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— Me leva pra qualquer lugar, desde que não seja restaurante. Já enjoei daquela vibe "menu, fila, garçom apressado" — disse, dando de ombros.
Ele riu, meio conspiratório. — Já pensei em algo melhor. Você sabe que preparei um lugar especial pra nós.
— Ah é? — arqueei a sobrancelha, fingindo surpresa — Mudei a rota, então.
A noite caía devagar enquanto eu me arrumava, equilibrando a preguiça e o desejo de impressionar.
— Parece até que sabe onde vai — ele apareceu por trás, a voz um sussurro.
— Essa é a única roupa em que me sinto bonita e confortável, e minha barriga não grita "alô, gente!" — respondi, com um sorriso torto.
— Você está linda — ele beijou meu pescoço, fazendo um leve arrepio. — Quer que eu te ajude a entrar na academia?
— Quero mesmo é fazer uma cirurgia plástica! — brinquei, colocando a mão no peito.
— Uma coisa de cada vez — ele segurou minha mão no quadril e sorriu. — Eu até curto esse volume, mas se quiser, a gente dá um jeito.
— Eu acho lindo, mas podemos melhorar por você... — ele beijou meu rosto e me rodou, com aquele olhar que derrete.
— Gostosa pra caramba, e ainda abaixa a autoestima à toa — reclamou, puxando meu cabelo atrás da orelha.
— Gosta do meu cabelo assim? — perguntei, me virando pra ele.
— Eu gosto de você de qualquer jeito — respondeu, acariciando meus fios. — Até se você resolvesse ficar careca.
— Ah, não! Só você fica bonito careca — toquei a cabeça dele, rindo. — Você é gostosão por inteiro.
Foi então que a campainha tocou — sinal de que a babá havia chegado pra ajudar minha mãe com as crianças. Finalmente, poderíamos sair.
— Será que eles ficam bem? — tirei os tamancos, ajeitando o cinto.
— São só umas horinhas, vai dar tudo certo.
No carro, ele comentou que queria me presentear, apesar da sala de jogos que eu mal usava.
— Queria juntar um pessoal pra jogar, mas preciso focar em outras coisas.
— Esse ano está puxado, né? Tanta coisa... — olhei pro mar. — Pelo menos o dinheiro entrou, e já consegui pagar 5% do aluguel.
— Tirando o faturamento e os funcionários? — ele sorriu. — Mandando bem. Se continuar assim, até o fim do ano bate 50%.
— Já tô separando o dinheiro do próximo aluguel, já que você me deu os três primeiros anos de presente — aumentei o volume da música.
— E os 60 mil que eu te dei? — ele piscou.
— Torrei tudo! — brinquei.
— Depois fala de mim! — ele riu.
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Noivos por acaso.
RomanceApós receber um convite do chá revelação da prima Vívian de ver doida ao ter que reencontrar a família após anos do pior acontecimento de sua vida, ao se ver num beco sem saída ela não tem outra escolher a não ser levar seu vizinho o apresentando co...
