Oscar Piastri- Christmas Love

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Tocar Música da Midia!

Oscar POV

O Natal sempre teve aquele encanto peculiar para mim, mas confesso que, este ano, é diferente. Ao meu lado, tenho alguém que transforma cada momento em algo mais luminoso, mais especial. Nunca fui um tipo de sentimentalismos exacerbados, mas agora, ao olhar para S/N, sinto uma necessidade genuína de expressar tudo aquilo que carrego no peito.

Estamos em casa, rodeados pelo calor de luzes natalícias, o cheiro a bolachas frescas no ar e um silêncio doce que preenche o espaço entre nós. S/N ajeita algumas das decorações na árvore, concentrada, com aquele sorriso despreocupado que me encanta tanto. E eu, incapaz de resistir, aproximo-me e puxo-a para mim, desejando eternizar este instante.

— Sabes, nunca pensei que o Natal pudesse ter um significado tão profundo — digo, quase a sussurrar.

Ela sorri, um sorriso cúmplice, e inclina a cabeça ligeiramente, como quem quer saber mais.

— Antes de ti, o Natal era só uma época com alguma comida a mais e família reunida. Bom, claro. Mas contigo, sinto que o Natal é um lugar — explico, sentindo o peso das palavras a fluir de mim, como se cada palavra tivesse estado guardada este tempo todo, à espera do momento certo.

Ela ri suavemente, com um brilho nos olhos que só vejo nela. É engraçado como ela parece ler cada pequena nuance do que eu sinto. Sinto-me seguro, vulnerável mas tranquilo, como se a minha armadura pudesse finalmente cair, sabendo que aqui, neste momento, não preciso dela.

— Oscar, tu és um romântico incorrigível, não sabias? — brinca ela, mas com um tom caloroso que deixa transparecer que me entende, que acolhe cada uma das minhas palavras como um presente.

Acaricio-lhe o rosto, sem pressa, enquanto a observo. Quero que ela saiba que todas as horas, dias, e meses ao seu lado têm sido uma descoberta constante de paz, de felicidade simples e pura, que me traz uma tranquilidade que desconhecia. A vida de um piloto é tudo menos calma; sempre há algo a perseguir, um milésimo de segundo a melhorar, um objetivo inalcançável que teima em chamar. Mas ao lado dela, encontro um porto seguro, um lugar onde posso, finalmente, ser apenas eu.

— Sabes o que sinto? — pergunto, ciente de que talvez as palavras nunca sejam o suficiente para expressar a profundidade daquilo que trago no coração.

Ela olha para mim, silenciosa, e assente com um gesto quase impercetível, dando-me espaço para continuar.

— Gratidão. Gratidão por tudo aquilo que somos juntos, por cada instante, cada olhar. Por seres tu. Por estares aqui e escolheres estar aqui comigo, sempre, apesar de tudo — murmuro, segurando-lhe as mãos entre as minhas. — Este ano, não sei como, transformaste o Natal em algo... eterno, talvez?

Ela fica em silêncio, mas os seus olhos dizem mais do que qualquer palavra. Eu vejo ali o espelho dos meus próprios sentimentos, uma compreensão mútua que não exige explicação. No fundo, é isso que faz o amor tão poderoso — esta capacidade de entender o outro sem necessidade de frases completas ou discursos.

S/N toca-me suavemente no braço e, num instante de intimidade silenciosa, encosta a cabeça ao meu ombro. Ficamos assim, juntos, sem pressas, saboreando o momento como se o tempo estivesse a nosso favor.

— Sabes, também me sinto grata — diz ela, por fim, a voz baixa e serena. — Por cada momento, cada pequeno detalhe. És mais do que imaginei, Oscar. És o meu lar.

Essas palavras ecoam dentro de mim, enchendo-me de uma emoção que quase não consigo conter. Abraço-a mais forte, sentindo a sua presença, o seu calor, o perfume suave que sempre me acalma. Este é o verdadeiro presente, penso. É esta conexão, este sentimento tão honesto e profundo que vai além de qualquer sucesso, troféu ou vitória.

Naquele momento, percebo que o nosso amor é, em si, um milagre. Algo tão raro e precioso que me enche de uma humildade genuína, uma vontade de preservar esta felicidade, de lhe dar tudo o que tenho e mais.

O meu olhar vagueia pela sala, pela árvore decorada, pelas luzes que piscam num ritmo sereno, como se estivessem também a ouvir cada batida do nosso coração. Pego numa das pequenas bolas de Natal e, com uma ponta de ternura, coloco-a entre nós.

— Vamos fazer um brinde? — pergunto, num tom divertido, tentando disfarçar a emoção.

Ela ri-se, cúmplice, e faz o mesmo. Com um gesto gracioso, toca na bola de Natal que está entre nós como se fosse um copo de champanhe invisível.

— Ao nosso amor — murmuro, selando o momento com um beijo leve.

— Ao nosso amor e à nossa aventura — responde ela, a sorrir.

A noite segue, envolvida nesta magia suave e inexplicável. Juntos, somos uma ilha de calma no meio de uma vida agitada. E enquanto vejo S/N a rir, a falar sobre os planos para o ano novo, sobre os nossos sonhos e aventuras por vir, sinto-me, uma vez mais, abençoado.

O verdadeiro presente, percebo agora, não é algo que possamos desembrulhar, mas sim este amor, esta compreensão profunda, esta paz que encontrei ao lado dela. Sorrio, sabendo que, no fundo, o melhor presente que recebi este Natal não é material — é o simples, maravilhoso facto de ter S/N ao meu lado, neste momento, agora e sempre.

Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.
E Bom Natal!

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