Alex Albon- Mistletoe

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Tocar Música da Midia!

Alex POV

Numa noite fria de dezembro, as luzes de Natal brilhavam em cada rua de Lisboa, e o ar estava perfumado com o aroma quente de castanhas assadas e o doce toque de canela. A cidade parecia um conto de fadas, com as decorações coloridas refletindo nos paralelepípedos molhados de uma chuva recente. Era o cenário perfeito para viver a magia da época festiva, e ali estava eu, ao lado de S/N, a partilhar momentos que guardaria para sempre.

O meu mundo gira, muitas vezes, a uma velocidade tão intensa que me esqueço de parar e respirar. Mas com S/N, tudo parecia desacelerar, como se o tempo estivesse disposto a conspirar para nos oferecer uma pausa do caos. A nossa conexão não precisava de palavras naquele momento; só o calor das mãos entrelaçadas era suficiente para sentirmos que estávamos exatamente onde deveríamos estar.

Caminhávamos pela Praça do Comércio, observando as pessoas a rir e a tirar fotografias, famílias com crianças que corriam para ver a grande árvore de Natal montada no centro da praça. As risadas e a alegria ao nosso redor faziam eco com o que eu sentia por dentro. Em silêncio, trocámos um olhar cúmplice, e eu soube que S/N sentia o mesmo.

— Queres uma castanha? — perguntei, apontando para o senhor a vender numa banca próxima, com a cara avermelhada do frio.

S/N riu, dando-me um pequeno empurrão. — Achas que alguma vez ia dizer que não a uma castanha?

Comprámos uma dúzia e partilhámos, comendo cada uma devagar, enquanto observávamos as pessoas a passar. A simplicidade deste momento fez-me lembrar que os instantes mais valiosos não exigem nada além de uma companhia que amamos.

Depois de um passeio relaxado pela cidade, chegámos a casa, onde o calor aconchegante nos envolveu. Era bom sentir o contraste do frio que ainda se mantinha no rosto e das bochechas coradas, aquecidas pelo ambiente acolhedor do nosso lar. Em vez das luzes da cidade, agora éramos apenas nós e as luzes do pinheiro que tínhamos decorado juntos algumas noites antes. Uma árvore modesta, mas cheia de ornamentos especiais, cada um escolhido a dedo por nós dois, repleto de memórias e significados.

— Sabes o que está a faltar? — perguntei, com um sorriso misterioso.

S/N olhou-me com curiosidade, franzindo o sobrolho. — O quê?

Sem responder de imediato, dirigi-me ao armário e trouxe uma pequena caixa embrulhada em papel prateado. O olhar de S/N iluminou-se imediatamente, e vi os olhos dela a seguir cada movimento meu.

— Alex, disseste que íamos trocar presentes só na véspera! — protestou, mas a curiosidade e o entusiasmo eram óbvios.

— Sei, sei. Mas não consegui resistir. E além disso, tens estado a fazer-me feliz todos os dias do ano; este é apenas um pequeno agradecimento.

Ela abriu a caixinha com cuidado, e lá dentro estava um colar com um pequeno pingente, uma estrela. Simples, mas com o brilho suficiente para capturar o seu olhar.

— Porque uma estrela? — perguntou, com um sorriso enternecido.

— Porque és a minha estrela. E todas as vezes que eu estiver longe, na estrada, a competir, basta-te olhar para ela e saber que estás sempre comigo. — Não consegui evitar a emoção nas palavras, e vi nos olhos de S/N que sentia o mesmo.

Ela colocou o colar, os dedos a deslizar suavemente pela corrente e a estrela que pendia delicadamente junto ao seu coração. Aproximou-se de mim, envolvendo-me num abraço que parecia dizer mais do que qualquer palavra poderia. Aquele momento era nosso, uma pausa do mundo e do barulho, onde só o som do bater dos nossos corações contava.

Decidimos passar o resto da noite a preparar o jantar. Era uma tradição nossa fazer o máximo de pratos típicos de Natal, um mix de culturas, com sabores que nos recordavam as nossas origens e os nossos cantos favoritos do mundo. A cozinha encheu-se de cheiros de especiarias, risadas e pequenas provocações. Eu era um desastre a tentar fazer rabanadas, e S/N ria cada vez que o pão acabava por se despedaçar nas minhas mãos.

Finalmente, sentámo-nos para a nossa ceia improvisada, com um brinde feito com vinho tinto, e trocámos histórias, memórias e sonhos para o próximo ano. A conversa fluía naturalmente, entre gargalhadas e olhares que não precisavam de mais nada. Sentia-me grato por cada segundo, por cada pequena parte daquela noite.

No final, quando a lareira já queimava em brasa e o sono começava a pesar nos olhos, fomos até à varanda, onde o céu se estendia num véu de estrelas brilhantes. O ar estava gelado, mas o coração aquecido. Observámos em silêncio, como se aquelas estrelas fossem um lembrete de todos os sonhos que ainda queríamos conquistar juntos.

— Obrigado por isto — sussurrei, sentindo-me mais leve e completo do que nunca.

Ela olhou para mim, com aquele olhar suave que sempre parecia entender-me sem precisar de explicações.

— Eu é que agradeço, Alex. Não há presente melhor do que viver estas pequenas grandes coisas contigo.

Sorri, sentindo-me o homem mais sortudo do mundo. Sabia que, mesmo com a velocidade da vida que levo, as competições, as viagens e os desafios, tudo fazia sentido quando tinha momentos assim, com S/N ao meu lado. Naquele instante, mais do que um piloto, mais do que alguém numa corrida sem fim, eu era apenas Alex, o homem que amava e era amado.

De mãos dadas, voltámos para dentro, a saborear o silêncio da noite e a paz que só o verdadeiro amor traz. Essa era a essência das festividades para mim: celebrar o amor em cada gesto, em cada palavra, em cada segundo. E, com S/N ao meu lado, sabia que o nosso Natal era apenas o início de muitos mais momentos como aquele, onde a alegria e o amor seriam sempre o nosso norte, a nossa estrela, a nossa razão para continuar a sonhar juntos.


Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.
E bom Natal!

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