Tocar Música da Midia!
Esteban POV
O vento soprava suave, embalando as folhas das árvores como uma melodia que só a natureza conhece. Estava sentado num café discreto, daqueles que só se encontram quando não se está à procura de nada em particular. A agenda do dia estava clara, e por isso decidi perder-me por entre as ruas de uma cidade que, de algum modo, parecia tão acolhedora quanto distante. Foi ali, nesse cenário quase teatral, que os meus olhos a encontraram pela primeira vez.
S/N não era como ninguém que eu já tivesse conhecido. Não era apenas o jeito como o seu cabelo dançava com o vento ou o sorriso que ela oferecia, tímido, mas repleto de uma confiança inabalável. Era o modo como ela ocupava o espaço à sua volta, como se cada passo fosse uma nota numa melodia maior que só ela ouvia.
Enquanto ela entrava no café, reparei nos pequenos detalhes: o livro que trazia debaixo do braço, os seus dedos a tamborilar ritmicamente na lombada, como se acompanhassem uma música imaginária. Era como se cada gesto contasse uma história, e eu não conseguia deixar de me perguntar o que a fazia sorrir daquela forma, ou que pensamentos ocupavam a sua mente naquele momento.
Tive de fazer um esforço para não parecer óbvio ao observá-la. Ela sentou-se numa mesa perto da janela, de onde a luz suave do sol destacava cada traço do seu rosto. Pediu algo ao empregado e, enquanto aguardava, abriu o livro com um cuidado quase reverente. Era claro que as palavras escritas ali significavam algo para ela, e isso fez-me sentir uma pontada de inveja. Que mistérios estariam escondidos entre aquelas páginas que conseguiam capturar a atenção de alguém tão singular?
Por mais que quisesse desviar o olhar, era impossível. S/N tinha uma presença magnética. Não era o tipo de beleza que se encontra numa capa de revista; era algo muito mais profundo. Ela emanava autenticidade, um contraste gritante num mundo que tantas vezes parece superficial.
Um encontro inesperado deu-me a desculpa perfeita para me aproximar. Quando o empregado trocou os nossos pedidos, a minha oportunidade surgiu. Peguei no café dela, caminhei até à sua mesa e expliquei o mal-entendido com um sorriso que esperava ser descontraído, mas que provavelmente revelava mais nervosismo do que pretendia.
"Creio que este pertence a si," disse, oferecendo-lhe o copo.
Ela levantou o olhar, e naquele instante tudo parou. Os seus olhos, intensos e brilhantes, prenderam-me no lugar. Por um momento, senti-me como na grelha de partida antes de uma corrida, aquele breve instante de silêncio absoluto antes do caos dos motores.
"Obrigada," respondeu ela, com um sorriso gentil que quase me fez esquecer como respirar.
Eu não queria ir embora, mas também não queria parecer invasivo. Antes que pudesse recuar, ela continuou a conversa, algo sobre coincidências e como pequenos erros podiam ser o início de histórias interessantes.
Descobri que o seu nome era S/N. Ela vivia a vida como uma obra de arte em constante criação. Cada palavra que dizia era impregnada de significado, cada gesto parecia ecoar a ideia de que tudo no mundo, por mais simples que fosse, merecia atenção. Era uma daquelas raras pessoas que realmente sabia estar presente no momento.
Falámos sobre tudo e nada, desde o livro que ela estava a ler até às peculiaridades da cidade. Senti-me como um aprendiz na sua presença, cativado pela forma como ela via o mundo. Para S/N, tudo tinha uma história, e ela parecia ter a habilidade de descobrir magia onde os outros só viam banalidade.
"Sabes," disse ela, brincando com a colher no seu chá, "às vezes acho que as pessoas andam demasiado depressa. Esquecem-se de parar e realmente ver."
Houve algo na sua simplicidade que me atingiu profundamente. Talvez ela tivesse razão. A minha vida era uma sucessão de momentos rápidos, milissegundos cronometrados e decisões instantâneas. Mas ali, com ela, o tempo parecia desacelerar, quase como se o universo quisesse dar-me mais momentos para absorver a sua essência.
Quando nos despedimos, eu sabia que algo tinha mudado. Não era apenas uma questão de atração. Era como se ela tivesse iluminado um canto da minha alma que eu nem sabia que existia. Durante os dias seguintes, ela estava sempre na minha mente. Cada detalhe da nossa conversa, cada nuance da sua expressão, parecia gravado na minha memória com uma nitidez quase dolorosa.
Tive a sorte de a encontrar novamente, desta vez por acaso – ou talvez não. Voltámos a falar, e cada encontro parecia uma nova página de um livro que eu não queria terminar.
S/N ensinou-me a valorizar a beleza dos detalhes. Comecei a reparar em coisas que antes me passavam despercebidas: a textura das folhas de outono, o som dos passos numa calçada molhada, o reflexo da luz nas vitrinas das lojas. Era como se ela tivesse despertado em mim uma nova forma de ver o mundo, mais profunda, mais humana.
O que mais me fascinava era a sua capacidade de ser ela mesma, independentemente do que os outros pensassem. Num mundo que muitas vezes celebra a conformidade, ela era uma rebelde tranquila, uma força silenciosa de autenticidade.
Houve um momento, numa noite tranquila, em que caminhávamos por uma rua iluminada por candeeiros antigos. Ela olhou para mim e disse: "Esteban, sabes que há algo em ti que vai além do que mostras ao mundo?"
Aquela pergunta fez-me parar. Nunca ninguém me tinha desafiado a pensar tão profundamente sobre quem eu era. Com S/N, não havia necessidade de máscaras ou pretensões. Eu podia ser apenas eu, com todas as minhas dúvidas e imperfeições.
Agora, ao escrever estas palavras, percebo que S/N mudou a forma como vejo a vida, e talvez até a forma como vejo a mim mesmo. Ela ensinou-me que há força na vulnerabilidade, beleza na autenticidade e poder nos momentos de pausa.
Não sei onde esta jornada nos levará, mas de uma coisa tenho a certeza: o mundo parece um lugar mais vibrante, mais significativo, quando estou ao lado dela.
E por isso, cada dia com S/N é uma nova aventura – um convite para explorar as profundezas da vida e descobrir que, às vezes, é preciso parar para realmente ver.
Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.
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F1 Imagines
Fanfiction*F1 Imagines* é um livro que mergulha na imaginação criativa dos fãs da Fórmula 1, oferecendo uma experiência única e imersiva. Cada página captura momentos vibrantes e intensos, permitindo aos leitores vivenciar histórias fictícias com seus pilotos...
