Pierre Gasly- Have Yourself a Merry Little Christmas

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Tocar Música da Midia!

Pierre POV

O frio cortante das ruas de inverno emoldurava o cenário perfeito para uma tarde no nosso café favorito, um refúgio acolhedor entre as pedras antigas da cidade, com o aroma de café e bolos frescos a encher o ar. O lugar onde, em todas as visitas à cidade, eu e S/N acabávamos por encontrar uma espécie de paz, um ponto de calma entre as tempestades da vida.

Lá dentro, o calor era confortável, e as luzes decorativas pendiam delicadamente do teto, intercaladas com ramos de azevinho e pequenas pinhas pintadas em prata. Cada detalhe da decoração era uma carta de amor ao Natal, como se o próprio lugar fosse um abraço caloroso. Para nós, este café não era apenas um local; era um pedaço de casa, onde o som das chávenas a tilintar e o murmúrio das conversas tornavam o mundo mais simples e íntimo.

Sentei-me no canto de sempre, aquele junto à janela, onde podíamos observar as pessoas a passar, embrulhadas nos seus casacos grossos e cachecóis de lã, enquanto nós dois nos protegíamos do frio com as mãos entrelaçadas sobre a mesa. S/N estava radiante hoje. Havia um brilho no olhar dela, uma alegria tranquila que parecia envolver tudo ao seu redor. Era impossível não sentir-me feliz ao seu lado, como se cada pequena coisa se tornasse mais clara e bonita.

— Tens reparado como esta época tem um encanto especial? — S/N murmurou, enquanto se inclinava um pouco para frente, trazendo a chávena de café para perto do rosto, deixando o vapor perfumar o ar entre nós.

Sorri, observando-a, a forma como os olhos dela cintilavam sob a luz suave. — Claro que sim. Acho que tudo fica mais acolhedor, mais... mágico — respondi, tentando encontrar a palavra certa.

Ela assentiu, olhando pela janela para as luzes que enfeitavam a rua. Cada lâmpada parecia contar uma história, pequenas faíscas de esperança e amor espalhadas pela cidade. Havia algo especial em partilhar este momento com S/N, algo quase sagrado. Era como se o nosso mundo, por alguns instantes, se limitasse ao interior deste café e às histórias que contávamos em silêncio.

— Lembras-te da primeira vez que viemos aqui? — perguntei, deixando que um sorriso nostálgico se espalhasse pelo meu rosto.

Ela riu, um som doce e familiar. — Claro que lembro! Estavas completamente perdido. Não sabias o que pedir, e acabaste por escolher o café mais forte do menu, achando que seria uma boa ideia.

Ri ao lembrar-me daquela primeira visita, de como o gosto amargo do café quase me deixou sem palavras, mas também de como ela me tinha ajudado, oferecendo-me um pouco do seu latte, suavemente doce, com um toque de baunilha.

O café chegou, juntamente com um pequeno prato de biscoitos de gengibre em forma de estrelas e corações. Peguei um dos biscoitos e ofereci-lho, vendo o sorriso dela crescer enquanto o mordiscava. Esta simplicidade, estas pequenas tradições que criávamos juntos, faziam com que tudo valesse a pena. Sentia que, em cada gesto, ela estava a construir um lar para nós, um lugar seguro e eterno.

À medida que as horas passavam, ficámos ali, mergulhados nas nossas conversas sobre tudo e nada. Falámos dos nossos sonhos, do que o próximo ano poderia trazer e dos pequenos desejos que guardávamos no fundo do coração. Ao mesmo tempo, observávamos a vida lá fora, cada pessoa que passava, cada sorriso trocado, cada par de mãos dadas. Era como se o café nos oferecesse uma janela para o mundo, enquanto nos mantinha protegidos na nossa bolha.

Num momento de silêncio confortável, deixei-me perder nos detalhes do rosto dela, na forma como a luz suave refletia no seu cabelo, nos gestos subtis das suas mãos. Apercebi-me, com uma clareza quase assustadora, do quanto ela era importante para mim. Não era apenas uma companheira, mas a pessoa que fazia cada momento ganhar cor, a razão pela qual as viagens, as conquistas e até as derrotas tinham um sentido mais profundo.

— S/N — chamei, numa voz quase hesitante.

Ela olhou para mim, os olhos suaves e curiosos. — Sim?

— Só queria que soubesses o quanto significas para mim. Esta época faz-me perceber ainda mais o quão grato estou por ter-te ao meu lado.

Ela sorriu, aquele sorriso que sempre iluminava tudo ao seu redor. — Também estou grata, Pierre. Por tudo. Pelos momentos bons e pelos momentos difíceis. Estar aqui, contigo, neste café que já parece uma extensão nossa... é como se o mundo lá fora fosse só um detalhe.

Abracei-a sobre a mesa, de uma forma que não precisava de palavras para ser compreendida. Estávamos ali, entre a calma do café e o turbilhão da cidade, completamente presentes um para o outro. E no fundo, era isso que tornava o Natal tão especial: o poder de criar memórias que aquecem a alma e lembram-nos de que, no meio do caos, sempre haverá um lugar onde encontramos paz e amor.

Quando finalmente nos levantámos para sair, o frio do lado de fora parecia menos intimidante, como se o calor daquele café nos tivesse deixado protegidos, não apenas do inverno, mas do próprio mundo. Enquanto caminhávamos de mãos dadas, as luzes de Natal lançavam reflexos dourados sobre nós, e percebi que aquela tarde, aparentemente simples, se tornara uma das memórias mais preciosas que guardaria deste Natal.

E ali, com S/N ao meu lado, soube que este era apenas o início de muitos Natais que viriam, todos especiais, todos envoltos na doçura daquele café e no amor que crescíamos juntos, dia após dia.

Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.
E Bom Natal!

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