Daniel Ricciardo- Back Door

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Tocar Música da Midia!

S/N POV

As luzes da cidade de Singapura brilhavam ao longe, refletindo no mar tranquilo que rodeava a marina. Era uma noite morna, cheia de promessas. Ao meu lado, Daniel estava com um sorriso malandro no rosto, aquele sorriso que me fazia perceber que estávamos prestes a fazer algo inesquecível. A corrida tinha acabado, a pressão já não estava presente, e pela primeira vez em semanas, sentíamos a liberdade a vibrar no ar.

"Então, para onde vamos?" perguntei, sabendo bem que Daniel não tinha um plano. Com ele, as melhores aventuras surgiam de momentos espontâneos, sem roteiros.

Ele inclinou a cabeça, como se ponderasse por um segundo, mas depois deu uma gargalhada e puxou-me pela mão. "Para onde o vento nos levar", disse ele, piscando um olho. Daniel estava sempre cheio de energia, mas esta noite era diferente. Era uma energia mais leve, mais solta, como se o peso da temporada de Fórmula 1 tivesse desaparecido por completo por algumas horas.

Caminhámos pelas ruas movimentadas, a mistura de vozes e música enchendo o ar. O calor da noite envolvia-nos, mas a adrenalina e o entusiasmo mantinham-nos frescos. Ao passarmos por um bar à beira-mar, Daniel parou de repente. "Aqui parece perfeito", disse ele.

O lugar estava animado, com risadas e música alta a sair das portas abertas. Entrámos e fomos recebidos por uma explosão de sons e cores. O DJ estava a tocar uma música eletrónica que pulsava nas veias, e as luzes dançavam no teto, refletindo nos copos de cocktails coloridos nas mãos das pessoas.

"Vamos!" Daniel gritou por cima da música, puxando-me para o centro da pista de dança. Normalmente, seria um pouco hesitante em mergulhar logo numa multidão tão grande, mas esta noite era sobre ser livre. Sobre deixar tudo para trás e apenas... aproveitar.

Daniel movia-se com uma confiança despreocupada, o que fazia as pessoas ao nosso redor olharem para ele com admiração. Eu ri-me, completamente imersa no momento, enquanto tentava seguir o seu ritmo. A música fazia o meu coração bater no mesmo compasso, e antes que desse por isso, estávamos a dançar como se o mundo inteiro tivesse desaparecido. O tempo deixou de existir.

De repente, a música mudou para uma batida mais lenta, e ele, ainda com aquele sorriso brincalhão, estendeu a mão. "Posso ter esta dança?" perguntou, fingindo ser todo formal, mas com uma gargalhada prestes a escapar-se.

Aceitei, claro. Encostei a cabeça no seu ombro, sentindo o ritmo lento e constante da música, e naquele momento, parecia que éramos os únicos no mundo. Toda a agitação ao nosso redor desbotava. Apenas o som suave da música, o calor do corpo dele contra o meu, e a brisa morna da noite que entrava pelas janelas abertas do bar.

Após algumas músicas, saímos para a varanda, onde o som do mar batendo suavemente contra o cais nos envolvia. Ele encostou-se ao parapeito e olhou para mim com uma expressão tranquila que raramente mostrava. "Sabes," começou ele, olhando para as luzes da cidade no horizonte, "às vezes esqueço-me de como é bom simplesmente... parar. Não pensar em nada. Estar aqui, contigo. Sem nenhuma corrida para me preocupar."

Eu sorri, sabendo o quanto aquilo significava para ele. Daniel vivia para a Fórmula 1, para a adrenalina das corridas, mas também havia momentos como este, em que ele precisava de ser apenas... ele.

"É importante", disse eu, encostando-me ao seu lado. "Deixar-se levar. Aproveitar os momentos como este. Nunca sabemos quando vamos ter outra oportunidade."

Ele acenou com a cabeça, e por um segundo, houve apenas silêncio. Um silêncio confortável, cheio de entendimento mútuo.

Depois de algum tempo, voltámos para o bar, mas desta vez fomos para uma mesa mais afastada da pista de dança. Pedimos cocktails e brindámos à liberdade. Cada vez que os nossos copos se tocavam, era como se estivéssemos a selar um pacto de aproveitar cada minuto ao máximo. Rimos sobre coisas triviais, falámos sobre as corridas, sobre viagens, sobre tudo e nada ao mesmo tempo.

Eventualmente, alguém no bar reconheceu-o. Claro, ele tentou manter-se discreto, mas as pessoas acabaram por se aproximar. No início, pensei que isso poderia estragar a nossa noite, que a privacidade que tanto desejávamos iria desaparecer, mas Daniel, como sempre, soube transformar a situação. Ele começou a tirar selfies, a fazer piadas, e em vez de ser algo que interrompesse a nossa diversão, tornou-se numa parte dela.

Algumas horas depois, estávamos de volta à rua, com o vento a bater-nos na cara. As luzes da cidade ainda brilhavam, e a lua refletia nas águas calmas da marina. Daniel olhou para mim com um brilho nos olhos que eu conhecia bem.

"Queres dar um mergulho?" perguntou ele, já a descalçar-se.

Eu ri-me, surpresa, mas antes que pudesse responder, ele já estava a correr na direção da água. "Vem!", gritou.

Com um suspiro divertido, tirei os sapatos e corri atrás dele. Mergulhámos nas águas mornas, rindo como crianças que acabaram de quebrar todas as regras. A sensação da água era refrescante, quase libertadora, como se lavasse tudo o que tinha ficado para trás – o stress, as expectativas, as responsabilidades.

Estivemos na água por um tempo que pareceu eterno. A lua refletia-se nas ondas, e o som distante da cidade era um lembrete de que o mundo continuava a girar, mas, para nós, aquela noite era nossa. Sem restrições, sem pressões. Apenas diversão pura e despreocupada.

Quando finalmente saímos, encharcados e a rir, Daniel abraçou-me e sussurrou: "Precisamos de fazer isto mais vezes."

Eu concordei. Às vezes, no meio da vida caótica, tudo o que precisamos é de uma noite assim – onde nos permitimos esquecer o mundo e simplesmente... viver.


Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.

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