Esteban Ocon- Dreams Come True

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Tocar Música da Midia!

S/N POV

O sol despontava no horizonte, tingindo os céus de Lisboa com tons dourados e avermelhados. Eu estava na varanda, envolta num cobertor macio, observando a cidade acordar. Era um novo ano, 2025, e havia uma energia especial no ar, como se o universo nos dissesse que tudo era possível. Atrás de mim, ouvi passos suaves e o som da porta a deslizar. Era o Esteban. Ele sorriu ao ver-me e, sem dizer uma palavra, sentou-se ao meu lado, trazendo duas canecas de café quente.

"Bom dia, S/N," disse ele, a voz ainda rouca de sono. O seu sotaque francês misturava-se com um tom de ternura que me fazia sorrir sempre.

"Bom dia, Esteban," respondi, aceitando a caneca. A proximidade entre nós dois era algo que eu nunca tinha experimentado antes, algo mais profundo do que simples amizade ou romance. Era cumplicidade.

Enquanto o vapor do café nos envolvia, nós conversávamos sobre o ano que passara e sobre os nossos sonhos para o futuro. Esteban tinha um brilho nos olhos que eu conhecia bem — aquele brilho de quem acredita, mesmo contra todas as probabilidades. Era isso que me fascinava nele.

"Sabes," disse ele, olhando para a vista, "sempre pensei que o meu maior sonho seria conquistar um campeonato mundial de Fórmula 1. E ainda é. Mas este ano, quero mais do que isso. Quero encontrar um equilíbrio. Quero viver, S/N. Quero experimentar as coisas pequenas que costumava ignorar."

Eu fiquei em silêncio por um momento, absorvendo as suas palavras. Esteban, o homem cuja vida era feita de velocidade e adrenalina, agora queria desacelerar. Isso dizia muito sobre o quanto ele tinha crescido.

"E tu? O que queres para este ano?" perguntou, virando-se para mim. O seu olhar fixou-se no meu, intenso, como se ele pudesse ver todos os cantos da minha alma.

"Quero coragem," respondi, quase num sussurro. "Coragem para perseguir os meus sonhos, mesmo quando eles parecem impossíveis. Quero amar sem medo, arriscar sem pensar duas vezes, e crescer como pessoa. Quero aprender a confiar mais em mim."

Ele acenou, pensativo. "Eu acredito em ti, S/N. Sempre acreditei."

Os dias que se seguiram foram uma montanha-russa de emoções e descobertas. Esteban insistiu que me juntasse a ele numa pequena escapadela a Sintra. Ele queria mostrar-me o que significava "desacelerar". Passeámos pelas ruas encantadoras da vila, explorámos os palácios e caminhámos pelas florestas que pareciam saídas de um conto de fadas.

Lembro-me de um momento específico em que estávamos no topo da Serra de Sintra, o vento bagunçando os nossos cabelos. Esteban virou-se para mim, os olhos brilhando com entusiasmo.

"Sabes o que é engraçado?" perguntou.

"O quê?"

"Sempre pensei que a felicidade estivesse no futuro, em algo que ainda vou conquistar. Mas agora, aqui contigo, percebo que ela está no presente. Nos pequenos momentos como este."

O meu coração apertou-se com uma mistura de emoção e gratidão. Esteban estava certo. E, de alguma forma, ele ajudava-me a ver o que eu tantas vezes ignorava — que os sonhos não são apenas sobre o destino, mas também sobre a jornada.

Quando regressámos a Lisboa, decidimos partilhar algo que nunca tínhamos feito antes. Sentámo-nos na sala, cada um com um caderno, e escrevemos as nossas listas de sonhos. Depois, trocámo-las.

A minha lista era um reflexo de quem eu era — viajar mais, aprender um novo idioma, escrever um livro, amar sem reservas. A dele era um misto de objetivos profissionais e pessoais — conquistar o campeonato, passar mais tempo com a família, aprender a cozinhar, e... aprender a dançar tango. Este último fez-me rir.

"Tango? Sério?" perguntei, divertida.

Ele sorriu, encolhendo os ombros. "Porquê não? Parece-me algo que valeria a pena experimentar. E tu? Vais mesmo escrever um livro?"

Eu acenei, sentindo um misto de excitação e medo. "Sim. Este ano é o ano em que finalmente vou fazê-lo."

E assim, fizemos um pacto. Cada um de nós iria ajudar o outro a realizar pelo menos um sonho daquela lista.

Os meses que se seguiram foram um testemunho da magia que acontece quando duas pessoas se apoiam mutuamente. Eu inscrevi Esteban numa aula de tango, e ele surpreendeu-me ao levar-me a uma pequena cabana no campo onde pude começar a escrever o meu livro, longe de todas as distrações. Ele também me incentivou a enviar os meus primeiros textos para editoras, algo que eu nunca teria feito sem o seu apoio constante.

E quanto ao tango? Bem, digamos que Esteban não tinha o mesmo talento para a dança que tinha para conduzir um carro de Fórmula 1, mas isso apenas tornava a experiência ainda mais divertida. Houve risos, tropeços e muitos momentos embaraçosos, mas também houve alegria pura.

Uma noite, depois de uma dessas aulas de tango, estávamos sentados numa pequena cafetaria, partilhando um bolo de chocolate. Ele olhou para mim, os olhos cheios de algo que eu não conseguia definir.

"Obrigado, S/N," disse ele, de repente.

"Por quê?" perguntei, surpresa.

"Por me ajudares a ver a vida de uma forma diferente. Por acreditares em mim. Por seres tu."

Eu senti as lágrimas a formarem-se nos meus olhos, mas eram lágrimas de felicidade. "E tu, Esteban? Obrigada por me mostrares que os sonhos são possíveis. Por seres o meu porto seguro. Por estares aqui."

2025 tornou-se o ano em que descobrimos que os nossos sonhos não eram apenas individuais. Eram entrelaçados, como as nossas vidas, e juntos, nós conseguíamos alcançar mais do que alguma vez imaginámos. Cada pequeno passo, cada pequeno momento de alegria e descobrimento, era uma celebração daquilo que significa viver plenamente.

E enquanto os fogos de artifício iluminavam os céus na noite de passagem de ano seguinte, eu olhei para Esteban ao meu lado, segurando a minha mão. "Este foi o melhor ano da minha vida," murmurei.

Ele sorriu, inclinando-se para me beijar a testa. "E está apenas a começar, S/N. Está apenas a começar."

Olá pessoal!
Espero que tenham gostado deste imagine.
Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.
E um excelente 2025 💫


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