Capítulo 69

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Anahi

ATENÇÃO: ESSE CAPÍTULO POSSUI CONTEÚDO SENSÍVEL

O sábado amanheceu tranquilo, depois de dormir mais de oito horas, meu corpo estava renovado e a mente um pouco mais leve. Espreguicei-me gostosamente na cama e sem enrolar levantei para começar o dia. Eu estava faminta, a ultima vez em que havia me alimentado tinha sido no avião no dia anterior, e sem demora, desci para cozinha e comecei a preparar meu café da manhã com calma. Enquanto o café e as torradas ficavam prontos, peguei o celular vendo que já passava das 10h da manhã, sorri comigo mesma, pois não lembrava quando havia sido a ultima vez que tinha dormido tanto. Vi também duas mensagens de Alfonso e ao abri-las, me deparei com uma foto do central park. Era um gesto simples e até uma piadinha, mas mexia com alguma coisa dentro de mim, me aquecendo com um calor familiar. Comecei a digitar uma resposta, mas fui interrompida pela campainha.

Sem olhar, abri a porta distraída, ainda segurando o meu celular, apenas para me deparar com Nate em minha porta, fazendo com que qualquer resquício de felicidade que eu tinha sumisse imediatamente.

- O que faz aqui? – perguntei, a voz fria, tentando conter o incômodo.

- Bom dia, querida. Pelo que bem me lembro, essa casa também é minha, mas se acalme, vim apenas buscar algumas roupas – respondeu, passando pela porta sem pedir licença. Fechei a mesma e virei-me para encara-lo. Queria dizer que não era um bom momento, mas sabia que Nate, de fato, ainda tinha várias coisas ali, um fato que por mais que eu quisesse, não podia simplesmente ignorar. Nate parou no meio da sala, os olhos azuis escaneando-me de cima a baixo me fazia sentir incomoda, exposta e quando dei por mim, percebi que estava apenas de camisola de cetim. Ele caminhou vagarosamente até mim

- Você sabe que fica linda assim – murmurou, enquanto seus dedos se moviam em direção às alças da minha camisola e antes que eu pudesse reagir, ele me puxou com força, chocando nossos corpos. As mãos dele subiram por minhas coxas, explorando a região sem permissão.

- Me solta! – mandei, a voz firme, cheia de raiva, enquanto empurrava-o com força, mas ele apenas sorriu.

- Não seja assim, querida. Você sabe que ainda gosta disso, sempre gostou, aliás – insistiu, tentando novamente se aproximar

- Se encostar em mim de novo, eu aciono a polícia – alertei, mostrando o celular em minhas mãos para ele. Nate parou, encarando a tela acesa a sua frente, ele observou por alguns segundos, a expressão mudando completamente. Os olhos se estreitaram, e um sorriso amargo curvou seus lábios.

- Então é isso... Agora entendi tudo, sua vagabunda – a voz dele gotejava ódio enquanto ele se aproximava – você quer o divórcio pra se esfregar com ele, não é? Como eu sempre suspeitei

- Você está vendo coisa onde não tem – rebati, raivosa, recuando mais um passo, mas a raiva na minha voz parecia ascender ainda mais a fúria dele. Nate avançou, segurando-me pelos cabelos e puxando com força para perto dele, me obrigando a encará-lo. Sentia meu coração bater descontroladamente, a dor na raiz dos meus cabelos quase insuportáveis

- Olha pra mim – sibilou ele, a respiração quente e pesada próxima demais ao meu rosto – você não vai destruir tudo o que construímos para correr pros braços dele. Não vai. Eu acabo com você antes disso. – senti meus olhos começarem a se encher de lágrimas, tanto pela dor, quanto pela situação em si. Eu queria reagir, gritar, lutar, mas o medo me paralisava. Apesar disso, tentei inutilmente sair dali, mas quanto mais eu me debatia, mais forte ele puxava meus cabelos. Nate puxou o celular da minha mão com força com a outra mão livre e o arremessou com força contra a parede. O aparelho se despedaçando em mil pedaços.

THE ESCORTOnde histórias criam vida. Descubra agora