Tocar Música da Midia!
Daniel POV
O sol ainda descansava sobre o horizonte quando o silêncio da manhã foi quebrado pela vibração do telemóvel no meu bolso. Olhei para o ecrã e vi uma notificação – uma mensagem de S/N. Por alguma razão, o meu coração acelerou, um reflexo quase automático, como se soubesse que, independentemente do que estivesse escrito, aquele texto já carregava um significado que ia além das palavras.
Abri a mensagem. "Bom dia, Daniel. Como estás hoje?"
Era uma pergunta simples, mas, vinda de S/N, parecia ter um peso diferente, uma sinceridade silenciosa. Sorrio, porque entre todas as pessoas do mundo, ela sempre soube como me alcançar, mesmo nas frases mais pequenas. Tinha aquele dom de transformar qualquer coisa num gesto de cuidado, como se cada palavra fosse uma promessa de presença.
Respondi rapidamente: "Bom dia, S/N. Estou bem, obrigado. E tu?"
Uma pausa. Olhei para a janela, para o céu matinal pintado de tons suaves, e senti algo estranho, como se o simples ato de falar com ela pudesse iluminar o meu dia, mesmo antes de ele realmente começar.
Em minutos, o telemóvel vibrou novamente. A resposta dela apareceu, e li devagar, como se cada palavra merecesse o seu próprio momento de apreciação. "Estou bem. O que tens planeado para hoje?"
Pensei por um momento. Tinha treino, sim. Uma agenda cheia de compromissos, entrevistas, reuniões... a vida sempre corrida de um piloto de Fórmula 1. Mas nada disso parecia importar agora. Tudo o que me importava era estar ali, naquela troca simples, quase como se o tempo fosse moldado pelas mensagens que iam e vinham.
"Planos? Nada de especial," respondi, fugindo um pouco da verdade. "Apenas a rotina."
Ela respondeu rapidamente. "Às vezes, a rotina tem os seus encantos."
Sorri. Como sempre, S/N tinha razão. Ela conseguia ver beleza nas coisas mais comuns. E foi nesse momento que percebi o quanto aquele dia podia ser transformado, apenas com a perspetiva certa.
Assim continuamos, numa troca de palavras que, por si só, parecia bastar. Perguntas simples, respostas leves, como se ambos soubéssemos que, no fundo, a intenção era o que realmente contava. Era como dançar – cada mensagem um passo, uma coreografia que só nós conhecíamos. Nenhum assunto era demasiado pequeno, nenhum detalhe insignificante. Falámos de café, de viagens, de memórias distantes, de sonhos ainda por realizar.
"S/N, já te disse que adoro quando me envias mensagens pela manhã?" Digitei antes de pensar. Era verdade. Era uma sensação reconfortante, como se as palavras dela me ajudassem a encontrar equilíbrio num mundo que, às vezes, parecia demasiado rápido, demasiado impessoal.
Ela demorou a responder, e por um momento temi ter ido longe demais. Mas então, a resposta chegou, e ao lê-la, senti um calor genuíno.
"Já, mas não me canso de ouvir. É bom saber que de alguma forma consigo fazer parte do teu dia, mesmo que seja assim, de longe."
O coração bateu mais forte. Era sempre assim com ela – cada palavra tinha uma ressonância própria, uma espécie de encanto raro. Tentei imaginar o rosto dela, o sorriso, as expressões que acompanhavam cada palavra, e sorri sozinho.
Decidi ser sincero. "Fazes mais parte do meu dia do que imaginas."
Aquela simples frase era a verdade mais pura que podia confessar. Porque, mesmo na distância, mesmo no silêncio, sabia que S/N estava lá, presente em cada pequena escolha, em cada curva que fazia na pista, em cada decisão rápida no meio da velocidade.
O telemóvel vibrou. Uma resposta breve. "Daniel, és um bobo."
Ria. Aquela palavra. "Bobo." Era uma espécie de gentileza, uma provocação carinhosa. E era assim que ela me fazia sentir: feliz, descontraído, num mundo onde tudo era simples e natural.
"Talvez seja," respondi, aceitando o título. "Mas sou um bobo com sorte, porque te tenho."
Por um momento, a conversa parou. Podia imaginar S/N a sorrir, talvez a pensar numa resposta que traduzisse tudo o que sentia. Sabia que, para ela, palavras não eram apenas palavras – cada frase tinha uma profundidade, uma sinceridade silenciosa, como se carregasse em si uma verdade que não precisava de explicação.
Finalmente, a resposta chegou: "É bom saber. Sabes que também tenho sorte em ter-te, mesmo que, às vezes, o mundo pareça demasiado grande."
Fiquei ali, parado, a olhar para o ecrã. Aquelas palavras ficaram comigo, penetraram fundo, como uma melodia suave que ecoa sem esforço. O mundo, de facto, era grande, e muitas vezes sentia essa vastidão, essa distância. Mas ali, naquela troca simples, o mundo parecia mais pequeno, mais próximo, mais fácil de entender.
E no meio desse silêncio, senti algo que transcende a razão – uma certeza. Sabia, então, que o que tínhamos era especial. Não precisava de adornos, de explicações, de declarações complexas. Era uma ligação feita de simplicidade, de uma alegria tranquila, quase como se fosse um segredo entre nós.
Assim, continuámos a falar. Palavras trocadas com leveza, uma gentileza que parecia única e que, de alguma forma, bastava. O dia continuou, mas a sensação daquela manhã ficou comigo, um lembrete de que, por vezes, as coisas mais simples são as que realmente contam. E a mensagem era clara: não importa a distância, o ruído, a velocidade do mundo. Sempre que eu precisasse, ela estaria ali, numa mensagem, num sorriso, numa palavra.
Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.
E Bom Natal!
VOCÊ ESTÁ LENDO
F1 Imagines
Fanfiction*F1 Imagines* é um livro que mergulha na imaginação criativa dos fãs da Fórmula 1, oferecendo uma experiência única e imersiva. Cada página captura momentos vibrantes e intensos, permitindo aos leitores vivenciar histórias fictícias com seus pilotos...
