Após receber um convite do chá revelação da prima Vívian de ver doida ao ter que reencontrar a família após anos do pior acontecimento de sua vida, ao se ver num beco sem saída ela não tem outra escolher a não ser levar seu vizinho o apresentando co...
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NA SEMANA SEGUINTE.
A manhã começou com a promessa de ser apenas mais uma consulta no obstetra — talvez a última. E, sinceramente, era como se eu quisesse soltar fogos em comemoração. As dores nas costas e a pressão insistente no baixo ventre já não eram nada diante da ansiedade que me consumia.
— Tenho sentido dores e uma pressão forte aqui embaixo... mas estou ansiosa. Em poucas semanas, esses bebês vão estar nos meus braços — comentei, fitando o monitor com olhos brilhantes.
— Está tudo pronto? — perguntei à médica.
— Sim. Agora só esperamos a hora deles.
— Então vamos marcar a data? — perguntei, me erguendo lentamente na maca, com alívio.
Ela sorriu e balançou a cabeça.
— Não, querida... eles não virão em data marcada. Eles vêm hoje.
— Como é?
Minha mente ficou presa nesse "como é?", girando em círculos enquanto meu corpo ainda assimilava a notícia. Entrei em modo de emergência — ou histeria controlada — e comecei a andar de um lado para o outro no quarto, com o roupão hospitalar esvoaçando e, inevitavelmente, revelando mais do que devia.
— E agora, Bi? — perguntei ao Gabriel, nervosa, enquanto ele embalava Bento, adormecido em seus braços, com o celular equilibrado na outra mão.
— Agora é esperar. Fica tranquila. Sua irmã vem buscar o Bento e deixar a chave. Está tudo sob controle.
— E minha mãe?
— Falei com todo mundo. Meus pais já estão no avião.
— Será que a Tália chega a tempo?
— Acho que sim — respondeu, sorrindo, enquanto apontava o celular discretamente na minha direção.
— Para, Gabriel! — pedi, impaciente. Eu achava que estava preparada para esse momento. Mas agora... não tinha tanta certeza assim.
— Últimas horas do Bento como filho único — comentou, sentando-se ao meu lado.
Passei a mão com carinho nas costas do meu menino, que se encolheu, ainda dormindo.
— Acho que ele vai estranhar tanto...
— Ele vai adorar ter dois irmãos.
Minutos depois, Tália chegou, carregada de bolsas — algumas nem reconheci como minhas.
— Coloquei mais fraldas e roupas. Você só trouxe coisa pra um bebê, Vivian — disse, enquanto organizava tudo sobre a mesa. — Como está?
— Estou bem — respondi, já com o acesso na veia. O calmante fazia efeito, e me deitei na maca para tentar relaxar. — Eu ia passar no salão depois da consulta, acredita? Tinha horário marcado hoje!