Sebastian Vettel- GoodBye

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Tocar Música da Midia!

Sebastian POV

O sol poente pintava o horizonte com tons de ouro e cinza, como se o mundo estivesse a despedir-se também. Sentei-me na velha varanda de madeira, o vento frio de dezembro a soprar suavemente, trazendo consigo o cheiro de inverno e uma saudade antecipada. Ali, onde o silêncio era apenas interrompido pelos ruídos suaves das folhas, respirei fundo, tentando conter o peso que se acumulava no peito.

"É apenas mais um final de ano," murmurava para mim mesmo, como se as palavras pudessem diminuir a sua importância. Mas sabia que não era apenas isso. O final de 2024 trazia consigo algo mais profundo. Uma despedida.

Olhei para o pequeno caderno pousado sobre o meu colo. Páginas gastas e amareladas, preenchidas com memórias e sonhos rabiscados ao longo de anos. Palavras partilhadas em silêncio, em noites como esta. Cada linha era uma janela para momentos que o tempo não conseguia apagar. E tu estavas lá. Sempre.

Levantei o olhar para o horizonte mais uma vez, como se procurasse alguma resposta escondida entre as nuvens densas. Foi então que senti a tua presença. Os teus passos eram leves, mas reconhecíveis entre mil outros. Virei-me devagar e encontrei-te ali, parada, com as mãos nos bolsos do casaco. O teu sorriso era terno, mas os teus olhos entregavam aquilo que ambos temíamos em dizer.

— Achei-te aqui — disseste, a voz suave a cortar o ar frio. — Pensei que estivesses a evitar-me.

Soltei uma risada fraca, mais para me distrair do que por humor genuíno.

— Não seria capaz.

A verdade era que talvez estivesse mesmo a evitar este momento. O adeus. Uma palavra que sempre odiei, mas que a vida parece adorar repetir.

Sentaste-te ao meu lado, como tantas vezes antes. A madeira rangeu sob o teu peso leve, e o silêncio entre nós voltou a instalar-se. Era um silêncio cómodo, mas desta vez carregado de tudo o que não ousávamos dizer.

— Então — começaste, depois de algum tempo. — Vais mesmo voltar?

Assenti lentamente, os olhos fixos no horizonte.

— Sim, é o melhor a fazer.

A minha voz soou firme, mas sabia que não era a verdade inteira. A decisão de regressar à vida tranquila, longe de tudo, era a mais racional. Tinha jurado que este mundo, com as suas luzes brilhantes e ruídos incessantes, não me traria de volta. Mas agora, ao encarar-te, sabia que a razão tinha pouco a ver com as escolhas do coração.

— E quando partes?

— Amanhã — respondi num sussurro, como se dizer em voz alta tornasse tudo mais real.

A tua expressão permaneceu serena, mas o leve tremor no canto dos teus lábios denunciava o que sentias. Era difícil para ti, tanto quanto para mim.

— Amanhã ... já? — repetiste, quase para ti mesma.

— Achei que seria mais fácil assim.

Éramos ambos práticos, tu e eu. Sempre fomos. Mas há coisas que nem a prática nem a lógica conseguem suavizar. O adeus é uma delas.

Ficámos assim por mais alguns momentos, a ouvir o vento e o tempo passar. Puxei o caderno para mais perto, acariciando as suas páginas como se nelas estivesse guardada a última parte de mim.

— Sabes — comecei, quase hesitante. — Sempre pensei que estivesse preparado para isto. Para me despedir. Para seguir em frente. Mas nunca estamos realmente prontos, pois não?

Ouvi-te inspirar fundo. Depois, viraste-te para mim, e o teu olhar encontrou o meu. Havia lá tanta verdade que senti a garganta apertar-se.

— A despedida não tem a ver com estarmos prontos ou não, Sebastian — disseste. — Tem a ver com ter a coragem de a enfrentar. Mesmo quando nos parte o coração.

A tua voz embargada, ainda que firme, foi o golpe final. O peso no peito tornou-se insuportável, e senti a primeira lágrima descer pelo rosto. Virei a cara, não para esconder, mas porque era demasiado.

— Desculpa ... — murmurei, quase sem voz.

— Não tens de pedir desculpa — disseste, encostando a tua mão à minha. — Sabes que vou estar aqui, mesmo quando não estiveres. Sempre estive, não foi?

A tua presença tinha sido a minha ancora nos dias mais tempestuosos. A lembrança de que, mesmo quando deixei a velocidade e as pistas para trás, havia algo que ainda me movia. Tu.

— Obrigado — consegui dizer por fim, olhando-te novamente. — Por tudo. Por nunca desistires de mim.

Sorriste, mesmo com os olhos marejados, e senti o peito aquecer. Era um adeus, sim, mas também uma promessa silenciosa de que nada do que fomos se perderia.

O sol estava agora quase desaparecido, e o frio começava a morder a pele. Mas não importava. Levantámo-nos juntos, lado a lado, e senti que, mesmo partindo, uma parte de mim ficaria aqui, contigo.

Caminhámos de volta para dentro, onde a luz suave da casa nos envolveu como um último abraço. Antes de fechar a porta, olhei uma vez mais para o horizonte, o lugar onde o dia terminava.

"Adeus," pensei. "E obrigado."

E, pela primeira vez, senti que talvez a despedida não fosse o fim. Apenas o início de algo que ainda não sabíamos nomear.

Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.

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