Após receber um convite do chá revelação da prima Vívian de ver doida ao ter que reencontrar a família após anos do pior acontecimento de sua vida, ao se ver num beco sem saída ela não tem outra escolher a não ser levar seu vizinho o apresentando co...
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Eu desfrutava tranquilamente meu café quando, de repente, o desagradável ex da Vívian surgiu, aproximando-se de Vanessa com uma arrogância que só ele sabia exibir.
— Bruno: Ora, dona Vanessa — disse, ostentando uma autoridade desmedida — creio que este seja o anel de noivado da Vívian — fitou-me com um sorriso enviesado — sua noiva.
Vanessa, com um misto de desconforto e firmeza, deu-lhe um leve empurrão, afastando-o com delicadeza.
— Vanessa: Obrigada, Bruno. Vou levar para ela.
Partiu em direção à entrada da casa, carregando consigo o objeto que tanto inquietava o ambiente. Eu retomei meu café, aguardando o momento certo para encontrar Vívian.
— Vívian: Nem sei como perdi isso! — sua voz tremia levemente, tomada pela angústia — Quando percebi, já estava aqui procurando. Eu não falei com ele, só que ele insistiu em me seguir! — olhei para ela, em silêncio, oferecendo meu apoio — Gabriel, diga alguma coisa.
— Gabriel: O que quer que eu diga? — a impaciência tingia minhas palavras — Você insiste em abrir brechas para que aquele homem interfira em nosso relacionamento.
— Vívian: Não foi intencional, Gabriel! — lágrimas começavam a brilhar em seus olhos, revelando a fragilidade escondida sob a fachada de firmeza.
— Gabriel: Ainda assim, machuca — respondi, franzindo a testa — Você não suportou quando encontrei minha ex, por acaso! — levantei uma sobrancelha e vi-a secar as lágrimas.
— Vívian: É diferente, você sabe — sentou-se na cama, enfrentando-me com um olhar sincero — Ele tentou conversar, e eu não quis; foi só isso.
— Gabriel: Acredito em você, Vívian, mas não podemos conviver no mesmo espaço com aquele homem. Ele chegou a entregar seu anel para sua mãe, debochando de mim.
— Vívian: Talvez tenha caído...
Ela me fitou por um instante antes de se retirar para o banheiro. Passei as mãos pelo rosto, inquieto, e logo ela retornou, agora serena, deitando-se ao meu lado.
— Gabriel: Vamos sair, Vívian. Gostaria de ir ao shopping.
— Vívian: Não quero — respondeu, emburrada. Arqueei as sobrancelhas em surpresa.
— Gabriel: O que fiz de errado? — perguntei, genuinamente perplexo.
— Vívian: Você falou comigo com frieza!
— Gabriel: Falei normalmente.
Levantei-me silenciosamente, arrumei a mesa, tomei um banho e penteei o cabelo. Vívian entrou para seu banho, e eu fiquei refletindo sobre a dureza de minhas palavras; imediatamente senti-me um tolo.
— Vívian: Ainda quer ir ao shopping? — perguntou, o rosto avermelhado pelo choro.