Tocar Música da Midia!
Alex POV
Naquela manhã de dezembro, enquanto olhava pela janela do meu pequeno apartamento em Londres, algo mudou. O sol nascia tímido, pintando o céu de um laranja suave, e eu sabia que o Natal estava quase a chegar. A cidade ganhava aquele brilho especial, como se até as ruas e os edifícios sentissem a aproximação da data. Havia um certo charme, uma magia própria, uma promessa de renascimento no ar — uma promessa que, talvez, finalmente eu estivesse pronto a aceitar.
Mas o que mais se agitava dentro de mim não era o entusiasmo pelo Natal em si. Era a lembrança persistente de ti, S/N. Havia dias em que parecia que estavas tão presente quanto esse sol pálido do inverno, ali, mas sempre distante. Foram muitos Natais contigo, a construir memórias que pensei que durariam para sempre. Cada detalhe de dezembro parecia evocar o teu riso, o toque das tuas mãos, a forma como decorávamos a árvore juntos. Contudo, eu sabia, bem lá no fundo, que estas memórias estavam presas a um passado que não voltaria.
Houve um momento em que tentei lutar contra esta sensação. Pensei que, se te mantivesse na memória com carinho, nada teria que mudar. Que o passado poderia coexistir com o presente, pacificamente. Mas os meses que se seguiram ao nosso adeus mostraram-me o contrário. Era impossível seguir em frente carregando o peso de algo que já não estava aqui. Carregando... a ti.
Olhando para trás, vejo agora como deixei que essa nostalgia me aprisionasse. Que o fantasma do que fomos continuasse a vaguear pelas minhas emoções, por todas as pequenas coisas que fazíamos juntos. O cheiro a pinheiro, o aroma do chá quente com canela, o som das canções natalícias... Eram memórias em que eu te reencontrava, mas também aquelas que mais me doíam. Ainda assim, era como se houvesse uma parte de mim que preferisse o sofrimento à ideia de te deixar ir.
Naquela manhã, no entanto, algo se quebrou — ou talvez se tenha finalmente soltado. Percebi que a vida continuava a chamar-me para um futuro que eu estava a rejeitar. A cada segundo que eu insistia em manter vivo o passado, negava a mim próprio a possibilidade de algo novo, algo genuinamente meu.
Tomei um longo gole do meu café, enquanto o sol subia um pouco mais no céu frio de Londres, e decidi que estava na altura de fazer as pazes com o meu passado. Não te esquecer, porque isso seria impossível, mas aceitar que o lugar que ocupavas em mim precisava agora de espaço para que algo novo pudesse crescer. A tua importância não diminuiria por eu seguir em frente, mas eu é que precisava libertar-me para redescobrir o que o Natal e a vida ainda tinham para oferecer.
Com esse pensamento em mente, levantei-me e comecei a arrumar o apartamento. A árvore de Natal que eu ainda nem me tinha dado ao trabalho de decorar parecia olhar para mim, vazia, como se também ela estivesse à espera de algo. Decidi que, este ano, não iria comprar as decorações de sempre, aquelas que tu e eu escolhemos juntos. Em vez disso, saí para as ruas e escolhi novas decorações. Optei por pequenas luzes brancas, bolas vermelhas e algumas estrelas douradas. Queria um Natal diferente, só meu.
Enquanto decorava a árvore, senti uma serenidade inesperada. Era como se cada objeto que eu pendurava nela representasse um pedaço do que eu estava pronto a deixar para trás. Coloquei as luzes com cuidado, como se estivesse a iluminar, pela primeira vez, um caminho de aceitação. Coloquei as bolas vermelhas, a lembrar-me que o coração precisa de ousadia para abrir espaço ao que vem, sem medo de ser ferido de novo. E as estrelas douradas... Ah, as estrelas. Essas lembravam-me que há sempre um brilho a guiar-nos, mesmo quando não conseguimos ver.
Naquela noite, sentei-me em frente à árvore, com uma chávena de chá quente nas mãos e uma paz que há muito tempo não sentia. Sentia que, pela primeira vez em muito tempo, estava em harmonia com o presente. Não era mais o passado que dominava o meu Natal. Em vez disso, havia uma sensação de abertura, de esperança, como se algo em mim estivesse pronto para florescer.
E então, como se o universo estivesse a conspirar a meu favor, recebi uma mensagem de um amigo que já não via há algum tempo. Ele convidava-me para uma festa de Natal, um daqueles encontros em que toda a gente se conhece e onde a conversa flui naturalmente. Aceitei o convite, com a sensação de que talvez essa noite fosse o próximo passo para a minha renovação.
Na festa, conheci várias pessoas interessantes. Rimos, partilhámos histórias, e, a certa altura, fui apresentado a uma mulher chamada Ella. Tinha um sorriso sincero e um olhar que transmitia uma gentileza rara. Conversámos longamente sobre tantas coisas — das nossas memórias de Natal, ao que gostávamos de fazer nas nossas horas livres, até aos planos para o futuro. Era fácil estar com ela, fácil sentir que o mundo tinha mais para me oferecer do que o passado.
Não sei onde esta nova história me levará, se será breve ou duradoura, mas percebi, naquele momento, que não importa. O que importa é que estou aberto a viver, a sentir, a explorar. Que, por mais que o amor passado tenha sido verdadeiro, há ainda mais a descobrir, mais para construir. E, por isso, agradeci em silêncio, a ti, S/N, por todas as memórias e também por me deixares seguir em frente.
Quando voltei ao meu apartamento naquela noite, olhei para a árvore iluminada e senti-me leve. Esta era a minha nova vida, a minha nova esperança. E, finalmente, o Natal fazia sentido de novo.
Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.
E Bom Natal!
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F1 Imagines
Fiksi Penggemar*F1 Imagines* é um livro que mergulha na imaginação criativa dos fãs da Fórmula 1, oferecendo uma experiência única e imersiva. Cada página captura momentos vibrantes e intensos, permitindo aos leitores vivenciar histórias fictícias com seus pilotos...
