Charles Leclerc-Baby, It's Cold Outside

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Tocar Música da Midia!

Charles POV

O brilho das luzes de Natal refletia-se nas janelas da pequena sala, dançando em tonalidades quentes e suaves. A casa estava cheia de risos e conversas familiares, mas, estranhamente, sentia-me sozinho no meio de tudo. S/N estava ali, de costas para mim, envolvida numa conversa com a minha mãe. A cada movimento seu, o meu olhar era puxado como um íman, e um sorriso involuntário surgia no canto dos meus lábios.

"Estás distraído, Charles." A voz do meu irmão trouxe-me de volta à realidade. Encolhi os ombros, tentando disfarçar, mas ele apenas riu, sacudindo a cabeça como quem já sabe o que se passa.

Fiz um esforço para parecer desinteressado, mas, verdade seja dita, a minha atenção já estava novamente em S/N. Finalmente, quando ela se afastou da conversa com a minha mãe e se dirigiu ao balcão onde estavam as bebidas, decidi aproveitar a oportunidade. Caminhei até ela, sentindo o coração acelerar a cada passo.

"Não esperava encontrar uma mulher tão encantadora na minha casa," murmurei, posicionando-me ao seu lado e tentando disfarçar o sorriso.

Ela virou-se lentamente, os olhos fixos nos meus, e uma faísca de desafio dançava no seu olhar. "Ah, não? Pensei que fosses mais observador, Charles." A sua voz era suave, mas cheia de um humor provocador que só fazia aumentar a tensão entre nós.

"Bom, a observação é uma habilidade minha na pista," respondi, fingindo um ar pensativo. "Mas aqui... confesso que é difícil focar-me quando há tanta beleza para observar." Deixei as palavras no ar, observando-a reagir.

Ela cruzou os braços, arqueando uma sobrancelha. "Dizes isso a todas as tuas fãs, ou estou a receber tratamento especial por ser Natal?"

Ri-me, e fui buscar duas taças de vinho. "Talvez recebas tratamento especial o ano todo... depende se te deixas conquistar ou não," murmurei, estendendo-lhe uma taça. Ela aceitou, e enquanto o cristal tilintava, senti uma corrente elétrica a passar entre nós.

"Charles Leclerc, estás a ser descaradamente romântico... cuidado, posso começar a acreditar," ela respondeu, sorrindo, mas a ligeira hesitação no seu olhar fez-me perceber que ela, também, estava a ser cautelosa.

"E o que farias se acreditasses?" perguntei, a voz mais baixa. Senti o meu coração pulsar com a proximidade dela, com a fragilidade deste momento. À nossa volta, a família continuava com as risadas e conversas, alheios ao que se passava.

Ela deu um pequeno gole no vinho, olhando-me com aquele sorriso que parecia esconder segredos. "Talvez... talvez fizesse alguma loucura, como sair daqui e passear contigo pelas ruas iluminadas," ela disse, a voz quase num sussurro. "Mas... há sempre aquela voz na nossa cabeça, certo? Aquela que diz que temos de fazer o que é esperado."

Aquelas palavras acertaram-me como uma rajada de vento frio. Era isso, não era? O que se esperava de mim, de nós... até mesmo naquela noite de Natal, parecia pesar. Havia tanto que queria dizer-lhe, tanto que queria que ela soubesse. Mas como lidar com o que os outros esperavam de nós, com a ideia de que qualquer passo em falso poderia ser visto e comentado por todos? E, ao mesmo tempo, como ignorar o que eu sentia?

Aproximei-me dela, ignorando os olhares curiosos de um ou outro membro da família. "S/N," murmurei, com a voz firme, mas suave, "e se, por uma vez, ignorássemos o que os outros pensam? E se apenas... vivêssemos este momento, sem pensar no amanhã?"

Ela olhou-me, surpresa, mas havia um brilho de esperança nos seus olhos. "Estás a falar a sério?"

"Totalmente," disse, sentindo uma coragem que eu desconhecia em mim. "Saiamos. Vamos deixar estas expectativas e opiniões para trás. Prometo que ninguém vai saber."

Ela riu, aquele riso encantador que fazia o meu coração derreter. "Tens a certeza? A imprensa adoraria saber que o Charles Leclerc fugiu da sua própria festa de Natal," brincou.

Fiz um gesto de desprezo com a mão. "Deixa-os falar. Só por uma vez, quero que sejamos só nós, sem ninguém a ver, sem ninguém a julgar."

E, assim, saímos pela porta dos fundos. A noite estava fria, mas a tensão entre nós era quente, intensa. As luzes de Natal iluminavam o caminho enquanto caminhávamos pela pequena vila. Não havia mais palavras, apenas os passos que ecoavam na calçada, o som do vento entre as árvores, e o ritmo sincronizado das nossas respirações.

Finalmente, parámos junto de uma praça, onde um pequeno carrossel rodava lentamente, envolto em luzes douradas. Ela olhou para mim, e eu soube que aquele era o momento que ambos esperávamos. Sem hesitar, aproximei-me e toquei no seu rosto, sentindo a suavidade da sua pele contra os meus dedos.

"Sempre imaginei como seria estar contigo assim, sem filtros," sussurrei, as palavras quase perdendo-se no ar frio da noite. "E agora que estamos aqui... parece surreal."

Ela riu suavemente, encostando a sua testa à minha. "Charles... também eu. Mas e depois? Como vamos explicar isto?"

A pergunta pairava entre nós, mas, naquele momento, nada importava mais do que a forma como ela olhava para mim. "Depois?" murmurei, sorrindo. "Depois, talvez só tenhamos de nos preocupar com o agora."

S/N olhou para mim, e, pela primeira vez, parecia tão vulnerável quanto eu me sentia. A tensão, a hesitação, tudo se dissipou quando nos deixámos levar pelo momento. Aproximei-me lentamente, até que os nossos lábios se tocaram, suaves, num beijo carregado de promessas, de desejos contidos, de todos os sonhos que nunca tivemos coragem de partilhar.

Quando nos afastámos, o seu olhar estava iluminado, não pelas luzes da praça, mas por algo que sentia apenas ao estar ao meu lado.

"Obrigada," ela murmurou. "Por me deixares viver isto contigo, sem reservas."

"Obrigado eu," sussurrei de volta, a minha voz quase a falhar. "Este... é o melhor presente de Natal que eu podia ter pedido."

E ali ficámos, apenas nós, no meio do frio e do silêncio da noite, como se aquele fosse o nosso próprio mundo, onde nada mais importava. Um momento que, por mais breve que fosse, eu sabia que levaria para sempre no coração.


Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.
E Bom Natal!

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