Tocar Música da Midia!
Lance POV
A neve caía lenta e pacientemente, pintando o mundo de branco, enquanto eu observava a cidade através da janela. As luzes natalinas piscavam ao longe, enfeitando cada canto, cada casa. Havia uma paz única no ar — aquele tipo de serenidade que só se encontra no Natal. Mas, mesmo rodeado de tanta beleza, havia um vazio em mim que as decorações brilhantes e o som das ruas não conseguiam preencher.
Encostei a testa ao vidro frio, as mãos enfiadas nos bolsos, tentando afastar a saudade que me consumia. Já fazia semanas desde que tinha visto a S/N. O trabalho, as viagens, os compromissos, tudo parecia conspirar contra nós, deixando-me apenas com o eco das lembranças e a inquietação de saber que ela estava tão longe.
É curioso como a vida pode parecer completa e, ao mesmo tempo, tão carente. A velocidade, a adrenalina, a competição — tudo isso me preenchia de uma forma única, mas havia uma parte em mim que só a presença dela conseguia acalmar. O mundo podia girar a mil à minha volta, mas quando a S/N estava comigo, tudo encontrava um ritmo tranquilo. Um porto seguro, uma certeza que, agora, parecia cada vez mais distante.
Suspirei, vendo o meu próprio reflexo no vidro, os olhos brilhando com algo entre a melancolia e a esperança. E foi então que me lembrei de uma tradição antiga, quase esquecida, mas que de alguma forma parecia fazer sentido naquela noite: escrever uma carta ao Pai Natal. Era uma ideia infantil, sem dúvida, mas quem sabe... Talvez fosse isso que eu precisava — uma espécie de confissão, um desejo lançado ao vento, um pedido para que, no meio de toda a magia do Natal, o meu pedido fosse ouvido.
Fui até à secretária e encontrei papel e uma caneta, sentando-me sob a luz suave do abajur. Senti uma estranha mistura de hesitação e expectativa enquanto a ponta da caneta pairava sobre o papel. Afinal, o que tinha a perder? Com um leve sorriso, comecei a escrever.
"Querido Pai Natal,
Sei que já não sou um miúdo e, para ser sincero, não me lembro da última vez que escrevi uma carta para ti. Mas hoje, aqui, sozinho, enquanto a cidade dorme sob a neve e as estrelas piscam no céu como pequenas promessas, senti que precisava de fazer um pedido.
Este ano não quero presentes. A verdade é que tenho tudo o que podia querer em termos materiais. Os carros, as viagens, a carreira — tudo isso é incrível, e não me interpretes mal, sou grato por cada pedaço desta vida. Mas... falta-me algo, Pai Natal. Algo que não consigo comprar, algo que não posso alcançar a altas velocidades ou conquistar com troféus.
Preciso dela, Pai Natal. Preciso da S/N ao meu lado. Sinto falta do jeito como ela olha para mim, como se conseguisse ver algo em mim que nem eu mesmo consigo. Sinto falta do som da sua voz, das nossas conversas que duram a noite inteira e dos seus abraços que parecem fazer o mundo parar. É estranho, não é? Um piloto de Fórmula 1 a desejar algo tão simples, mas tão precioso. No fundo, somos todos humanos, mesmo que tentemos ser mais rápidos do que o tempo.
Sei que o meu pedido é difícil, mas só queria que ela pudesse estar aqui comigo. Queria que o tempo parasse por um momento, que os dias de tréguas fossem prolongados, que ela pudesse sentir o quanto me faz falta e o quanto o meu coração anseia por ela.
Gostava de acreditar que, de alguma forma, o amor é uma espécie de milagre de Natal, um desses pequenos presentes que nem sempre se encontram debaixo da árvore, mas que aparecem nos lugares mais inesperados — um olhar, um sorriso, um toque. E é tudo isso que procuro agora, Pai Natal.
Portanto, se me podes ajudar, só te peço que tragas a S/N para perto de mim, que encontres uma maneira de juntar as nossas vidas, de acalmar as tempestades e de nos dar o presente de estarmos juntos, sem barreiras, sem medos.
Eu sei, talvez esteja a pedir demais, mas a vida ensinou-me que não há impossíveis — afinal, se posso controlar um carro a mais de 300 km/h, talvez ainda exista uma hipótese para o meu pedido.
Obrigado por ouvires este coração acelerado que só procura uma coisa: amor.
Com carinho e esperança,
Lance."
Assinei a carta com uma sensação de leveza que não sentia há muito tempo. Fechei os olhos por um momento, tentando imaginar a S/N ali, ao meu lado, sorrindo, olhando para mim com aquela calma que só ela conseguia transmitir. Naquele instante, a realidade parecia dobrar-se à minha volta, e a solidão que me sufocava começou a dissipar-se.
Levei a carta até à janela e olhei para o céu. As estrelas brilhavam com uma intensidade especial, e a minha mente viajou até a última vez que eu e a S/N estávamos juntos, rindo debaixo de um céu estrelado, sonhando com futuros e prometendo-nos mundos. Talvez fosse isso o que eu realmente queria: não só a sua presença, mas a promessa de um futuro, o sonho de um "nós" que resistisse a todas as distâncias.
Afinal, o Natal era tempo de milagres, não era? E talvez, só talvez, o Pai Natal estivesse a ouvir este pedido feito de coração, esta súplica para que o amor fosse o meu maior presente. O vento soprou, suave e gelado, como se trouxesse consigo uma promessa. E naquela noite, enquanto a cidade dormia e a neve caía, permiti-me sonhar que, de alguma forma, o Pai Natal iria fazer o impossível para juntar dois corações.
Voltei para a janela, sentindo a carta ainda nas mãos, com um último olhar para o céu antes de fechá-la. "Por favor, Pai Natal", murmurei, "traz-me a S/N. Neste Natal, deixa que o meu coração encontre o seu." E, com essa prece silenciosa, deixei-me ficar, com a esperança de que, na magia daquela noite, os desejos pudessem, finalmente, tornar-se realidade.
Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.
E Bom Natal!
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F1 Imagines
Fanfiction*F1 Imagines* é um livro que mergulha na imaginação criativa dos fãs da Fórmula 1, oferecendo uma experiência única e imersiva. Cada página captura momentos vibrantes e intensos, permitindo aos leitores vivenciar histórias fictícias com seus pilotos...
