Após receber um convite do chá revelação da prima Vívian de ver doida ao ter que reencontrar a família após anos do pior acontecimento de sua vida, ao se ver num beco sem saída ela não tem outra escolher a não ser levar seu vizinho o apresentando co...
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Hoje reservamos o dia para ir ao shopping, com a intenção de providenciar algumas coisas para o bebê que está para chegar. Decidimos adiar a decoração do quarto, mas escolhemos comprar algumas roupas. Não queria reaproveitar tudo do Bento; algumas peças, sim, mas outras eu pretendo doar. Agora caminhávamos pelos corredores em busca de uma luminária que pudesse servir para minhas leituras noturnas.
— Estávamos precisando mesmo disso em casa — apontei para uma luminária de mesa, tentando convencer. — À noite, quando quero ler, não tenho uma luz adequada.
— Por que não usa a luz que fica ao lado da cama? — Gabriel perguntou, curioso.
— Essa é forte demais — expliquei, alisando a barriga. Entramos na loja, e meus olhos logo se prenderam a uma luminária delicada, decorada com borboletas. — Olha essa, Bi... Que coisa mais linda. — Toquei-a com carinho.
— Leva essa quadrada! — ele rebateu, segurando uma luminária com uma luz intensa, quase ofuscante.
— Não, não! — fiz uma careta. — Eu amei essa daqui, é perfeita! — Peguei a caixa contendo três luminárias delicadas.
Enquanto Gabriel buscava fios de LED, pagamos nossas compras e fomos atrás de roupas para mim.
— Toda vez que venho ao shopping acabo comprando algo — confessei, pegando um vestido preto e outro laranja. — Será que vai ficar bom?
— Vai ficar lindo! — ele garantiu, pegando um tamanho maior para que eu pudesse usar por mais tempo.
Segui até o provador. Como a loja estava vazia, a vendedora permitiu que Gabriel entrasse comigo.
— Por que você não fica lá fora? — abaixei, tirando a saia que usava.
— Prefiro ficar aqui — respondeu, com um brilho diferente no olhar.
Desveste a blusa e arregalou os olhos.
— Você veio ao shopping sem sutiã?
— Vim, e essa blusa já está apertando minha barriga! — vesti o vestido laranja. — Ai, que coisa linda, Bi! — girei de lado, apoiando a mão no ventre.
— Ficou lindo mesmo. Vai servir para novembro.
— O que tem em novembro, além da minha festa de 24 anos? — perguntei, sorrindo.
Ele me puxou pelo quadril, e eu apoiei as costas no seu peito.
— A comemoração do cartel! — brincou, e neguei com a cabeça.
— Não quero mais isso para nós.
Ele apenas concordou, em silêncio.
Experimentei o vestido preto, que também ficou ótimo. Enquanto eu pagava, Gabriel foi ao estacionamento guardar as compras no carro. Aproveitei para entrar numa loja masculina e escolhi algumas roupas para ele: blusas, bermudas, tudo um pouco maior, pois percebo que o peso que ele tem ganhado não vai durar muito. Sei que ele também se incomoda com isso.