Após receber um convite do chá revelação da prima Vívian de ver doida ao ter que reencontrar a família após anos do pior acontecimento de sua vida, ao se ver num beco sem saída ela não tem outra escolher a não ser levar seu vizinho o apresentando co...
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— Biel! — chamou entre risos, e o pai inclinou-se para lhe beijar o pescoço.
— Papai! — respondeu, com firmeza, mas o riso brotava fácil.
— Biel! — insistiu Gabriel, fazendo cócegas naquele pescoço sensível. O menino ria gostoso, pedindo mais. — Mama! — murmurou Gabriel, inalando o cheiro tão particular do filho, que se entregava aos carinhos com um jeito dengoso.
— Não pode ver que já fica manhoso — reprovei, embora sorrisse.
— É dengo, não manha — disse eu, ajeitando-me para abraçá-lo. — Hoje vocês vão dormir a noite toda, ou então seu pai que fica com vocês.
— À noite não quero ser pai de ninguém. Tem dramin ali na gaveta — Gabriel avisou, com um meio sorriso.
— Eles não vão precisar.
Troquei Bento, que logo subiu no colo do pai.
— Pra dormir eu sirvo, não é? — reclamou, deitando no peito de Gabriel.
— Quero ver o que você vai fazer para os três dormirem aí — respondi, deitando ao lado. Os gêmeos já haviam mamado e estavam com a chupeta na boca. — Estou feita! — murmurei.
Lázaro repousava na cama, já adormecido, mas assim que me deitei começou a resmungar. — Shii... — coloquei a chupeta na boca dele, que chorou um pouco antes de se acalmar. Bufei e pedi:
— Pega o dramin, Gabriel.
Ele sorriu.
— Um já foi... — referindo-se a Bento, que dormia tranquilo.
No escuro, troquei Lázaro e o coloquei no peito. Ele resmungou, mas logo se acalmou. Ficou pouco tempo, pois meus seios estavam cheios. O coloquei para arrotar e dormir algumas horas, até Gabriel me acordar.
— Ela quer mamar, já dei mamadeira, mas não para de chorar — disse ele, enquanto eu a ajeitava ao meu lado. Ela buscou o peito, agarrou e adormeceu.
Acordei com a luz do dia invadindo o quarto e os três chorando: Lázaro no berço, Bento e Gabriel no banheiro.
— O que aconteceu? — perguntei, preocupada, ao ver Bento enrolado na toalha.
— Acho que ele comeu demais e acabou vomitando — explicou Gabriel. Bento pediu colo, mas eu estava com a irmã dele.
— Ma! — ele fez ânsia e vomitou no chão.
O desespero me tomou, mas Gabriel tentava acalmar.
— Vamos levá-lo ao hospital.
— Não é pra tanto, Vívian! — Gabriel falou quase sussurrando, enquanto Bento chorava mais.
— Ele está com dor...
Minha família já se agitava no quarto; minha mãe tentava nos acalmar.
— Fala pra mamãe onde dói — pedi, com os olhos marejados. Bento, sem palavras para isso, soluçava entre as lágrimas.