GIULIA
Naquele dia, um grupo da faculdade organizava um churrasco. Eu havia prometido chegar cedo, mas acabei me atrasando, enredada pelos inúmeros trabalhos que precisavam de minha atenção. Quando finalmente cheguei, já no fim da tarde, o ambiente estava animado: música ao vivo, comida liberada e bebidas à vontade. Como não sou muito de beber, me contentei em petiscar algumas iguarias.
— Giulia!? — exclamou Pedro, surpreso ao me avistar.
— O que está fazendo aqui? — dissemos quase simultaneamente, e ele logo replicou, no mesmo tom:
— Eu que te pergunto!
Apontando com o polegar para o grupo reunido, respondi:
— É o pessoal da minha turma.
Ele explicou que um conhecido, filho de um amigo, havia organizado a festa e convidado os colegas da empresa onde trabalhava.
Notei que Pedro havia tomado um banho na piscina, pois gotas de água escorriam por seu corpo bronzeado.
— Está à vontade, hein? — comentei, limpando a mão no guardanapo.
— Você chegou atrasada, mas pelo lado bom, justo na hora em que a banda começou a tocar — disse ele, sorrindo.
Pedro me chamou para ficar mais próximo do palco, apresentando-me aos seus colegas de trabalho. Os homens, acompanhados de suas esposas, pareciam mais velhos, o que explicava sua ligação como pais de alguns de meus colegas de faculdade.
Um deles ofereceu bebida, gesto gentil que recusei.
— Estou bem com minha água com gás, obrigado.
Pouco depois, uma colega me chamou para me juntar ao grupo da minha turma, que discutia um tema recente da aula. Embora o ambiente fosse festivo, eles não cessavam de falar sobre trabalho. Como já havia entregue meu trabalho individual, preferi não participar da conversa e me retirei para o banheiro.
Ao sair, deparei-me com Pedro.
— Que susto! — exclamei, levando a mão ao peito.
— Espera aqui — disse, entregando-me duas taças. — Onde você estava, malucona? Quando me virei para falar contigo, você já não estava mais aqui! — falou com um leve sotaque que me fez sorrir, embora com certa estranheza.
— Estava com meus amigos. Quis ou não, essa festa é nossa também — respondi.
Acabei voltando ao lugar onde havia estado antes, mais tranquilo e agradável.
— Hoje é aniversário do seu irmão, não é? — perguntei a ele.
— Sim — confirmou. — Dos cinco, contando com o João, o dele já passou.
— Sério? Parabéns! Quantos anos fez?
— Trinta e quatro — respondeu me causando uma certa surpresa.
— A idade do sucesso! — disse.
— Espero que sim — respondi, batucando nervosamente a unha no copo. — Por que essa cara de espanto?
— Que cara? — olhou-me intrigado.
— Essa, de surpresa.
— Pensei que fosse mais novo — confessei, suspirando, e ele riu.
— Eu também gostaria.
— Mas você está bem... — disse, e ele fez uma careta que me fez rir. — Confesso que imaginei que Gabriel fosse mais velho.
— Ele é mais sério, eu sou mais bobo, o pai da família — comentou, observando as mulheres que tentavam sambar e se divertiam apesar da falta de jeito. — Quem é mais velha, você ou a Vívian?
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Noivos por acaso.
RomanceApós receber um convite do chá revelação da prima Vívian de ver doida ao ter que reencontrar a família após anos do pior acontecimento de sua vida, ao se ver num beco sem saída ela não tem outra escolher a não ser levar seu vizinho o apresentando co...
