Tocar Música da Midia!
S/N POV
Era uma manhã fria de janeiro de 2025, o tipo de frio que teima em encolher a alma, mas que traz consigo uma certa promessa de renovação. Estávamos em Lisboa, cidade que parecia brilhar mesmo sob o céu encoberto. George tinha insistido que passássemos o Ano Novo aqui — uma fuga rápida de tudo aquilo que parecia constante nas nossas vidas, das pistas, das câmeras, das pressões. Para ele, era um regresso à simplicidade; para mim, uma oportunidade de relembrar que a vida é mais do que as curvas apertadas e os desafios de cada dia.
Acordei com a luz que se infiltrava pelas persianas, desenhando linhas de ouro pelo quarto. George já estava de pé, claro. O seu ritmo matinal era algo que eu nunca conseguia acompanhar. Ele estava encostado à janela, com uma caneca de café na mão, e o olhar perdido no rio Tejo. Aquele momento tinha algo de sereno, mas também de inquieto. Era típico dele: a cabeça parecia nunca desligar, mesmo quando o corpo tentava descansar.
"Bom dia, dorminhoca," disse ele, com um sorriso que aqueceu o meu coração mais do que qualquer cobertor.
"Bom dia, apressado," respondi, sentindo-me ainda meio atordoada pelo sono.
"Temos de aproveitar o dia. O que achas de irmos explorar?"
Havia algo contagiante na energia de George, uma faísca que fazia tudo parecer possível. Em poucos minutos, estávamos na rua, as mãos entrelaçadas como se fossem um amuleto contra o frio. Começámos a caminhar pelo Chiado, descendo por aquelas ruas cheias de história, onde cada esquina parecia sussurrar segredos do passado.
Paramos numa pequena pastelaria para tomar o pequeno-almoço. George não resistiu a provar um pastel de nata, e a expressão de prazer no seu rosto foi quase cómica.
"Por que é que ninguém me disse que isto era tão bom?" perguntou ele, com um tom de falsa indignação.
Eu ri-me. "Talvez porque andas demasiado ocupado a competir para notar essas pequenas coisas da vida."
Ele ficou pensativo por um momento, mexendo o café na sua xícara. "Sabes, tens razão. Talvez este ano seja o ano em que começo a notar mais."
Aquele comentário ficou comigo. Era raro George permitir-se um momento de vulnerabilidade, mas eu sabia que estava ali, escondido entre as palavras. A Fórmula 1 podia ser tudo para ele, mas também era um peso que carregava com uma responsabilidade quase sobre-humana. E, de alguma forma, naquele instante, senti que parte da minha missão era lembrar-lhe que a vida é feita de mais do que vitórias e derrotas.
Continuámos a andar, agora rumo ao miradouro de Santa Catarina. O vento no alto era cortante, mas a vista compensava. Lisboa estendia-se diante de nós como uma tapeçaria vibrante de azulejos, telhados vermelhos e o rio a brilhar ao longe. George puxou-me para mais perto, como se quisesse proteger-me do frio.
"Sabes, S/N," começou ele, a voz baixa e reflexiva, "às vezes fico a pensar no que seria a minha vida se não tivesse seguido este caminho. Não que me arrependa, mas é tão fácil esquecer o que realmente importa no meio de tudo isto."
Olhei para ele, para os seus olhos azuis que pareciam conter um mundo inteiro. "E o que é que achas que importa, George?"
Ele sorriu, aquele sorriso que parecia iluminar tudo à sua volta. "Momentos como este. Tu. A ideia de que há sempre algo mais, mesmo nos dias mais difíceis."
Não respondi, mas apertei a sua mão com mais força. A vida tinha os seus desafios, mas momentos como aquele faziam-me acreditar que, no fim, tudo valia a pena.
Passámos o resto do dia a explorar a cidade, deixando-nos perder entre ruelas estreitas e praças escondidas. Almoçámos bacalhau num restaurante familiar, onde a dona insistiu em servir-nos mais do que podíamos comer, e acabámos a tarde num passeio pelo Parque das Nações, onde o Tejo parecia refletir todas as cores do mundo.
À noite, voltámos ao nosso pequeno apartamento, exaustos mas satisfeitos. George colocou uma playlist calma a tocar, enquanto eu me enroscava no sofá com uma manta. Ele sentou-se ao meu lado, trazendo uma taça de vinho para cada um.
"Este foi um bom dia," disse ele, a voz carregada de sinceridade.
Assenti. "Foi, sim. E sabes que mais? Acho que este ano vai ser diferente. Vamos encontrar formas de aproveitar mais momentos assim, mesmo com tudo o que acontece à nossa volta."
George olhou para mim, os olhos brilhando com uma ternura que me fez esquecer todas as preocupações. "Prometo que vou tentar. Afinal, a vida é curta demais para ser vivida apenas nas pistas."
Naquele momento, senti uma paz que há muito não sentia. A vida podia ser complicada, cheia de desafios e incertezas, mas também tinha uma beleza inegável. E, enquanto estivesse ao lado de George, sabia que encontraríamos uma forma de abraçar cada pedaço dela.
Olá pessoal!
Espero que tenham gostado deste imagine.
Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.
E um excelente 2025 💫
VOCÊ ESTÁ LENDO
F1 Imagines
Fanfiction*F1 Imagines* é um livro que mergulha na imaginação criativa dos fãs da Fórmula 1, oferecendo uma experiência única e imersiva. Cada página captura momentos vibrantes e intensos, permitindo aos leitores vivenciar histórias fictícias com seus pilotos...
