Charles Leclerc- Fighting

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Tocar Música da Midia!

S/N POV

O céu estava tingido de tons dourados e rosados quando me sentei no parapeito da janela, sentindo o vidro frio contra a palma da mão. Lá fora, o mundo parecia respirar com uma calma renovada, como se o primeiro dia de 2025 trouxesse consigo promessas silenciosas de recomeços.

Dentro de casa, o som suave da cafeteira preenchia o espaço, acompanhado pelo murmúrio distante do mar. Charles estava na cozinha, mexendo distraidamente o café enquanto cantarolava uma melodia que eu reconheci imediatamente — uma canção que adorávamos ouvir em viagens longas, quando o silêncio se tornava companheiro demais.

— Estás pensativa — comentou ele, aproximando-se com duas chávenas fumegantes.
Levantei o olhar e encontrei os seus olhos verdes, sempre tão expressivos. Havia algo tranquilizador neles, como se dissesse, sem precisar de palavras, que estava tudo bem.

— Só estou a tentar absorver este momento — respondi, aceitando a chávena que ele me ofereceu. — Este primeiro dia de um novo ano. Quero que seja diferente.
Charles sentou-se ao meu lado, os joelhos quase a tocarem os meus.

— Diferente como?

Suspirei, sentindo o aroma quente do café acalmar os meus pensamentos.

— Quero que este ano seja sobre crescimento. Sobre enfrentar as dificuldades sem medo. Quero acreditar que podemos conquistar tudo, mesmo que as coisas não corram como planeado.

Ele sorriu suavemente e pousou a chávena na mesa ao lado.

— Já estás a pensar nas dificuldades? Ainda nem tivemos tempo de tropeçar nelas.

Ri-me, sabendo que ele tinha razão.

— Eu sei, mas não consigo evitar. Talvez porque sei como a vida pode mudar de repente. E este ano... quero estar preparada. Quero manter-me positiva, mesmo quando parecer difícil.

Charles inclinou-se para mim, pegando na minha mão.

— E vais conseguir. Porque já passaste por tanto e continuaste firme. E não te esqueças, eu estou aqui. Sempre.

Havia algo na forma como ele dizia “sempre” que me fazia acreditar. Não era apenas uma palavra vazia para ele. Charles era alguém que mantinha as promessas, mesmo quando o mundo parecia desabar.

— Juntos? — perguntei, testando as águas, embora soubesse a resposta.

— Juntos — afirmou, com a convicção de quem sabe exatamente onde quer estar.

O silêncio instalou-se por um momento, mas era confortável. Do tipo que diz mais do que as palavras. Observei Charles enquanto ele olhava para fora da janela, os olhos atentos ao horizonte. Sabia o quanto ele também carregava os seus próprios medos e expectativas — a pressão de estar no topo, de ser perfeito.

— E tu? — perguntei, quebrando o silêncio. — O que esperas deste ano?

Ele desviou o olhar para mim e sorriu.

— Quero continuar a lutar pelos meus sonhos, mas sem esquecer o que realmente importa. Quero ser melhor, tanto dentro como fora da pista. E quero que este ano nos traga ainda mais força, mesmo nos dias em que tudo parecer complicado.

A sinceridade nas palavras dele fez o meu peito aquecer. Era exatamente isso que eu precisava de ouvir — que ele também via este ano como uma oportunidade para crescermos juntos.

— Sabes o que mais quero? — acrescentei, depois de um momento de reflexão.

— Diz-me.

— Quero que aprendamos a celebrar as pequenas vitórias. Não apenas as grandes conquistas, mas também aquelas que ninguém vê. Como acordar cedo para assistir ao nascer do sol ou rir de algo completamente ridículo depois de um dia difícil.

Charles sorriu, os olhos a brilharem como se já conseguisse imaginar esses momentos.

— Acho que isso é algo em que já somos bons — brincou, provocando-me com um leve toque na ponta do nariz.

Ri-me, sentindo-me imediatamente mais leve.

— Então está decidido. Vamos tornar este ano inesquecível, não importa o que aconteça.

Ele inclinou-se e beijou-me suavemente, como se selasse a promessa.

O resto do dia foi preenchido por pequenos rituais que faziam tudo parecer certo. Preparámos um almoço simples, caminhámos pela praia de mãos dadas e sentámo-nos na areia até o sol começar a descer no horizonte.

Enquanto as ondas lambiam a costa, senti a cabeça de Charles pousar no meu ombro, e o peso confortável lembrou-me de como era bom ter alguém que partilhasse o mesmo espaço emocional.

— Achas que conseguimos manter esta energia durante o ano todo? — perguntei, brincando com os dedos dele.

Ele levantou a cabeça e olhou-me nos olhos.

— Claro que sim. Desde que continuemos a apoiar-nos, como sempre fizemos. — Fez uma pausa, com um brilho travesso nos olhos. — E desde que me deixes roubar-te o último pedaço de chocolate sempre que houver sobremesa.

Gargalhei, inclinando-me para o abraçar.

— Só se prometeres continuar a deixar-me ganhar nas batalhas de almofadas.

— Feito.

E assim ficámos, a rir e a fazer promessas aparentemente tolas, mas que carregavam em si a essência do que queríamos para 2025 — leveza, amor e companheirismo.

Quando a noite caiu, voltámos para casa, cansados mas felizes. Charles preparou chá para nós dois, e sentámo-nos no sofá, enroscados sob uma manta.

Antes de adormecer nos braços dele, pensei em como este ano tinha começado exatamente como eu precisava — com esperança e um amor que parecia capaz de resistir a tudo.

E mesmo que 2025 trouxesse desafios — o que sabia que traria —, tinha a certeza de que os enfrentaríamos juntos, com coragem e, acima de tudo, com amor.

Olá pessoal!
Espero que tenham gostado deste imagine.
Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.
E um excelente 2025 💫

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