Lando Norris- Monster

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Tocar Música da Midia!

Lando POV

O som do motor enchia o ar, uma melodia familiar que sempre me trouxe paz, mas hoje parecia uma dissonância perturbadora. A caixa de velocidades mudava com um clique seco, enquanto o carro deslizava pelas curvas sinuosas. No entanto, a minha mente estava presa noutro circuito – um labirinto confuso de emoções, culpa e desejo.

S/N. Apenas o seu nome fazia o meu coração vacilar, tal como o carro hesita quando erro numa curva. O nosso relacionamento, se é que podia chamar-se isso, era um paradoxo. Era fogo e gelo, uma colisão entre o que eu queria e o que sabia que era certo. Ela tinha algo que eu nunca encontrei em ninguém, uma luz que me iluminava e, ao mesmo tempo, me cegava. Mas também havia algo em mim que insistia em estragar tudo.

Estava a chover na noite em que tudo começou a desmoronar. Sentado no sofá do apartamento dela, com as luzes da cidade a brilhar pela janela, lembro-me de como ela me olhava – os olhos dela eram um espelho, refletindo uma dor que eu sabia ter causado. Não era a primeira vez que discutíamos. E provavelmente não seria a última.

— Não podes continuar assim, Lando — disse ela, a voz dela entrecortada. — Não podes continuar a dizer que me queres e depois a desaparecer como se eu fosse um segundo plano.

Os seus olhos estavam húmidos, mas ela não chorou. Nunca o fazia. Era uma daquelas coisas que me fascinava e me frustrava nela – a sua força, a sua teimosia em não me deixar ver o quão magoada estava.

— Eu sei, eu sei... — murmurei, sem saber o que dizer. As palavras pareciam escorregar pelos meus dedos como areia.

Ela levantou-se, cruzando os braços enquanto olhava pela janela. A luz de néon refletia nos seus cabelos, tornando-a quase etérea.

— Então porque continuas a fazer isto? — perguntou, virando-se para mim. — Porque insistes em aparecer quando te apetece e desaparecer quando é mais fácil para ti?

Eu não tinha resposta. Ou melhor, tinha, mas sabia que não era boa o suficiente. Como é que podia explicar-lhe que tinha medo? Medo de me perder nela, medo de não ser suficiente, medo de que ela percebesse que, apesar de todo o meu sucesso na pista, fora dela eu estava completamente perdido.

— Eu... eu não sei, S/N. — A minha voz saiu num sussurro. — Às vezes sinto que estou a tentar encontrar o meu lugar, e no meio disso acabo por magoar-te.

Ela suspirou, fechando os olhos por um momento antes de se virar para mim. Havia algo na forma como ela me olhava, como se estivesse a tentar encontrar uma solução que eu não conseguia dar-lhe.

— Lando, eu não preciso que sejas perfeito. Só preciso que sejas honesto comigo. E, acima de tudo, contigo mesmo.

Essas palavras ficaram comigo durante dias. Honestidade. Comigo mesmo. Era fácil ser honesto quando estava atrás do volante. Cada decisão que tomava na pista era instantânea, sem hesitação, e cada erro era imediatamente punido. Mas na vida... na vida real, tudo parecia mais complicado.

Os dias que se seguiram foram uma montanha-russa de emoções. Quando estava com ela, sentia-me vivo, como se cada fibra do meu ser estivesse em sintonia com algo maior. Mas assim que me afastava, o peso das minhas inseguranças voltava a cair sobre mim. Era como se estivesse constantemente a correr em contramão, incapaz de encontrar uma direção certa.

Uma noite, depois de um dia exaustivo de treinos, decidi que precisava de a ver. Sem avisar, apareci no apartamento dela. Ela abriu a porta, surpresa, mas não completamente satisfeita. Era como se já esperasse o meu comportamento imprevisível.

— Lando, o que fazes aqui? — perguntou, cruzando os braços.

Eu olhei para ela, tentando encontrar as palavras certas. Mas, em vez disso, dei por mim a entrar e a fechar a porta atrás de mim.

— Precisamos de falar.

Ela suspirou, mas deixou-me falar. Contei-lhe sobre os meus medos, as minhas dúvidas. Contei-lhe como, às vezes, sentia que não era suficiente para ela, como temia que ela percebesse que eu não era tão forte ou confiante como parecia.

— Lando, achas que eu não sei disso? — disse ela, a voz dela suave. — Eu sei que és humano. E é exatamente por isso que te amo. Mas o amor não pode ser só uma via de mão única. Precisas de lutar por mim, por nós, da mesma forma que lutas por cada milésimo de segundo na pista.

Aquela conversa foi um ponto de viragem. Não porque, de repente, tudo ficou bem, mas porque finalmente percebi que precisava de mudar. Precisava de enfrentar os meus medos e inseguranças em vez de fugir deles.

Os meses que se seguiram foram difíceis. Trabalhei para ser melhor – não só para ela, mas também para mim. Houve altos e baixos, momentos em que quase desisti. Mas sempre que pensava em desistir, lembrava-me dela. Lembrava-me da forma como ela me olhava, como acreditava em mim mesmo quando eu não acreditava em mim mesmo.

Hoje, enquanto cruzo a linha de chegada numa corrida, os aplausos ecoam à minha volta. Mas, no fundo, sei que a verdadeira vitória não está na pista. Está no esforço que faço todos os dias para ser o homem que ela merece.

Quando chego ao paddock, vejo-a ali, no meio da multidão. Os seus olhos encontram os meus, e por um momento, tudo parece fazer sentido. Não importa quão tumultuoso o nosso relacionamento tenha sido. Não importa quantas vezes tropecei ao longo do caminho. O importante é que continuo a correr – por ela, por nós.

E, talvez, apenas talvez, esta seja a corrida que finalmente vou ganhar.

Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.

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