Tanabata Matsuri.

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Acordei serena naquela manhã, como se o tempo tivesse repousado comigo

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Acordei serena naquela manhã, como se o tempo tivesse repousado comigo. No fim da tarde, seguimos para a tão esperada Festa das Estrelas. Pretendíamos passar o restante do dia ali, entre luzes e sorrisos.

— Que dragão lindo... — murmurei, encantada, apontando os fantoches expostos. — Olha, amor. — estiquei o dedo em direção às luzes cintilantes penduradas no alto.

— Vamos fazer um pedido? — Gabriel sugeriu, observando as pessoas escrevendo em tiras de papel colorido. — Podemos fazer cinco... o que você vai pedir?

— Não sei... — respondi com um sorriso maroto. — Talvez mais beleza, amor-próprio, dinheiro... mais dinheiro... e você. — toquei os lábios dele com um selinho.

— Você já tem tudo isso. Não precisa pedir. — ele disse com ternura.

— Eu sei. Mas também... pedidos devem ser segredo, né?

Escrevemos nossos desejos em papeis pequenos, amarramos juntos e penduramos na cordinha com outras dezenas. A noite parecia nos guardar.

— Mais... — Gabriel estreitou os olhos, tentando decifrar minha caligrafia. — Nossa, que letra minúscula!

— Não pode ler! — falei rindo, puxando-o pela mão.

— Quero saber se estou nos seus planos. — disse, fitando-me com seriedade.

— Claro que está. Em todos os meus planos, você é o começo e o fim. — ele sorriu, meio tímido.

— Só quero ser feliz com você. Seja como for. — murmurou.

Ele não precisava dizer aquilo. Eu sentia. Sentia em cada gesto contido, em cada silêncio.

— Sempre quis conhecer esse lugar... nos filmes parecia menor. — comentei, encantada.

— Aqui é bem grande mesmo. — Gabriel segurou minha mão, colocando uma florzinha entre meus dedos. Levei-a ao nariz e fiz careta.

— Que cheiro horrível! — exclamei. — Você fez isso de propósito!

— Tinha que tentar... — ele riu.

Peguei o álcool em gel na bolsa, sentindo o estômago embrulhar.

— Isso tá podre! — grunhi.

— Realmente... acho que vou vomitar.

— Eu também! — abri a boca, fechei de novo, segurando a ânsia. — Que horror.

Gabriel correu até uma barraca, voltou com uma água saborizada de limão. Sentamos à sombra de uma árvore, esperando o mal-estar passar.

— Vou pedir sushi pra mim. Bife com fritas e arroz pra você? — perguntou, já sacando o celular.

— O de sempre. — respondi, sem pensar. Comer havia virado um ritual repetido. Ele amava frutos do mar, eu nem tanto.

— Experimenta o hot. É bom.

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