Tocar Música da Midia!
Oscar POV
2024 estava a chegar ao fim. O mundo girava depressa, como sempre, mas ao mesmo tempo parecia que os dias corriam mais devagar quando estava contigo. O frio do inverno envolvia os dias em neblina, e o cheiro a lenha queimada misturava-se com a brisa cortante, mas nada conseguia apagar o calor que vinha do meu peito sempre que os teus olhos se cruzavam com os meus.
Às vezes, perguntava-me como é que o tempo pode ser tão cruel e tão gentil ao mesmo tempo. É que quando te conheci, senti que um relâmpago tinha rasgado o céu, iluminando todos os cantos da minha vida que eu nem sabia que estavam mergulhados em escuridão. S/N, como é que conseguiste isso? Como é que uma pessoa consegue ser um sol tão terno e devastador ao mesmo tempo?
Lembro-me bem do dia em que os nossos caminhos se cruzaram. Um momento banal, quase insignificante. Uma conversa casual, uma gargalhada partilhada. Nada de extraordinário, e no entanto, como algo tão simples pode marcar uma vida inteira? Tu estavas ali, de cabelo despenteado pelo vento, um sorriso escondido nos cantos dos lábios, e eu fiquei estúpido. Nem o volante do carro, nem os travões, nem os circuitos cheios de voltas complexas me prepararam para aquela sensação.
Agora, no final de mais um ano, no final do meu segundo ano completo na Fórmula 1, percebo que 2024 foi muito mais do que vitórias e derrotas. O que são pódios, o que é a glória, quando comparados ao som do teu riso? É engraçado como as luzes dos holofotes e o zumbido constante das entrevistas perdem o brilho e o ruído quando te encontro à minha espera, num canto qualquer do paddock ou quando me lanças uma mensagem inesperada: "Estás a dar tudo, mas não te esqueças de sorrir".
E sorrio. Sempre. Porque tu estás aqui.
Não é fácil explicar a vida que levo. Os treinos que começam antes do sol nascer, as viagens intermináveis, as corridas que são ganhas ou perdidas num piscar de olhos. É um mundo que exige tudo de nós, corpo e alma, deixando pouco espaço para respirar. Mas tu, S/N, trouxeste essa pausa para a minha vida. Um lugar onde posso descansar, sem pressão, sem expectativas. Um refúgio onde sou apenas o Oscar, sem capacete, sem fato de corrida, sem microfones. Contigo, o meu mundo desacelera.
Hoje, enquanto caminho pelas ruas de Melbourne, a minha cidade natal, sinto uma calma inexplicável. É véspera de Ano Novo, e as luzes de Natal ainda decoram os passeios e as montras. O frio é substituído pelo calor do verão australiano, mas há uma nostalgia no ar. Lembro-me dos Natais passados, dos sonhos de criança, quando imaginava o meu futuro. Na altura, não sabia que ia encontrar-te. Não sabia que a felicidade podia ter um nome.
O telemóvel vibra no bolso. É uma mensagem tua: "Onde estás? Está quase na hora."
Quase na hora. A contagem decrescente para o novo ano, a promessa de novos começos e de dias ainda mais bonitos. Mas, na verdade, não preciso de nada novo. Tudo o que preciso já está aqui.
Quando chego ao local combinado – uma pequena esplanada à beira-mar – vejo-te ao longe. Tens uma camisa leve, branca, e o cabelo à solta, dançando com a brisa do oceano. As tuas mãos estão fechadas em concha, a tentar proteger uma chama pequena de uma vela que decidiste acender ali mesmo. Não há mais ninguém à volta. Apenas tu, a areia e o som das ondas.
Aproximo-me devagar, com receio de interromper aquele momento. Quando levantas os olhos, lanças-me o teu sorriso familiar, aquele que ilumina tudo. "Estás atrasado," dizes, num tom de brincadeira.
Sento-me ao teu lado, e a tua mão procura a minha. É um gesto simples, mas que me faz sentir invencível.
"Estás pronto para 2025?" perguntas, olhando para o horizonte. A voz é suave, quase perdida no vento.
Não respondo logo. Olho para ti, para os teus olhos que refletem as estrelas que começam a aparecer no céu. Penso em tudo o que vivemos este ano: as viagens, os pequenos-almoços apressados em aeroportos, as conversas longas nas noites de insónia, as mãos dadas sob mesas de restaurantes cheios. Penso nos abraços silenciosos quando as coisas corriam mal, e nas danças espontâneas no meio da sala quando tudo corria bem.
"Desde que estejas comigo, estou pronto para tudo," respondo, finalmente.
O teu olhar suaviza e aperto a tua mão com mais força. Já não tenho medo do futuro. Já não sinto o peso do desconhecido. Porque sei que, aconteça o que acontecer, ter-te ao meu lado será sempre a minha maior vitória.
Quando o relógio marca a meia-noite, lançam-se fogos de artifício ao longe. O céu enche-se de luz e cor, mas tudo parece pequeno comparado ao brilho que sinto por dentro. Beijas-me com ternura, e naquele momento, o mundo para.
Nunca pensei que o amor pudesse ser assim. Simples. Pacífico. Mas também grandioso, arrebatador. Sempre achei que a felicidade estava em quebrar recordes, em ultrapassar os limites, em ouvir os aplausos. Mas agora percebo que a felicidade é isto: estar aqui, contigo, num momento que é só nosso.
Enquanto te abraço, penso que 2024 foi o ano em que aprendi a amar de verdade. Não o amor efémero ou as paixões passageiras, mas aquele amor que fica, que cresce, que nos transforma.
E assim, no fim de um ano e no começo de outro, sinto que tenho tudo. Porque, no fundo, tudo o que sempre procurei estava aqui: nos teus olhos, no teu riso, nas tuas mãos entrelaçadas nas minhas.
"Feliz Ano Novo, Oscar," sussurras-me ao ouvido.
E eu sorrio, porque sei que será, enquanto estivermos juntos.
Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.
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F1 Imagines
Fanfiction*F1 Imagines* é um livro que mergulha na imaginação criativa dos fãs da Fórmula 1, oferecendo uma experiência única e imersiva. Cada página captura momentos vibrantes e intensos, permitindo aos leitores vivenciar histórias fictícias com seus pilotos...
