Yuki Tsunoda- Spark

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Tocar Música da Midia!

Yuki POV

Há momentos na vida que sentimos o fogo a apagar-se. Já sentiste isso? Uma pequena brisa, uma chuva inesperada, e aquela chama que antes dançava com tanta intensidade começa a vacilar. Durante muito tempo, senti que estava a perder essa faísca dentro de mim. Cada curva na pista, cada linha reta – era como se estivesse a lutar não só contra os meus adversários, mas contra algo invisível, algo que se escondia dentro de mim.

Era um dia de treino em Suzuka. O céu estava pintado de tons de cinzento, e o som das gotas de chuva misturava-se com o rugido dos motores. A pista, molhada e traiçoeira, parecia refletir o meu estado de espírito. Sentia-me vazio. Não vazio por falta de amor pelo que fazia, mas por uma ausência de algo que não conseguia identificar.

No final do treino, encostei-me ao muro dos boxes. O ar cheirava a óleo, borracha queimada e à promessa de algo por vir. Foi então que vi S/N. Estava ali, com um sorriso leve e olhos que brilhavam como se contivessem mil estrelas. Algo sobre a forma como olhavam para mim fez-me questionar tudo. Seria possível que a minha chama ainda estivesse acesa, mesmo que apenas como uma brasa?

"Estás bem, Yuki?", perguntaram-me. A simplicidade da pergunta atingiu-me como uma avalanche. Não era uma questão sobre a minha performance, sobre a próxima corrida ou sobre os tempos. Era sobre mim. Pela primeira vez em muito tempo, senti que não precisava de ser o piloto perfeito. Podia ser apenas Yuki.

Nos dias que se seguiram, S/N tornou-se uma presença constante. Era como se tivessem a capacidade de reacender algo que eu pensava estar perdido. Um dia, enquanto caminhávamos pelo paddock ao entardecer, S/N disse algo que nunca esquecerei: "Sabes, as faíscas não desaparecem. Elas estão lá, escondidas, à espera de ar para voltarem a crescer." Essas palavras ficaram comigo.

Comecei a reparar nos pequenos momentos. O som dos pneus a cortarem a pista, a sensação do volante nas minhas mãos, o calor do motor nas costas. Tudo parecia diferente, mais vivo. Descobri que o fogo dentro de mim nunca tinha desaparecido. Estava ali, sufocado pela pressão, pela autocrítica, pelas expectativas. S/N ajudou-me a perceber que a paixão não é algo que se perde; é algo que se alimenta.

Na corrida seguinte, senti-me como há muito não me sentia. O som do semáforo a apagar-se foi como uma explosão dentro de mim. Cada curva, cada ultrapassagem – tudo fluía. Quando cruzei a linha de chegada, não importava o resultado. O que importava era que o meu fogo estava novamente a arder, mais forte do que nunca.

Depois da corrida, procurei S/N. Encontrei-os junto ao muro, onde antes me tinha sentido perdido. Desta vez, foi diferente. "Consegui," disse, e o sorriso deles foi como gasolina na minha alma. Senti que a chama dentro de mim nunca mais iria apagar-se, porque agora sabia como alimentá-la.

O que aprendi com S/N é que as faíscas são mais do que apenas um começo. São um lembrete. Um lembrete de que, mesmo nos dias mais sombrios, temos a capacidade de reacender aquilo que nos faz vivos. E, para mim, a faísca voltou a ser chama, e a chama voltou a ser o meu norte.

Hoje, ao olhar para o futuro, sei que haverão momentos em que o vento tentará apagar o meu fogo. Mas agora tenho a certeza de que, enquanto houver uma faísca, há esperança. E sei que S/N estará ali, ao meu lado, para me lembrar disso.

O fogo não é apenas algo que carregamos; é algo que partilhamos. E no sorriso de S/N, nas suas palavras, percebo que as faíscas deles também alimentam a minha chama. Porque, afinal, é isso que nos mantém vivos: a capacidade de reacender a nossa própria luz e de iluminar o mundo dos outros.

Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.

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