Capítulo 25

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Alfonso

Eu me deitei para dormir sentindo um tremendo de um mal-estar, mas ao acordar eu tive a certeza de que não estava bem, meu corpo todo doía, minha garganta estava impossivelmente seca, meu nariz estava congestionado e até abrir os olhos doía, por isso, acabei me decidindo por me dar mais alguns minutos de sono que acabaram virando horas e quando acordei já passavam das 08h da manhã.

Levantei, e após fazer minha higiene, caminhei até a cozinha em busca de algum medicamento que pudesse me ajudar com aquilo, eu ainda precisava trabalhar, mas assim que passava pelo corredor, Anahí me desejou bom dia chamando minha atenção.

- bom dia –desejou

- bom dia – respondi com a voz falhando e rouca – não tinha te visto, desculpa – falei tossindo.

- sem problemas. Você está bem? – Anahí questionou

- sim – respondi em meio a um espirro – alergia – justifiquei querendo que realmente fosse.

Segui em direção a cozinha apenas para Miranda, assim que colocou os olhos em mim, me mandar voltar para cama, pois segundo ela, eu claramente não estava bem, e realmente não estava.

Retornei ao meu quarto, mas minutos depois Anahi estava lá, me obrigando a tomar um banho morno ao lado de Miranda, o que eu sequer podia negar, porque elas claramente não deixariam e Anahi, não satisfeita em me obrigar a tomar banho mesmo estando com febre, ainda quis ficar até que eu me despisse e entrasse no banho para se certificar que eu de fato entraria na agua.

Depois do banho fui devidamente medicado e obrigado a descansar mais, o que meu corpo não recusou, mas antes, tentei fazer com que ela ficasse ali comigo, era bom ser cuidado e saber que ela se importava, não que eu me importasse muito, mas era bom.

Dormi por mais algumas horas e ao acordar, levantei-me e fui até a cozinha, tomando um copo de água, Anahi nao estava por lá, andei pelo apartamento e a chamei, já que não encontrava ela pelos cômodos onde ela já havia sido apresentada

- Anahí... - chamei

- aqui - responde já chamando puxando minha orelha - era pra você estar na cama! -

- era pra você estar lá comigo e nem por isso você está - disse aproveitando a deixa, mas mantendo o humor  - o que faz aqui? - perguntei

- estava desbravando e me deparei com isso - abriu os braços - você nunca pensou em me contar que tinha um biblioteca? eu adoro ler!

- eu não sabia que você gostava - falei encarando-a

- tem muita coisa que não sabemos um sobre o outro - respondeu - mas acho melhor sairmos daqui.

- não - falei - fique, desfrute. Eu só vim procura-la para saber se não tinha ido embora - falei me entregando - mas fique a vontade, leia o que quiser.

- eu disse que não iria - disse simples

- que bom que não foi - respondi sorrindo e deixando-a na biblioteca.

Diferentemente do que eu pensei, Anahi não estava diferente depois da conversa que havíamos tido, ou depois das acusações que eu havia feito, pelo menos não que tivesse deixando transparecer.

Retornei ao meu quarto apenas para pegar meu celular e me deparar com diversas ligações, escritório, Maite e até mesmo Ian, depois retornaria cada uma delas, apenas respondi alguns e-mails e comuniquei minha secretária que eu estava doente e não iria até a empresa hoje.

- você realmente não sabe o significado da palavra descansar - falou aparecendo na porta do quarto

- estou descansando, só não estou deitado - respondi - sente-se aqui, Anahí - falei apontando para a poltrona - quero mesmo conversar com você. - Anahi caminhou até a poltrona que havia em meu quarto e sentou-se na mesma, me encarando com aqueles olhos azuis enormes em seguida.

- olha, se for sobre o que aconteceu... - interrompi

- sim, é sobre o que aconteceu na segunda - falei - eu, primeiramente, gostaria de tentar uma trégua. Eu sei que não é fácil lidar comigo, mas tentarei fazer com que os próximos sessenta dias sejam melhores do que os últimos tem sido. Além disso, se possível, gostaria que me desculpasse pelo que te disse - pedi e vi Anahí passar as mãos sobre o rosto e suspirar

- é - sorriu fraco - realmente não é fácil lidar com você, Herrera, mas é o meu trabalho - respondeu deixando claro o que eu não queria lembrar - Contanto que não torne a me ofender e subjugar, eu te desculpo. - respondeu rápido

- podemos nos abraçar e selar nossa trégua - ofereci apenas para ouvir Anahí gargalhar gostosamente - por que está rindo? - questionei

- porque você claramente está tentando me agarrar - respondeu dando de ombros

- não estou - respondi.

Anahi levantou-se e caminhou até mim. Eu estava sentado na lateral da minha cama e ela parou em minha frente, abaixando até a altura dos meus ombros e me abraçando levemente, talvez eu realmente quisesse agarra-lá, se eu meu corpo não doesse tanto, mas naquele momento, a presença dela me fazia estranhamente bem e me bastava, por isso retribui o abraço dela puxando-a para cima da cama

- eu sabia que você queria me agarrar - respondeu em um meio sorriso

- fique aqui - pedi, mas ela apenas balançou a cabeça negativamente

- território proibido - respondeu

- por que? - questionei, afinal, era o meu quarto.

- um dia, nesse mesmo lugar, você disse que eu não me deitaria nessa cama. Logo, território proibido - disse se levantando e caminhando em direção a porta - e você precisa se alimentar, vou ver se tem algo pronto para que você possa almoçar.

Anahi saiu do quarto me deixando com cara de tapado lembrando-me do que eu mesmo havia dito.

THE ESCORTOnde histórias criam vida. Descubra agora