Charles Leclerc- Beautiful Christmas

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Tocar Música da Midia!

Charles POV

Sentado à janela, observo a neve a cair lá fora. Flocos pequenos e delicados cobrem as ruas de Mónaco, um manto branco que transforma a cidade num cenário digno de filme. Mónaco raramente vê a neve, mas quando acontece, traz consigo uma aura de magia que não se sente todos os dias. Com a casa aquecida, luzes de Natal a brilhar por todo o lado e uma chávena de chocolate quente entre as mãos, dou por mim a sorrir, embalado pela tranquilidade que o fim do ano me traz.

Este ano, tenho a sorte de partilhar estes momentos com S/N. Ela está aqui, ao meu lado, e não consigo evitar a sensação de que tudo é ainda mais especial. Olho para ela, sentada no chão, concentrada a embrulhar um presente com fitas douradas e papel vermelho. A sua expressão é de puro foco, a língua levemente de fora – uma expressão tão dela. Dou uma gargalhada baixa, e ela ergue o olhar, os olhos brilhantes de curiosidade.

– O que foi? – pergunta, divertida.

– Nada, só estava a pensar em como consegues estar ainda mais linda nestes dias de inverno.

Ela revira os olhos, fingindo-se aborrecida, mas sei que gosta. Ela tenta disfarçar, mas a vermelhidão nas suas bochechas denuncia-a, e sinto o peito aquecer só por a ver assim. Puxo-a para perto de mim, e juntos, observamos a árvore de Natal, carregada de decorações que escolhemos juntos, cada uma com um significado especial. Há uma estrela que comprámos numa pequena loja durante uma das corridas em Barcelona e um pequeno trenó que encontrei em Milão, lembranças de aventuras vividas a dois.

– Achas que o Mick vai gostar do presente? – pergunta S/N, referindo-se ao nosso amigo.

– Tenho a certeza. Ele vai adorar. Foi uma escolha perfeita, como sempre.

Ela sorri, um sorriso que me aquece mais do que qualquer lareira poderia. A verdade é que, no meio das corridas, viagens e pressões, momentos como estes são raros. Um simples Natal em casa, sem o frenesim das pistas, sem a adrenalina que corre nas veias, só eu, ela e este sossego que me lembra o que realmente importa. Não há troféus nem bandeiras, apenas nós, a viver um momento que guardarei para sempre.

Decidimos sair para dar um passeio e absorver a magia que tomou conta de Mónaco. As ruas estão iluminadas, as vitrines decoradas com enfeites de Natal. Há pessoas a rir, a tirar fotos, crianças a correr e a brincar. Sinto que estou a ver a cidade com outros olhos, talvez com os olhos de alguém que finalmente entende o que é estar em paz, longe dos ruídos e das exigências que a vida no desporto me traz.

Entramos numa pequena pastelaria, onde o cheiro a bolos acabados de fazer nos envolve como um abraço. Pedimos uns croissants e chá quente. Sentamo-nos numa mesa ao fundo, e ficamos ali, sem pressa, a conversar sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Ela fala-me das memórias de infância, de como celebrava o Natal em família, das tradições que sempre seguiram. Falo-lhe dos meus, das poucas vezes em que conseguíamos estar todos juntos nesta época, por causa do ritmo louco das corridas. Sinto que estou a partilhar partes de mim que nunca tinha partilhado com ninguém.

Quando voltamos para casa, sinto-me estranhamente leve. Há uma paz que se instalou em mim, uma sensação de pertença, como se tudo, por fim, estivesse no lugar certo. Juntos, começamos a preparar o jantar, a trocar risos e toques furtivos, num jogo que só nós entendemos. Preparamos um assado, batatas e legumes, e brindamos com um vinho que comprei numa das viagens a Itália.

Depois do jantar, S/N leva-me até à varanda, onde preparou uma surpresa. Com algumas velas e cobertores, transformou o espaço num recanto acolhedor, onde o frio da noite não consegue afastar o calor que nos envolve. Sentamo-nos lado a lado, e ela começa a contar uma história sobre uma estrela que guiava os navegantes no tempo dos descobrimentos. Fala com paixão, e eu fico preso em cada palavra, fascinado não só pela história, mas pelo brilho nos seus olhos. Ela faz-me querer ser melhor, ser alguém que mereça este amor que parece ter nascido de um milagre.

– Sabes, nunca pensei que o Natal pudesse ser assim – confesso, a minha voz baixa, mas cheia de sinceridade.

– Como assim? – pergunta ela, encostando a cabeça ao meu ombro.

– Tão... completo. Sempre foi uma época de correrias, de tentar estar em toda a parte e com toda a gente, mas agora percebo que não preciso de muito para ser feliz. Preciso apenas disto. De nós.

Ela olha para mim, e vejo a emoção a inundar-lhe o rosto. Não há necessidade de palavras. Ficamos ali, num silêncio que não é vazio, mas sim cheio de tudo o que não precisamos dizer.

Quando, finalmente, decidimos entrar, pegamos nas almofadas e estendemo-nos no chão da sala, onde ficamos a ver as luzes da árvore de Natal a piscar, hipnotizados pelo seu brilho suave. A noite vai avançando, e vamos perdendo a noção do tempo. Rimos, partilhamos sonhos e segredos, planos para o futuro e desejos que nunca dissemos em voz alta.

E é assim que, numa noite tranquila, com neve a cair lá fora, percebo que encontrei o meu lar.

Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.
E Bom Natal!

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