Capítulo 14

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Alfonso

Anahí, Anahí, Anahí. Era tudo que eu conseguia pensar, que inferno, essa mulher seria minha perdição, e eu me certifiquei definitivamente disso depois de ter transado com ela e ter a confirmação de que tudo nela era bom. O cheiro, o gosto, a forma como me aperta dentro dela, como geme meu nome.

E foi pensando nisso que dirigi até a minha casa, aliás, eu só conseguia pensar nisso e no fato de que o prazer que ela me proporcionou, ela proporcionava a todos sempre.

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Assim que pisei em meu apartamento, fui direto para o banho, lavei o cheiro dela da minha pele na intenção de tirá-la da minha mente, o que funcionou até que eu deitasse em minha cama e sentisse o cheiro dela em meus lençóis.

Lembrei dela naquela cama na noite passada, entregue pra mim, tentei tirar a imagem da cabeça, mas se misturou com a dela gemendo meu nome, me beijando, melando meu pau... ótimo, eu passaria mais uma noite em claro.

Vi o dia amanhecer e acredito ter dormido só pela manhã, pois quando acordei ouvi risadas, suspirei me levantando e vendo que já eram quase 11h da manhã.

Fiz minha higiene rapidamente e sai do meu quarto vestindo apenas minha calça de moletom, com certeza minha mãe e Maite já haviam invadido o meu apartamento.

Caminhei até a sala apenas para me deparar com as três por ali

- bom dia, dorminhoco - disse caminhando em minha direção e selando meus lábios. Vi minha mãe e Maite sorrirem e apenas retribui o selinho

- bom dia - respondi - o que estão fazendo?

- ah - sorriu - estamos mostrando suas fotos para Anahí, mamãe disse que ela precisava ver o quão fofo você era - sorriu com um álbum em suas mãos

- na verdade, ainda é! - se aproximou de mim me dando um abraço - bom dia, meu filho!

- bom dia, mãe! - respondi - já tomaram café da manhã? - questionei observando Anahí

- sim, você demorou para acordar e estávamos com fome, como iremos embora logo após o almo pensei em almoçarmos todos juntos - disse enquanto mostrava outras fotos para Anahí

- tudo bem - respondi - vou tomar uma xícara de café preto para que possamos almoçar então.

Caminhei até a cozinha e tomei meu café tranquilo enquanto observava aquilo, era uma situação nova pra minha mãe e Maite, eu não apresentava nenhuma das mulheres com quem me envolvia e de repente tem uma delas no meio da minha sala, não nas condições corretas, mas ainda assim era uma das mulheres com quem me envolvia.

Olhei de relance e vi que Anahí usava uma calça de linho preta e uma blusa de alça fina branca, imaginei por um minuto aquela peça de roupa molhada, mas ela me encarou, me fazendo desviar o olhar.

Ela parecia totalmente a vontade naquela situação, como se realmente fizesse parte daquilo. Me perguntei quantas vezes ela já não deve ter fingido como tem feito nesse momento? Era habitual pra ela, por isso fazia tão bem. No final, Ian estava certo, ela é extremamente profissional.

Terminei meu café e fui para o meu quarto me aprontar para que pudessemos sair para almoçar, o que não demorou pra acontecer. O almoço aconteceu tranquilo, conversamos sobre os negócios, sobre como Maite está quase sempre queimando trabalho e o quanto isso pode ser prejudicial para nós e o assunto chegou onde eu menos queria

- você precisa ir nos visitar, querida - minha mãe disse sorrindo enquanto segurava a mão de Anahí

- claro, Ruth. Será um prazer! - respondeu simpatica

- quem sabe assim eu consigo uma visita do meu filho - sorriu - não é Alfonso?

- afinal, não é como se a senhora não estivesse sempre por aqui vindo me ver - respondi sem paciência

- estamos azedo - disse Maite pondo fim na conversa e dando uma piscadela para Alfonso- mamãe, precisamos realmente ir. Nossas malas já estão no carro, podemos ir direto se preferir.

- tudo bem, filha - respondeu enquanto caminhavamos até a porta do restaurante - vocês dois - falou apontando para mim e Anahi - espero uma visita em breve!

Minha mãe fez questão de tornar tudo aquilo ainda pior quando disse para Anahí salvar seu contato para que pudessem "ir se falando" e logo após tudo aquilo, nos despedimos e elas foram para casa.

Assim que Taylor parou o carro na porta do restaurante, entramos, Anahi se encolheu no canto e eu me permiti fechar um pouco os olhos, minha cabeça estava doendo, certamente a noite mal dormida estava me cobrando, mas nada é tão ruim que não possa piorar e Anahí decidiu que era um ótimo momento para começar a reclamar

- eu vou para casa assim que chegarmos - falou

- não vai não - respondi calmo

- sim, irei. Sua mãe e irmã já foram pra casa, não há mais nada para fazer! - respondeu me encarando

- há muitas coisas para fazermos - sorri - e nós temos um contrato que prevê três dias em minha casa, você só ficou um, ainda temos dois dias pela frente.

- Alfonso, qual seu problema? - perguntou - você sequer gosta que eu esteja por perto, me quer em sua casa pra que?

- porque eu posso, simples! - respondi - não vou abrir mão de nada que esteja previsto naquele documento e quanto mais ciente disso você estiver, menos você irá se decepcionar.


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Oioi, como estão? Espero que bem :)

Perdão pela demora pra postar. Novembro foi agitado demais e eu estive em todos os shows do RBD no Brasil. Como eu disse, tive que me deslocar de uma cidade pra outra, sair da minha cidade e ir para outras e isso inviabilizou os posts.

Quando voltei, estava com uma gripe forte, mas agora estou recuperada e de volta.

Espero que ainda estejam por aqui acompanhando e comentando.

Um beijo!

THE ESCORTOnde histórias criam vida. Descubra agora