Lando Norris- Priority

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Tocar Música da Midia!

Lando POV

O mundo parece mais ruidoso quando estou contigo. Não no sentido literal — afinal, estou habituado ao caos, ao zumbido incessante dos motores, ao rugido da multidão a embalar-me como um trovão familiar. Mas há um ruído diferente quando estou ao teu lado, algo que se infiltra nos meus pensamentos e me obriga a encarar coisas que, por hábito, prefiro ignorar.

Amo-te. Acho que sempre te amei, embora tenha demorado demasiado tempo a admitir isso a mim mesmo. Mas o amor, como tudo o que me assusta, tem a particularidade de me fazer hesitar. E eu sou um mestre na hesitação quando se trata de sentimentos.

Na pista, cada decisão tem de ser instantânea. Uma fração de segundo pode separar a glória do arrependimento. Mas contigo... contigo é diferente. É como se o tempo se esticasse e me desse demasiado espaço para pensar, para duvidar, para imaginar todos os cenários possíveis e, inevitavelmente, os impossíveis também.

Pergunto-me se te sentes da mesma forma. Se percebes que, quando os meus dedos deslizam sobre os teus de forma quase distraída, é porque estou a testar a minha coragem. Se entendes que o meu riso depois de um elogio teu não é desdém, mas puro nervosismo. Se notas que, quando me afasto ligeiramente antes de voltar, é porque há um medo absurdo de perder-te misturado com a necessidade desesperada de ter-te.

As noites são piores. Quando o silêncio se instala e já não há o ruído da equipa, da comunicação rádio, do engenheiro a falar-me ao ouvido. Quando estou deitado e os meus pensamentos têm espaço para expandir-se sem freios. E é então que admito, para mim mesmo, que és a única pessoa que consegue fazer-me sentir fora de controlo sem sequer tocar num volante.

Às vezes, questiono-me se este medo de me expor é um sintoma do mundo em que vivo. Cresci a acreditar que a vulnerabilidade é uma fraqueza, que qualquer fenda na armadura pode ser explorada até me desfazer em pedaços. Mas depois há momentos, como aquele em que encostaste a cabeça no meu ombro durante uma viagem tardia de carro, e percebo que talvez seja precisamente essa vulnerabilidade que dá sentido a tudo isto.

E então, há aqueles instantes em que te vejo rir sem reservas, quando os teus olhos brilham de um jeito que faz com que todo o resto pareça insignificante. E nesses momentos, tudo parece tão simples. Como se amar-te fosse tão natural como respirar. Como se nunca tivesse havido dúvidas.

Mas depois vêm os outros momentos. Aqueles em que me pergunto se sou suficiente. Se conseguirás lidar com as partes de mim que prefiro esconder. Se aguentarás os dias em que a derrota pesa e eu sou apenas um reflexo sombrio da minha própria sombra. Se entenderás que, por mais que te queira, há partes de mim que nem eu consigo compreender completamente.

O amor, dizem, é um ato de fé. Talvez seja isso que me falta — fé na ideia de que posso ser amado exatamente como sou, sem necessidade de performance, sem o peso de expectativas irrealistas. Talvez tenha sido condicionado a ver-me sempre através da lente dos outros, a procurar aprovação, a medir o meu valor em tempos de volta e pódios. Mas tu... tu olhas para mim como se eu fosse algo mais. Como se eu valesse a pena mesmo quando não sou o primeiro a cruzar a linha de meta.

E isso, mais do que qualquer outra coisa, assusta-me. Porque se me permito acreditar nisso, então tenho de aceitar que há algo real aqui. Algo que vai além do instante, além da adrenalina passageira, além do que estou habituado a sentir.

Talvez seja por isso que continuo a hesitar, a refugiar-me nas entrelinhas em vez de simplesmente dizer o que sei que é verdade. Mas sei que não posso continuar assim para sempre. Sei que, mais cedo ou mais tarde, terei de fechar os olhos, inspirar fundo e fazer aquilo que sempre fiz na pista: confiar. No instinto, na emoção, no momento.

Confiar que, ao arriscar, não estou a perder, mas sim a ganhar-te.

Olá pessoal! Espero que tenham gostado deste imagine. Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.

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