Tocar Música da Midia!
Logan POV
O vento salgado do oceano entra pela janela entreaberta, misturando-se ao cheiro já familiar de um outono que chega devagar. O relógio na parede marca uma hora qualquer, mas o tempo perdeu significado para mim há muito tempo. S/N. O teu nome ainda pesa na minha garganta como se o dissesse agora, como se ainda estivesse nos teus braços, como se nunca tivesses ido embora.
Há certos lugares que guardam histórias dentro de si. Lugares que respiram memórias, que sussurram ausências. Este pequeno apartamento, agora silencioso, um dia foi testemunha de risos abafados debaixo dos lençóis, de promessas ditas entre beijos, de discussões que terminavam com a tua testa encostada à minha, os olhos fechados, o peito arfante. "Não te esqueças de mim", disseste uma vez. Eu ri, achando absurda a ideia de te esquecer. Mas agora vejo o quão cruéis podem ser as palavras ditas sem a consciência do futuro.
A minha carreira levou-me a lugares que nunca imaginei ver, a correr por circuitos que pareciam sonhos materializados. E no meio de tudo isso, na velocidade que me roubava o fôlego, tu foste a minha única constância. Sempre ali, no final de cada corrida, nos momentos de vitória e nos dias de derrota. O teu toque era a única coisa que me ancorava à realidade quando a adrenalina se dissipava. Mas, eventualmente, nem mesmo o amor que tínhamos foi suficiente para lutar contra a distância, contra os silêncios que se alongavam, contra as palavras que ficaram por dizer.
Lembro-me do último dia. Da mala encostada à porta, das tuas mãos trémulas a segurarem as minhas pela última vez. "Se me pedires para ficar, eu fico". Mas eu calei-me. Não por não querer, mas por não saber como impedir algo que já parecia destinado a acontecer. Sempre acreditei que o tempo, de alguma forma, nos traria de volta um ao outro. Agora, já não sei se ainda acredito nisso.
Percorro as ruas da cidade, cada esquina carregando o eco do que fomos. O café onde me esperavas depois dos treinos, os teus olhos brilhando ao ver-me entrar. A livraria onde me ensinaste a gostar de poesia, rindo do meu embaraço ao ler versos sobre amor. O banco do parque onde passámos uma noite inteira a falar sobre o futuro, sem saber que um dia esse futuro nos faria estranhos.
Regresso ao apartamento, e a solidão é quase tangível. Passo os dedos por uma fotografia já desbotada, os nossos rostos congelados num instante que parece de outra vida. Pergunto-me se ainda pensas em mim, se algum lugar do mundo guarda um pedaço teu que ainda me pertence. Pergunto-me se, em alguma noite solitária, sussurras o meu nome como eu sussurro o teu.
O amor, dizem, é uma coisa cruel. Não pela forma como termina, mas pela forma como nunca termina completamente. Porque ainda te vejo nos meus sonhos, ainda te encontro nas melodias que tocam ao acaso, ainda sinto o fantasma do teu toque nos dias frios. Ainda te amo, mesmo quando o mundo insiste que siga em frente. Mas como seguir em frente quando cada pedaço de quem sou ainda carrega o peso do que fomos?
Saio para a varanda e deixo o vento levar um pouco do que sinto, como se isso fosse possível. Respiro fundo, esperando que a noite me traga alguma resposta, alguma forma de fazer as pazes com este vazio. Mas tudo o que recebo é o eco da tua voz na minha memória, repetindo aquilo que nunca tive coragem de dizer de volta: "Não te esqueças de mim".
E a verdade é que nunca o fiz. Nunca o farei.
Olá pessoal! Espero que tenham gostado deste imagine. Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.
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F1 Imagines
Fanfic*F1 Imagines* é um livro que mergulha na imaginação criativa dos fãs da Fórmula 1, oferecendo uma experiência única e imersiva. Cada página captura momentos vibrantes e intensos, permitindo aos leitores vivenciar histórias fictícias com seus pilotos...
