Flores e carbonara.

302 31 4
                                        

— Esse é o meu corpo quatro dias depois do Joaquim nascer

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

— Esse é o meu corpo quatro dias depois do Joaquim nascer. — ela virou de lado, mostrando a barriga lisinha. — Zero estrias, flacidez nem vê-las, mesmo carregando toda essa barriga. — suspirou, meio diva. — Agora vou cuidar do nenê, já que eu sou a única que faz isso, né?

Ela estava perfeita — sério, um corpo de dar inveja, mesmo sem ter um parceiro pra dividir as tarefas. Fiquei rolando o feed dela no Instagram e, gente... a barriga dela era até maior que a minha! Me peguei naquela bad de comparação e, de repente, me senti um lixo.

— Sério que você tá se comparando com alguém que tem um biotipo totalmente diferente do seu? — Gabriel quase bradou, como se estivesse me dando um sermão.

— Eu não posso ficar insatisfeita com o meu corpo? Acabei de ter uma gravidez gemelar, né!

— É por isso que você não pode. Menos de um mês depois de ter três bebês no mesmo ano, não dá pra se comparar com quem teve só um. — ele falou firme, com aquela cara de "vou te convencer".

— Mas tô me sentindo mal mesmo assim.

— Posso ajudar! — ele me abraçou e começou a encher meu rosto de beijos.

— Se eu estivesse grávida, agora teria vomitado em você, tá com cheiro de sangue e suor! — passou a mão na minha cabeça, rindo. — Vai tomar banho pra tirar esse "aroma de hospital".

— Vai doer?

— Em mim não. — ele deu risada e eu levantei da cadeira. — Rápido, antes que as crianças comecem o coro.

— Só depois que você tomar café, viu?

Gabriel só saiu do meu pé depois do café e, claro, me chamou pra ficar olhando ele no banheiro.

— Tá com medo de desmaiar?

— Não, é só pra você ver esses músculos. — fez força no braço e sorriu. — Que marido forte você tem!

— Nããão! — Bento gritou, rindo alto, e a casa virou uma zona.

— Vou levar meu macacão na lavanderia.

— Tem que levar o edredom também, aquele que pesa toneladas quando molha! — coloquei a mão na bombinha de leite que estava no peito.

— Quando eu terminar aqui, a gente passa lá!

Enquanto Gabriel tomava banho, eu armazenei o leite e amamentei os bebês com a ajuda da minha sogra, no esquema que fizemos com o Bento, com mamadeira de colher pra eles não confundirem o bico.

— Vou levar uma coberta na lavanderia, olha eles aí pra mim.

— Tá, só não pega peso! — concordei.

Depois que os bebês dormiram, o Bento ficou ligado no 220.

— Bi bi! — Gabriel pegou ele e as bolsas, e fomos para a lavanderia.

Noivos por acaso.  Histórias para pegar e não largar. Descubra agora