Após receber um convite do chá revelação da prima Vívian de ver doida ao ter que reencontrar a família após anos do pior acontecimento de sua vida, ao se ver num beco sem saída ela não tem outra escolher a não ser levar seu vizinho o apresentando co...
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Semana seguinte.
— Que bebê grande! — comentou a médica, sorrindo ao medir o Bento. — Vai puxar o papai! Gabriel me olhou de lado com um sorriso travesso, enquanto eu soltava um estalo com os lábios.
— Ah é, a mãe esqueceu de crescer — disse ele, provocando risadas na sala.
— Engraçadinho! — revirei os olhos, mas logo deixei escapar uma risada também.
A consulta seguiu tranquila. Nada de novo, nada alarmante — apenas orientações para estimular mais o Bento, que estava prestes a entrar no sétimo mês e logo começaria a ensaiar os primeiros engatinhares. A pediatra também sugeriu que, pouco a pouco, fôssemos apresentando ao nosso filho a ideia de que ele logo deixaria de ser filho único.
Depois do consultório, seguimos para a consulta pré-natal. A sala branca, iluminada, já me trazia certo conforto. — Que peso bom, hein? — comentou a obstetra, olhando os dados no prontuário. — Está se alimentando direitinho?
— Estou tentando — respondi com um sorriso culpado. — Mesmo enjoada de feijão preto, eu me forço a comer. Sinto fome o tempo todo, então tento comer o mais limpo possível.
— Não precisa se prender só ao feijão — ela disse com gentileza. — Pode variar com lentilha, vagem, ervilha, soja, grão-de-bico...
— Já vou incluir no cardápio! — garanti, antes de deitar na maca como ela indicou.
O som grave do aparelho preencheu o ambiente e, em segundos, o bebê apareceu na tela — grande, formado, quase uma pintura viva. Meus olhos marejaram de forma involuntária.
— Está tudo dentro da normalidade. O útero, o tamanho do bebê... — explicou, fazendo as marcações com calma, com palavras simples o suficiente para que eu compreendesse cada detalhe. — Já dá até pra ver o dedinho... vão querer saber o sexo agora?
— Combinamos de esperar até o parto — respondi, entrelaçando os dedos com os de Gabriel.
— Que lindo! — sorriu a médica. — Já têm nomes?
— Lázaro Vitorino ou Maria Helena.
— Que nomes belíssimos. E o Bento, está animado com a ideia de virar irmão mais velho?
— Ele ainda não entende bem... mas acredito que, com o tempo, vão ser inseparáveis.
— Vão sim. Mas sem exageros, viu? Nada de repouso absoluto, mas evite esforços.
Saímos do consultório com o coração leve e a imagem do bebê ainda brilhando na memória. Fomos a um restaurante simples à beira-mar, e enquanto o sol declinava do lado de fora, alimentamos o Bento com a papinha que levamos.
— Ele tá enorme, Vívian — disse Gabriel, olhando encantado para a imagem da ultrassonografia. — Puxou o papai, né? Tirou uma foto como se estivesse registrando um troféu.