Daniel Ricciardo- Body On Me

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Tocar Música da Midia!

Daniel POV

A noite caía devagar, espalhando um manto de sombras suaves sobre a cidade. O reflexo dos candeeiros dançava nas ruas molhadas pela humidade da noite, e o ar transportava um cheiro morno de terra e jasmim. Estacionei o carro junto ao apartamento dela, desliguei o motor e recostei-me contra o banco, respirando fundo antes de sair. O meu peito estava pesado com um desejo que ia para além da carne, algo visceral, um fogo que queimava sob a pele.

S/N abriu a porta com um sorriso terno, vestindo uma camisola larga que lhe caía pelo ombro, revelando a curva suave da clavícula. O seu cabelo estava solto, um pouco desarrumado, como se tivesse acabado de sair do duche ou tivesse estado deitada a ler. O olhar dela percorreu-me com suavidade, e senti o meu corpo reagir de imediato, como se cada célula estivesse sintonizada com a presença dela.

— Entraste num mundo só teu? — perguntou ela, inclinando ligeiramente a cabeça, como quem estuda um mistério.

Sorri, passando a mão pela nuca.

— Talvez... — murmurei, dando um passo em frente. — Estava a pensar em ti.

Ela riu-se, um som leve e melódico que ecoou no corredor. Puxou-me pela mão para dentro do apartamento, fechando a porta atrás de nós. O cheiro dela envolveu-me, aquela mistura de baunilha e algo indefinível, algo que era simplesmente... ela.

Fomos para a sala, e ela afundou-se no sofá, abraçando uma almofada. Sentei-me ao lado dela, os nossos corpos perto o suficiente para sentir o calor um do outro. A televisão estava ligada num volume baixo, mas não prestei atenção ao que passava. A minha mente estava totalmente ocupada por S/N.

— Estás estranhamente calmo hoje, Ricciardo — provocou ela, com um brilho divertido nos olhos. — Algo na tua mente?

Os meus dedos deslizaram devagar pela coxa dela, num gesto inconsciente. Senti a respiração dela hesitar por um instante antes de voltar ao ritmo normal.

— Sim — admiti, sem desviar o olhar. — Estás na minha mente. Tu e este desejo que me consome.

Ela não recuou. Nunca recuava. Em vez disso, segurou o meu rosto entre as mãos e olhou-me nos olhos, como se procurasse ler tudo aquilo que eu não conseguia expressar por palavras.

— Daniel... — sussurrou, o meu nome a morrer nos seus lábios como uma prece.

O meu corpo inclinou-se para o dela, atraído por uma força inevitável. As nossas respirações misturaram-se, e a minha mão subiu pela sua perna, subindo com lentidão pela pele macia. Ela fechou os olhos por um instante, e foi nesse momento que soube que queria gravar cada detalhe dela na minha memória: a forma como os seus lábios entreabriam num suspiro, a maneira como o seu peito subia e descia, a luz quente da sala a acariciar-lhe a pele.

— Diz-me que também sentes isto — pedi, num tom rouco, a minha boca perigosamente perto da dela.

Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, os seus lábios encontraram os meus num beijo que começou lento, mas rapidamente se tornou mais urgente. Segurei a sua cintura, puxando-a para o meu colo, e senti o corpo dela moldar-se ao meu, como se tivéssemos sido feitos para encaixar um no outro.

Cada toque dela deixava um rastro de fogo na minha pele. Os meus dedos deslizaram sob a camisola larga, encontrando a pele nua das suas costas, e ela arqueou-se contra mim, os nossos corpos dançando num ritmo próprio. O desejo era um rio que nos arrastava, e eu queria deixar-me levar, queria perder-me nela.

Afastei-me apenas o suficiente para olhar para ela. Os seus olhos brilhavam, os lábios inchados pelos beijos, e o seu peito subia e descia num ritmo acelerado. Corri os dedos pelo seu rosto, descendo pelo pescoço, pela linha do ombro.

— És tão bonita... — murmurei, a minha voz carregada de admiração.

Ela sorriu, mordendo o lábio inferior de forma involuntária, um gesto que me fez perder o controlo por um instante. Inclinei-me e deixei um trilho de beijos pelo seu pescoço, sentindo-a estremecer sob mim.

A noite desenrolou-se entre carícias, sussurros e risos abafados. Entrelaçámo-nos de uma forma que transcendia o físico, como se os nossos corpos apenas fossem um reflexo do que acontecia entre as nossas almas. Eu queria que ela soubesse que não era apenas desejo carnal. Era mais. Sempre tinha sido mais.

E naquela noite, entre os lençóis revoltos e os raios da lua que espreitavam pela janela, deixei que ela visse tudo. Deixei que ela visse a minha entrega, o meu amor silencioso, o anseio de ser dela em todos os sentidos possíveis. E quando os nossos corpos finalmente cederam ao cansaço, fiquei apenas ali, a observá-la, traçando padrões invisíveis na sua pele com a ponta dos dedos.

— Ainda estás a pensar em mim? — murmurou ela, sonolenta, com um sorriso nos lábios.

Apertei-a contra mim, deixando um beijo no seu cabelo.

— Sempre, S/N. Sempre.

Olá pessoal! Espero que tenham gostado deste imagine. Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.

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