anos do pior acontecimento de sua vida, ao se ver num beco sem saída ela não tem outra escolher a não ser levar seu vizinho o apresentando co...
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No dia seguinte, acordamos cedo para aproveitar o dia. Arrumei minhas malas e fui para a praia com o João.
— Vívian: Acordei com uma dor nas costas.
— João: É a cama que é dura, densidade alta! — balançou a cabeça, como quem diz "culpa da cama, não minha".
— Vívian: Vai voltar para São Paulo ou pretende ficar aqui no Rio?
— João: Prefiro ficar aqui. Meu pai está querendo se juntar com a nova namorada dele, não quero atrapalhar. Cheguei cedo na vida do meu pai, mesmo sem querer, tomei o tempo e a juventude dele. Nada mais justo do que deixar ele viver agora.
— Vívian: Vai ser bom pra você sair de casa, vai ver! — bati no peitoral dele, com aquela vibe de "vai virar homem".
— João: No Rio é melhor. Adoro as cariocas.
— Vívian: Safado! — ri, jogando um olhar de cumplicidade.
Depois de mais um mergulho, voltamos para casa. A dor nas costas persistia. Tomei analgésicos o dia inteiro e nada melhorava. À noite, parecia piorar: acordei três vezes na madrugada, até que o Gabriel levantou.
— Gabriel: Quer ir para o hospital? No começo, neguei com firmeza, mas quando a dor voltou, concordei.
— Gabriel: Sabe onde está sua identidade? — começou a fuçar minha mala.
— Vívian: Na minha bolsa pessoal! — me levantei da cama, quase urinando de tanta dor. — Vou me trocar.
Eu ia só me trocar, mas aproveitei para tomar um banho rápido. Coloquei o mesmo vestido, só que sem calcinha — ninguém ia ver, né?
— Gabriel: Podemos ir? — perguntei, pegando minha toalha e me abaixando sentindo dor. De repente, bateram na porta e logo entraram:
— Vanessa: Tá tudo bem por aqui? — olhei para ela negando.
— Vívian: Acho que é dor nos rins, estamos indo para o hospital.
— Vanessa: Vou com vocês.
Era por volta das 2h da madrugada. Todos dormiam, menos minha mãe.
— Gabriel: Poderia ter me falado mais cedo que estava sentindo dor, teria te trazido antes.
— Vívian: A dor não estava tão forte assim. — me contorci, tentando não gritar.
— Vanessa: Tem que falar, minha filha! — disse calma, e eu só concordei, sem coragem para contestar.
Coloquei a mão nas costas e torci os dedos dos pés tentando aliviar. Chegando no hospital, viram meu estado e me colocaram na pulseira vermelha. Logo, fui atendida.
— Enf: Vamos passar uma dipirona...
— Vívian: Dipirona? Não vai adiantar, acho que só morfina mesmo!