Daniel Ricciardo- Unwritten

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Tocar Música da Midia!

Daniel POV

2024 está a chegar ao fim, e aqui estou eu, em Perth, onde tudo começou. O calor do verão australiano abraça-me como uma velha memória. O som distante das ondas do Oceano Índico preenche o silêncio, enquanto me encontro sentado no alpendre da casa dos meus pais. A brisa transporta o aroma do mar misturado com o da terra seca. As estrelas no céu são as mesmas que vi tantas vezes, mas hoje brilham de forma diferente, como se me desafiassem a pensar no que realmente quero para mim.

Por um momento, perco-me nos pensamentos. Durante anos, vivi sob as luzes brilhantes, viajando de circuito em circuito, perseguindo algo maior do que eu. E embora a adrenalina e a paixão me tenham guiado por tanto tempo, 2024 foi um ano estranho. Estive presente, mas não senti que pertencia totalmente ao que estava a acontecer. As decisões que tomei, os desvios que aceitei, tudo parecia algo imposto pelo fluxo da vida, e não por mim.

Mas agora, com o ano a despedir-se, sinto-me num ponto de viragem.

"S/N."

O teu nome escapa-me como um sussurro, um pensamento que ganhou vida. Olho para trás e vejo-te a sair da casa com duas chávenas de chá nas mãos, uma para mim, outra para ti. Há algo no teu olhar que sempre me fez querer ser mais, algo que me relembra que posso, e devo, ser o arquiteto da minha própria história.

"Estás demasiado perdido nos teus pensamentos," dizes, pousando a chávena ao meu lado. A tua voz é calma, mas determinada, como quem não aceita desculpas ou meias-verdades.

"Estava só... a refletir," respondo, sabendo que, contigo, não adianta fingir que está tudo bem.

"A refletir ou a evitar a verdade?" perguntas. As tuas palavras atingem-me como uma rajada de vento frio. Mas tens razão.

"Evitar," admito. "Tem sido mais fácil deixar o tempo passar do que realmente enfrentar o que quero ou para onde vou."

Tu sentas-te ao meu lado, e o teu olhar cruza o meu. "E o que queres, Daniel? O que desejas realmente?"

Essa pergunta paira no ar entre nós, pesada, mas necessária. Tenho evitado essa resposta porque implica enfrentar o medo de falhar, de arriscar e perder tudo outra vez. Mas, ao mesmo tempo, percebo que há algo ainda mais assustador: a ideia de deixar a vida continuar a passar sem que eu tome as rédeas.

"Quero sentir que estou a viver para mim," digo finalmente. "Quero... criar algo que me faça vibrar, que me faça acordar todos os dias com propósito. Quero ser o dono do meu próprio destino."

Sorriste, aquele sorriso que mistura incentivo com um leve tom de desafio. "Então faz isso, Daniel. A vida não espera por ninguém."

O peso das tuas palavras assenta em mim como uma âncora, mas desta vez não é uma âncora que me puxa para o fundo. É uma âncora de força, que me prende à realidade de que tenho o poder de escolher o meu caminho.

Levanto-me de repente, como se a energia reprimida durante meses finalmente tivesse encontrado uma saída. "Sabes que mais? Tens razão."

Riste-te, genuinamente desta vez. "Finalmente, alguma ação. Estava a começar a pensar que te tinha perdido para sempre para as tuas dúvidas."

Na manhã seguinte, acordo com uma clareza que não sentia há muito tempo. Acordo a perceber que quero criar algo que seja verdadeiramente meu. Talvez não envolva motores rugindo e o cheiro de borracha queimada, mas isso não importa. Há algo em mim que grita por expressão, por autenticidade.

Passo o dia a tomar notas, a traçar ideias, a imaginar o que poderia fazer. Há projetos que sempre quis explorar, mas que nunca tive coragem de iniciar. Um deles, talvez o mais próximo do meu coração, é ajudar outros a encontrarem o seu próprio caminho, tal como eu estou agora a tentar encontrar o meu. Quero criar um espaço, talvez físico, talvez digital, onde as pessoas possam descobrir as suas paixões e desbloquear o seu potencial.

S/N entra no escritório improvisado que montei na sala. Olhas para mim com curiosidade. "O que estás a tramar agora?"

"Só estou a planear o meu próximo grande salto," digo com um sorriso.

"Sim? E parece que é algo grande."

Assinto, mostrando-te os rabiscos e ideias que escrevi. "Quero criar algo que inspire as pessoas, que as ajude a perceber que não precisam de esperar que a vida as guie. Quero que percebam que podem pegar no volante e escolher o seu caminho, mesmo quando parece impossível."

Os teus olhos iluminam-se com entusiasmo. "Isso é incrível, Daniel. Se há alguém que pode inspirar os outros, és tu."

Os dias passam, e cada momento é preenchido com trabalho. Há telefonemas, reuniões, esboços e mais rabiscos. Mas, pela primeira vez em muito tempo, sinto que estou a trabalhar para algo que é verdadeiramente meu. E, enquanto os dias de 2024 se aproximam do fim, sinto-me cada vez mais ligado à ideia de que este é o meu caminho.

Na noite de Ano Novo, estamos novamente no alpendre. As estrelas continuam a brilhar no céu, mas hoje parecem mais cúmplices do que desafiadoras. Seguras uma taça de champanhe e brindamos ao ano que passou e ao que está por vir.

"Estou orgulhosa de ti," dizes, e o peso das tuas palavras enche-me de gratidão.

"Estou orgulhoso de mim também," respondo. E é verdade. Pela primeira vez, sinto que estou no controle, que estou a escrever a minha história.

Enquanto os fogos de artifício explodem no horizonte, sinto algo a crescer dentro de mim: esperança, força, determinação. O futuro ainda é um mistério, mas agora percebo que não importa. O que importa é que estou pronto para enfrentá-lo, não como um espectador, mas como o criador do meu próprio destino.

E, enquanto os primeiros minutos de 2025 começam a passar, olho para ti e sei que nunca teria chegado a este ponto sem o teu incentivo, sem a tua presença constante.

"Obrigado por nunca me deixares esquecer quem sou," digo.

Tu sorris, e aquele sorriso é tudo o que preciso para saber que, venha o que vier, estou finalmente no caminho certo.

Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.

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