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Lance Stroll- Time of our life

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Tocar Música da Midia!

S/N POV

2025 chegou com o silêncio de um nascer do sol. O horizonte pintava-se em tons de dourado e lilás, e eu sentia o vento frio acariciar-me o rosto, como se a própria Terra quisesse lembrar-me da sua presença viva. Lance estava ao meu lado, as mãos nos bolsos do casaco, os olhos fixos no mar que dançava sob a luz crescente. Não falávamos; não era preciso. Havia uma poesia invisível naquele instante, como se o tempo nos tivesse dado permissão para parar e simplesmente ser.

Há algo em Lance que é desarmante, algo que transcende as câmeras e os aplausos que ele está habituado a receber. Ele é, antes de tudo, uma alma inquieta, sempre a procurar o próximo desafio, o próximo momento que lhe tire o fôlego. Mas hoje, ao olhá-lo ali, sob a luz suave do amanhecer, parecia que ele tinha encontrado um raro momento de quietude. Sorri para mim mesma, permitindo que aquela sensação de calma se infiltrasse em mim também.

"Sabes," disse ele de repente, a voz baixa, quase um sussurro. "Às vezes penso que passo tanto tempo a correr que me esqueço de parar para ver o que está à minha volta."

Virei-me para ele, surpreendida pela honestidade nas suas palavras. Há algo de incrivelmente humano em ouvi-lo confessar essas coisas, ele que parece tão inabalável quando está ao volante de um carro a 300 quilómetros por hora.

"Acho que todos somos culpados disso," respondi, puxando o casaco mais apertado contra o frio. "Estamos sempre a pensar no futuro, no próximo passo, na próxima meta. Esquecemo-nos de viver o agora."

Lance virou-se para mim, os olhos castanhos brilhando com algo que eu não conseguia decifrar. "E tu? Estás a viver o agora?"

A pergunta apanhou-me desprevenida. Eu sempre considerei-me uma pessoa que valorizava os pequenos momentos, mas ali, sob o escrutínio gentil de Lance, senti-me exposta. "Talvez não tanto quanto deveria," admiti.

Ele sorriu, aquele sorriso meio torto que sempre parece conter um segredo. "Então e que tal fazermos um pacto?"

"Um pacto?"

"Sim. Este ano, vivemos o presente. Cada dia, cada momento. Sem arrependimentos. Que dizes?"

Havia uma faísca nos seus olhos, uma energia que era contagiante. Não consegui evitar sorrir também. "Fechado."

Os dias que se seguiram tornaram-se uma celebração do agora. Lance tinha uma forma peculiar de transformar o mundano em algo extraordinário. Uma simples caminhada pela cidade tornava-se uma aventura, cada esquina uma nova descoberta. Ele apontava para pequenos detalhes que eu nunca tinha reparado — o reflexo do sol numa janela, o cheiro a café acabado de fazer, o riso de uma criança que passava de bicicleta.

"A felicidade está nos detalhes," disse-me um dia, enquanto partilhávamos um gelado num parque. "Não nas grandes coisas que achamos que precisamos."

E eu comecei a acreditar nele. Havia uma magia em permitir-me ser absorvida pelo momento, em deixar de lado as preocupações e simplesmente existir. A companhia de Lance tornava tudo mais fácil. Ele tinha essa habilidade de me puxar para fora de mim mesma, de me fazer ver o mundo através dos seus olhos.

Certa noite, decidimos ver as estrelas. Lance tinha descoberto um lugar afastado da cidade, onde a poluição luminosa não conseguia esconder o brilho do céu. Levou-me até lá de carro, as suas mãos firmes no volante, mas o seu rosto relaxado, quase em paz. Quando chegámos, deitámo-nos na relva, lado a lado, a olhar para o infinito.

"Sabias que algumas destas estrelas já nem existem?" disse ele, a voz cheia de fascínio. "A luz delas demora tanto tempo a chegar até nós que, quando as vemos, elas já podem ter desaparecido."

"E ainda assim, continuam a brilhar para nós," respondi, sentindo-me pequena sob a imensidão do universo.

Ficámos ali em silêncio, a partilhar aquela vastidão. E foi ali que percebi que, por mais efémeros que fossem os momentos, eles ainda podiam ter significado. Era isso que fazia a vida valer a pena.

Com o passar das semanas, o pacto que fizemos tornou-se mais do que uma promessa; tornou-se um estilo de vida. Lance e eu abraçámos cada dia como se fosse o último, não por medo do futuro, mas por respeito ao presente. Fizemos coisas que sempre adiávamos — cozinhámos uma refeição elaborada, dançámos à chuva, aprendemos a andar de skate (com mais quedas do que gostaríamos de admitir). Cada experiência era uma lembrança de que viver não é apenas respirar; é sentir, explorar, amar.

Na véspera do meu aniversário, Lance levou-me de surpresa até uma falésia com vista para o mar. O vento era forte, mas revigorante, e o som das ondas contra as rochas era quase hipnótico. Ele puxou uma manta do carro e espalhou-a no chão, acendendo uma pequena lanterna que dava ao lugar um brilho acolhedor.

"Não há presentes este ano," disse ele, sentando-se ao meu lado. "Apenas momentos."

E foi isso que me deu: um momento. Um momento de paz, de beleza, de conexão. Conversámos durante horas, sobre tudo e nada, enquanto o mar continuava a sua canção eterna. Quando a meia-noite chegou, ele olhou para mim e sorriu.

"Parabéns," disse, a voz cheia de ternura. "Espero que este seja o melhor ano de todos."

E eu sabia que seria. Porque, com Lance, aprendi que o segredo para uma vida plena não está no que acontece no futuro, mas no que fazemos com o agora. 2025 ainda estava no início, mas já se sentia como o ano em que finalmente aprendemos a viver.

Olá pessoal!
Espero que tenham gostado deste imagine.
Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.
E um excelente 2025 💫

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