Após receber um convite do chá revelação da prima Vívian de ver doida ao ter que reencontrar a família após anos do pior acontecimento de sua vida, ao se ver num beco sem saída ela não tem outra escolher a não ser levar seu vizinho o apresentando co...
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— Manson! — gritou Bento, estendendo os bracinhos na minha direção. Não hesitei: envolvi seu corpinho no meu abraço e respirei seu cheirinho, como quem reencontra um pedaço de si.
— Que saudades do meu dengo... — murmurei, enquanto ele se aconchegava em mim, apertando-me com força infantil. Miumiu, por sua vez, repousava tranquila nos braços de Gabriel, num contraste doce de calmaria e intensidade.
— E então... quem estava com mais saudades? — ele sussurrou, embalando Miumiu no colo enquanto lançava um olhar carinhoso aos gêmeos adormecidos no carrinho.
— Meu peito está prestes a explodir — disse rindo, referindo-me à amamentação pendente, mas também ao coração cheio. Bento pediu para descer, sentou-se no chão diante do pai e o encarou com olhos miúdos, mas críticos.
— Está julgando horrores o próprio pai... — comentei divertida, e Gabriel franziu as sobrancelhas para Bento.
— Que foi, rapaz? Nem pediu meu colo hoje... — brincou ao pegá-lo nos braços, sendo recompensado por um riso abraçado. — Estava com saudade, né? — e saiu com ele no colo, em passos tranquilos.
Aproveitei para pegar Maria Helena. A encostei ao peito, mas ela se irritou, resmungando até soltar o choro. João suspirou ainda dormindo, Pedro abriu os olhos devagar e Giulia me olhou, sorrindo com surpresa.
— Chegou cedo... — comentou, erguendo os olhos para o relógio. — Por um instante, achei que você não viria hoje.
— E perder isso? Nem pensar. Esqueci a bombinha... meu peito tá por um fio! — tentei mais uma vez amamentar a pequena, mas ela virava o rostinho e chorava como se reclamasse do mundo.
— Quer ajuda? — Pedro ofereceu, gentil como sempre. Entreguei-lhe a menina, mas nem os braços do tio a consolaram. Já irritada, ela só se acalmou quando Gabriel, em seu jeito sereno, a acomodou no carrinho. Ela dormiu quase instantaneamente.
— Inimiga do dengo... — murmurei com um sorriso exausto, lembrando da provocação de Gabriel.
— Vai querer a bombinha?
— Por favor...
Acomodada entre almofadas, com Lázaro num peito e a bombinha no outro, aliviei o corpo e alimentei meu pequeno faminto, ainda produzindo mamadeiras para a madrugada. Bento, vencido pelo horário, adormeceu com o pai, que já estava quase vencido pelo sono também.
— E o meu presente? Aquele que você disse que me daria... Estou esperando desde ontem — Giulia semicerrava os olhos como quem tentava me arrancar uma confissão.
— Presente...? — fingi esquecimento, tentando conter o riso. — Ixi, acho que larguei a caixa num canto...
— Mentira que você fez isso com o próprio presente! — exclamou, acompanhando-me enquanto descíamos as escadas rumo à garagem.