Lando Norris: Don't Stop

207 7 0
                                        

Tocar Música da Midia!

Lando POV

A noite estava vestida de prata, o reflexo das luzes urbanas a brincar nas águas calmas do lago. O som do vento a atravessar as árvores misturava-se com o murmúrio das vozes que enchiam o ar, como se a cidade sussurrasse segredos aos céus. A festa em que eu estava parecia um cenário extraído de um filme, com risos e música a preencherem os espaços entre as palavras, mas tudo isso se tornava insignificante quando os meus olhos pousavam em ti.

S/N.

Era quase ridículo, o poder que tinhas sobre mim. Eu, que conduzo a mais de 300 km/h, que desafio limites e atravesso curvas como se a gravidade fosse uma sugestão, sentia-me vulnerável perante o simples gesto do teu sorriso. Eras diferente. Não porque fazias questão de ser, mas porque não sabias ser de outra forma. A tua autenticidade era uma força gravitacional própria, e eu era um planeta a orbitar na tua presença, sem controlo, sem resistência.

Estavas ali, do outro lado do salão, a conversar com alguém. Quem? Não me importava. O som da tua gargalhada cortava o ambiente como uma melodia que só eu parecia escutar. O teu vestido, simples mas elegante, era um reflexo da tua personalidade: sofisticado, sem esforço. E o teu cabelo, preso de forma descuidada, conferia-te um charme quase insolente, como se desafiasse o mundo a tentar não reparar em ti.

O meu corpo moveu-se antes de a minha mente o decidir. Cada passo parecia ecoar mais alto no chão de madeira do que deveria, mas era impossível recuar. Atravessei a sala com uma determinação que me era familiar, a mesma que sinto quando estou na grelha de partida, segundos antes das luzes se apagarem.

"Olá." A minha voz saiu com mais suavidade do que eu esperava, mas ainda assim carente de controlo.

Tu viraste-te para mim, e naquele momento, eu senti que o mundo poderia acabar e não faria diferença. Os teus olhos pousaram nos meus, brilhando com uma intensidade que me fez esquecer como respirar.

"Lando, não é?" O teu tom era curioso, mas sem surpresa, como se soubesses que eu acabaria por me aproximar.

Assenti, tentando não parecer demasiado ansioso. "Sim. E tu... és S/N."

Sorristes, e foi como se o ar entre nós tivesse ficado eletrificado. "Certo. Ouvi falar de ti."

"Espero que coisas boas." A resposta saiu rápida, talvez demasiado ensaiada, mas fizeste-me o favor de rir.

A conversa fluiu como um rio calmo, sem pressa, mas com uma direção clara. Descobri que gostavas de viajar, mas que preferias lugares onde podias conectar-te com a natureza. Gostavas de arte, mas eras mais fascinada pelo processo criativo do que pelo produto final. Eras tudo aquilo que eu não esperava, e talvez fosse exatamente isso que me atraía.

Quando a festa começou a dissipar-se, a tua mão tocou ligeiramente no meu braço, um gesto pequeno, mas que carregava um significado impossível de ignorar. "Precisas de uma boleia, Lando?"

Sorri, surpreendido. "Tu conduzes melhor do que eu?"

"Não sei se melhor, mas posso sempre tentar." O brilho provocador nos teus olhos fez o meu coração acelerar.

Acabei por recusar a tua oferta – talvez para manter o mistério, talvez porque sabia que o próximo encontro precisava de ser mais especial. Deixei-te com uma promessa, um convite para jantar, e tu aceitaste com uma simplicidade desarmante, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.

Dias depois, encontrámo-nos num restaurante discreto, longe das câmaras e dos olhares curiosos. O ambiente era intimista, iluminado por velas que dançavam ao ritmo da nossa conversa.

"Sabias que tens uma forma curiosa de olhar para as pessoas?" disseste de repente, enquanto mexias o copo de vinho.

Levantei as sobrancelhas. "Curiosa como?"

"Como se estivesses a tentar desvendar-lhes os segredos. É fascinante, mas também um pouco intimidante."

Ri-me, tentando disfarçar o desconforto de ser tão transparentemente analisado. "Talvez seja o hábito de observar as coisas à minha volta. No meu trabalho, cada detalhe conta."

"E o que é que vês em mim?" A tua pergunta apanhou-me desprevenido, mas o teu tom era tranquilo, como se estivesses simplesmente curiosa.

Parei por um momento, tentando encontrar as palavras certas. "Vejo alguém que é ao mesmo tempo complexa e simples. Alguém que não tem medo de ser autêntica, mas que também carrega uma certa vulnerabilidade. És um mistério, mas um que eu quero desvendar."

Os teus lábios curvaram-se num sorriso suave, e naquele instante, senti que tinha ganho mais do que qualquer corrida.

Com o tempo, a nossa ligação cresceu. As mensagens tornaram-se mais frequentes, os encontros mais íntimos. Cada momento contigo era como uma peça de um puzzle a encaixar-se perfeitamente. Aprendi que adoravas o som da chuva contra a janela e que tinhas o hábito de cantarolar músicas quando estavas distraída. Descobri que o teu riso tinha variações subtis, e que cada uma delas era uma nota única numa sinfonia que apenas tu podias compor.

Mas também havia desafios. A minha vida estava constantemente sob os holofotes, e sabia que isso te preocupava. "Não sei se estou preparada para o que vem com estar contigo," confessaste uma noite, a tua voz hesitante, mas honesta.

Aproximei-me, segurando as tuas mãos nas minhas. "Eu não quero que mudes ou que sacrifiques nada por mim. Quero que sejas tu, exatamente como és. E se isso significar que tenho de lutar para proteger o que temos, então que seja."

Hoje, ao olhar para ti, enquanto passeamos à beira-mar, sinto-me invencível. Não por causa das vitórias ou dos troféus, mas porque consegui algo que é mais precioso do que qualquer título: o teu coração.

Tu paras de repente, apontando para o horizonte onde o sol se põe, tingindo o céu de laranja e dourado. "Olha isso, Lando. É lindo."

Mas eu não consigo desviar os olhos de ti. "É, sim. Absolutamente deslumbrante."

E no fundo, sei que não estou a falar do céu.

Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.

F1 ImaginesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora