Max Verstappen -Christmas Got Me Blue

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Tocar Música da Midia!

Max POV

Os primeiros sinais do Natal começam a surgir nas ruas de Monaco. A cidade, que normalmente é um refúgio de silêncio entre as corridas, transforma-se numa espécie de cena de conto de fadas — as luzes piscam como estrelas caídas, as vitrinas das lojas tornam-se uma mistura de sonhos e consumismo. Eu, que sempre estive mais focado nas pistas do que na festividade, começo a notar algo diferente este ano. Talvez seja o silêncio, ou a sensação de que algo está faltando.

Nunca fui muito fã de Natal. Para mim, sempre foi sinónimo de corridas interrompidas, do cansaço de uma temporada cheia, e da pressão que a família coloca sobre todos os momentos que não envolvem o trabalho. Na maioria das vezes, o Natal significava estar num hotel, num país desconhecido, sem conseguir voltar para casa, ou com a sensação de que não estava realmente em nenhum lugar. Um feriado, claro, mas para mim sempre pareceu mais uma pausa obrigatória do que uma celebração verdadeira.

Mas este ano... este ano é diferente. Sinto um vazio. Não é a solidão — não estou sozinho, estou com a minha família, com os amigos. Mas há algo no ar, algo que não sei como explicar, como se a correria do mundo não conseguisse ser apagada pelo brilho das luzes de Natal.

Enquanto olho pela janela do meu apartamento, a cidade parece estar a adormecer lentamente. O azul profundo do céu começa a ceder lugar ao lilás e ao dourado, típicos das noites de inverno. O vento, que começa a soprar do mar, traz consigo o som distante das festas que acontecem pelas ruas, mas eu estou ali, sentado na minha poltrona, a pensar. O que é o Natal, realmente? Qual é a sua essência?

"Max, queres ir dar um passeio?", pergunta Kelly, a minha namorada. Eu sei que ela sente a minha distância, mas ela também sabe que, por mais que eu tente, é difícil para mim desligar da competição. O carro está sempre na minha mente, e até no Natal, é ele que me puxa.

"Vamos dar uma volta, sim", respondo. Levanto-me, abro a porta e saio para o frio da noite, onde a cidade, com suas luzes douradas, parece mais distante do que nunca.

Caminhamos pela cidade, e a cada passo, sinto-me mais em paz. As ruas de Monaco, agora decoradas, tornam-se um cenário de uma festa que nunca estive completamente disposto a fazer parte. O contraste entre a beleza do lugar e a frieza do ar me faz lembrar que, por mais que tentemos, não podemos escapar da realidade. A vida, com seus altos e baixos, não faz exceções para ninguém, nem para mim, um piloto de F1.

Vemos uma árvore de Natal gigante na praça central, a sua majestade é inegável. O cheiro a pinheiro mistura-se com o ar gelado, e o som distante de uma música festiva parece tocar em sintonia com o que se passa dentro de mim. Aqui estou eu, Max Verstappen, uma das figuras mais conhecidas da Fórmula 1, sentado num banco de praça, a pensar na vida.

"O que pensas?", Kelly pergunta, interrompendo os meus pensamentos.

"Só no que...", hesito. "No que poderia ser, no que deveria ser."

Ela olha-me com um sorriso compreensivo, mas eu sei que a ideia de que as coisas poderiam ser diferentes não é algo fácil de entender para quem não vive a pressão constante de ser o melhor. O Natal, com toda a sua magia, parece-me, neste momento, mais uma lembrança do que não tenho. A velocidade, a luta, as vitórias, tudo isso se torna cada vez mais insuportável quando a ideia de descanso se torna mais urgente.

"O Natal não é sobre ser o melhor, Max. É sobre encontrar algo para celebrar, algo que te faça sentir que estás a viver, e não a correr."

Ela tem razão. Eu corro o tempo inteiro, não só nas pistas, mas também na vida. A sensação de estar sempre em movimento, de nunca parar, de nunca sentir o peso da pausa. Eu estou sempre a fugir do que realmente importa. O que é o Natal senão um lembrete de que há algo mais, algo que não é alcançado com a aceleração do carro, mas com a calma do espírito?

Demos mais alguns passos, e o silêncio da cidade parece fazer-se mais forte, mais presente. O vento que passa pelas ruas traz consigo uma estranha sensação de nostalgia. Não é uma nostalgia feliz, mas uma dor suave, que se mistura com as lembranças de tempos passados, de coisas que não voltam mais.

Fico a pensar nos Natais da minha infância. Lembro-me de estar com a minha mãe, com o meu pai, longe dos holofotes, longe das câmeras, longe da pressão. Lembro-me das risadas, das conversas ao redor da mesa, da alegria simples que o Natal trazia. Mas isso já faz muito tempo, e agora, olhando para o que sou, para o que a minha vida se tornou, percebo que perdi parte disso. O meu Natal, o que restava dele, foi-se diluindo entre os sucessos e fracassos da minha carreira.

Chegamos a um café pequeno, uma vitrine enfeitada com bolos e doces típicos da época. A vitrine é iluminada por pequenas luzes douradas, que acentuam o calor do interior. Sento-me à mesa, ainda com o pensamento distante.

"Eu sei o que está a passar pela tua cabeça, Max", Kelly diz com um olhar que conhece bem a minha mente. "Mas o Natal não tem de ser perfeito. Não precisa de ser grandioso ou cheio de festas. Às vezes, é só uma pausa para pensar no que é importante, no que realmente importa."

Ela tem razão, mas ainda assim, há algo dentro de mim que se recusa a acreditar. A competição, as corridas, a constante necessidade de estar em cima do pódio... tudo isso rouba o que resta daquilo que seria o verdadeiro significado do Natal.

É, talvez, por isso que o Natal este ano me parece amargo. Porque me lembra do que deixei para trás, do que poderia ter sido. E, no entanto, também é uma oportunidade. Uma oportunidade de parar, de respirar e de perceber que, apesar da velocidade e da pressão, há mais na vida. Há espaço para momentos de calma, para as pequenas coisas que, por mais que tente, não posso controlar.

E talvez seja isso que o Natal realmente seja. Não um momento perfeito, mas uma pausa, uma oportunidade de refletir, de lembrar o que é verdadeiramente importante. É claro que, no meu mundo, a competição nunca vai parar. Mas, talvez, eu possa aprender a encontrar um equilíbrio, a fazer as pazes com o lado amargo do Natal e a aceitar que a felicidade não está só na linha de chegada, mas nas pequenas paradas ao longo do caminho.

Olá pessoal! Espero que tenham gostado deste imagine.
E Bom Natal!

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