Tocar Música da Midia!
Lando POV
O ar frio de dezembro cortava-me a pele enquanto as luzes das decorações de Natal iluminavam as ruas de Mônaco. O mundo estava mais tranquilo; a época de corridas tinha acabado, e eu podia finalmente relaxar e deixar os pensamentos fluírem, sem a pressão incessante da pista. Estava comigo mesmo, mas a verdade era que os pensamentos não se acalmavam. Não, especialmente porque todos eles convergiam numa só pessoa: tu.
Foi numa noite dessas, a cidade envolta num silêncio reconfortante, que percebi que não podia mais ignorar o que sentia. Não sabia quando tudo tinha mudado – talvez em algum momento entre as brincadeiras e as conversas tarde da noite. Só sei que, de repente, o som da tua risada parecia a melodia perfeita para os dias mais sombrios. E isso assustava-me.
Faltavam poucos dias para o Natal, e a ideia de confessar-te o que sentia consumia-me. Porque... e se? E se não sentisses o mesmo? E se tudo o que tínhamos construído até agora fosse afetado por um momento de fraqueza da minha parte? Ao mesmo tempo, a possibilidade de passar mais uma noite de Natal ao teu lado sem que soubesses o que sentia parecia insuportável. Queria partilhar contigo cada detalhe do que ia dentro de mim, o lado que talvez nunca te mostrei.
Estava em casa, uma taça de vinho pousada à minha frente, quando decidi que iria contar-te. A sala estava decorada de maneira modesta, com pequenas luzes e uma árvore de Natal cuidadosamente enfeitada que, de alguma forma, trazia uma sensação de conforto. Olhei para a árvore por um momento, perguntando-me se este seria o ano em que faria algo realmente memorável. Tinha decidido convidar-te para um jantar, algo íntimo e especial, só nós dois. Sabia que estavas ocupado, mas prometeste-me que virias.
O som da campainha tirou-me dos meus pensamentos. O meu coração batia tão forte que parecia querer fugir do peito. Abri a porta, e lá estavas, envolto num casaco grosso, o rosto corado do frio, com aquele sorriso que sempre me desarmava.
"Olá," disseste, a voz gentil.
Convidei-te para entrar, tentando controlar a ansiedade. Fizemos o nosso melhor para manter o clima leve durante o jantar, mas eu podia sentir o peso das palavras que estavam presas em mim, lutando para serem ditas. Cada vez que rias, cada vez que me olhavas, o desejo de te contar o que sentia aumentava. E, ao mesmo tempo, o medo aumentava na mesma proporção.
Depois do jantar, sugeri que ficássemos na sala. Acendi a lareira, e sentámo-nos no sofá, o ambiente aquecido e reconfortante, como se o universo conspirasse para aquele momento ser perfeito. A luz das chamas dançava no teu rosto, e não consegui deixar de me perder nos teus olhos. Sabia que não havia melhor momento do que aquele. Respirei fundo, lutando para encontrar as palavras certas.
"Sabes," comecei, a minha voz baixa. "Há algo que tenho tentado dizer-te há algum tempo."
O teu olhar fixou-se em mim, intrigado, mas silencioso, como se soubesses que eu precisava de um momento para reunir coragem.
"Tenho sentido... tenho sentido coisas que não sei bem como explicar," continuei, tropeçando nas palavras, sem conseguir esconder o nervosismo. "Eu sempre pensei que sabia o que queria, que sabia o que sentia, mas... tu apareceste e, bem, o meu mundo virou-se do avesso."
Uma expressão suave tomou conta do teu rosto, mas continuaste em silêncio, dando-me o espaço que eu precisava.
"Não foi de repente, sabes? Foi aos poucos, cada momento contigo, cada conversa, cada riso partilhado. E agora, aqui estamos, e eu percebi que não posso mais fingir que tudo isso não significa algo para mim. Eu... acho que estou apaixonado por ti."
O silêncio que se seguiu foi quase ensurdecedor. A incerteza dançava no meu peito como um fogo selvagem, alimentada pelo medo do desconhecido. Será que tinha dito demais? Será que tinha arruinado tudo?
Mas então, para minha surpresa, sorriste. Não um sorriso de compaixão ou de pena, mas um sorriso genuíno, um que fazia os teus olhos brilharem ainda mais.
"Sabes, Lando...," começaste, a tua voz suave e calorosa. "Eu... também não sou indiferente ao que partilhamos. Na verdade, se eu for honesto, eu também me sinto assim há algum tempo."
As tuas palavras foram como um bálsamo para a minha alma, e não consegui evitar um sorriso de alívio. Era um sentimento indescritível, como se finalmente tivesse encontrado o meu lugar, aquele pedaço de paz que procurava há tanto tempo. Estavas ali, ao meu lado, a olhar para mim com o mesmo amor que eu sentia, e, pela primeira vez, senti que estava onde deveria estar.
"Eu não sabia que sentias o mesmo," confessei, um sorriso tímido surgindo no meu rosto. "Achei que estava a imaginar coisas, que talvez só fosse uma loucura minha."
Riste, um som suave e sincero que fez o meu coração derreter ainda mais. "Lando, às vezes acho que tu és o último a perceber quando alguém se importa contigo."
A tua mão procurou a minha, entrelaçando os nossos dedos com uma facilidade que parecia natural, como se fosse sempre para ser assim. Ficámos ali, na sala iluminada pela lareira, envoltos naquele silêncio confortável, como se o resto do mundo tivesse deixado de existir. Não havia pressa, não havia pressão. Apenas eu e tu, a certeza de que o que sentíamos era mútuo.
A noite passou num piscar de olhos, e, quando finalmente fomos até à varanda, o céu estava coberto de estrelas, como uma promessa silenciosa de tudo o que o futuro poderia reservar para nós. Abracei-te, e ali, sob o manto da noite e das luzes de Natal que decoravam a cidade, tudo parecia perfeito.
A vida continuaria, o mundo giraria, e eu voltaria à pista, mas sabia que, não importa onde fosse, agora tinha um pedaço do meu coração onde ele deveria estar: contigo. E, enquanto te apertava nos meus braços, senti, finalmente, a paz que procurei em tantas corridas, em tantas vitórias.
Esse era o meu Natal perfeito, e tu eras o melhor presente que eu poderia ter.
Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.
E Bom Natal!
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F1 Imagines
Fanfic*F1 Imagines* é um livro que mergulha na imaginação criativa dos fãs da Fórmula 1, oferecendo uma experiência única e imersiva. Cada página captura momentos vibrantes e intensos, permitindo aos leitores vivenciar histórias fictícias com seus pilotos...
