Alfonso
O dia com Anahi havia sido incrível, cada momento ao seu lado, cada sorriso, cada história, tudo foi maravilhoso, mas nada comparado ao momento em que a vi entrar no lobby do hotel, naquele momento, o tempo pareceu desacelerar. Anahi estava deslumbrante, com o vestido elegante e o sobretudo que realçavam ainda mais sua presença. Não pude deixar de conter o sorriso ao vê-la, e quando ela se aproximou, a envolvi em um abraço apertado, o segundo do dia, mas ainda assim, carregado de uma familiaridade que aquecia meu peito.
Não tínhamos planos definidos, mas não me preocupava, Anahi seria minha guia naquela noite e eu, confiava em suas escolhas. Acabamos em um italiano em Venice e entre goles de vinho e pratos bem servidos, a conversa fluía fácil. Não era só o ambiente, mas também sua companhia que transformava qualquer momento em algo memorável. Eu a observava enquanto ela falava, gesticulando de forma leve, e sentia que, por mais que já a conhecesse tão bem, havia sempre algo novo nela.
Após o jantar, fomos a um bar que ela havia sugerido e eu aceitei de bom grado, sem saber o que esperar, mas decidido a aproveitar cada segundo ao lado dela. O lugar era animado, cheio de música e risadas, e eu me permiti relaxar mais do que imaginava ser possível. Pedimos nossas bebidas e entre elas, surgiram piadas internas e um convite para dançar que partiu de Anahi. Acabamos juntos, na pista de dança, os corpos colados, totalmente a vontade, minha mão segurava a cintura dela enquanto dançávamos, era possível sentir o calor do sorriso dela próximo ao meu ouvido, enquanto ela se apoiava levemente em mim.
Já passava das duas da manhã quando decidimos sair do bar. O ar frio da madrugada nos envolveu assim que passamos pela porta do bar, e eu imediatamente percebi que Anahi estava levemente embriagada, apesar de tentar disfaçar.
- Você não vai dirigir – afirmei com a voz firme e Anahi sorriu baixinho, balançando a cabeça.
- Alfonso, eu estou bem...
- Não, você não está – retruquei, cruzando os braços enquanto a olhava – não vou deixar. – ela suspirou, sabendo que eu não cederia,
- Então o que você segere? – hesitei por um instante, ponderando as palavras
- Suba comigo. Pode esperar lá até se sentir melhor. – vi Anahi franzir a testa, mas havia um brilho de diversão em seus olhos
- Você está me convidando para o seu quarto de hotel? – sorri, balançando a cabeça
- Não é isso que você está pensando. Só quero que você esteja segura, Anahi. – ela me encarou por um momento, mas seus olhos, apesar de suaves, estavam indecifráveis
- Tudo bem – disse, finalmente – só por um tempo. – dei um pequeno sorriso de alívio, acenando para o manobrista que estava com as chaves
- Vamos.
Caminhamos lado a lado até o elevador, e o silencio no trajeto era confortável, quase cúmplice. Quando chegamos ao meu quarto, abri a porta para ela e, de forma quase instintiva, coloquei uma mão em suas costas para guia-la para dentro.
- Quer água? Café? – perguntei, já me movendo pelo espaço, mas com os olhos atentos a ela que sorria enquanto se sentava
- Água está ótimo. – peguei água no frigobar do quarto e entreguei a ela, enquanto me sentava ao seu lado em minha cama – você me surpreende, sabia? – ela disse, quebrando o silêncio que havia se formado e me pegando de surpresa
- Por que? – perguntei tentando entender
- Porque...você está diferente – ela respondeu, girando o copo nas mãos – mais leve. – sorri, sem saber exatamente o que responder.
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THE ESCORT
FanfictionOntem quando saí da cama osol caiu no chão e rolou pela grama as flores decapitaram a si mesmas a única coisa viva que sobrou foi eu e eu já não sei se isso é vida.
