Tocar Música da Midia!
Max POV
O vento cortante atravessa as ruas de Monte Carlo, ecoando entre os edifícios luxuosos e as luzes cintilantes que refletem no asfalto molhado. Caminho sem destino, com as mãos enterradas nos bolsos do casaco, enquanto a minha mente vagueia pelos corredores da memória. Há algo de irónico em estar rodeado por tanto brilho quando, por dentro, tudo parece opaco.
As memórias surgem como flashes – a sua risada a encher a sala, o brilho dos seus olhos quando falava com paixão sobre algo, o toque leve da sua mão na minha nuca quando pensava que eu não estava a reparar. Momentos banais, mas que agora me assombram com uma força avassaladora. Não são os grandes gestos que deixam saudade, mas os detalhes, aqueles que nem sempre valorizamos até ser tarde demais.
O silêncio do meu apartamento pesa sobre mim quando entro. Antes, era um espaço partilhado – não fisicamente, mas emocionalmente. Ela estava em cada canto, em cada objeto que escolhemos juntos, em cada disco que tocava ao fundo enquanto cozinhávamos algo simples depois de um longo fim de semana de corridas. Agora, há um vazio ensurdecedor. Retiro os sapatos e deixo-me cair no sofá, passando as mãos pelo rosto.
Nunca fui bom com palavras. No carro, tudo faz sentido – cada curva, cada decisão tomada em milissegundos, cada risco calculado. Mas fora dele, com ela, parecia que tropeçava em tudo aquilo que queria dizer. Queria pedir desculpa, queria explicar, queria prometer que podia fazer melhor. Mas as palavras nunca vieram da maneira certa. E, no fim, talvez ela tenha cansado de tentar traduzir o que eu não conseguia expressar.
Amor e velocidade sempre se misturaram na minha vida. Correr é a única coisa que conheço desde miúdo. O desejo de vencer, de ser o melhor, de ultrapassar todos os limites. Mas amar não é como correr. Não há um ponto de chegada claro, não há um troféu à espera no final. Não basta acelerar e esperar que tudo se encaixe. E, por mais que eu gostasse de pensar o contrário, não se pode ganhar sempre.
Pego no telemóvel, os dedos pairam sobre o seu nome. Sei que ainda poderia ligar, que talvez ainda não seja completamente tarde para dizer tudo o que ficou por dizer. Mas o que mudaria isso? Ela merece mais do que palavras soltas atiradas ao vento numa noite solitária. E eu... eu tenho de aprender a viver com a escolha que fiz, mesmo que o arrependimento me siga como uma sombra.
Olho para a prateleira onde ainda repousa um pequeno presente que ela me deu – uma fotografia nossa, tirada num dia qualquer, sem pretensão, sem grandes poses. Só nós, num momento genuíno de felicidade. Pego nela e sorrio, um sorriso triste, mas real. Houve amor. Houve momentos bonitos. E, apesar de tudo, isso nunca deixará de ser verdade.
Amanhã, o motor volta a rugir. O mundo não para. E, de alguma forma, hei de encontrar uma forma de seguir em frente, mesmo que leve tempo. Porque, no fim das contas, a única coisa que podemos fazer é aceitar o que foi e continuar a correr, mesmo que seja sem ela na linha de chegada.
Olá pessoal! Espero que tenham gostado deste imagine. Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.
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F1 Imagines
Fanfiction*F1 Imagines* é um livro que mergulha na imaginação criativa dos fãs da Fórmula 1, oferecendo uma experiência única e imersiva. Cada página captura momentos vibrantes e intensos, permitindo aos leitores vivenciar histórias fictícias com seus pilotos...
