Alexander Albon -Good Riddance (Time of Your Life)

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Tocar Música da Midia!

Alex POV

A suavidade do entardecer de novembro desenhava-se no céu com pinceladas de tons alaranjados e lilases. Sentei-me na varanda, o aroma fresco da relva recém-cortada misturando-se ao ar levemente frio, e observei S/N ao longe, a mexer nas flores do jardim. Ela tinha um jeito especial de tocar cada pétala, como se reconhecesse nelas histórias que eu, com todos os meus reflexos rápidos e atenção aos detalhes, jamais conseguiria captar.

"Sabes," comecei, enquanto ela se aproximava com uma rosa recém-colhida, "às vezes penso que, entre corridas, entrevistas e os voos constantes, o tempo simplesmente escapa-me pelos dedos. Este ano... passou tão depressa, não achas?"

Ela sorriu, sentando-se ao meu lado, a rosa agora repousando entre as nossas mãos entrelaçadas. "Acho que é sempre assim quando estás a viver intensamente. Mas isso também significa que foi um ano cheio de momentos preciosos, não?"

Fiquei em silêncio por uns instantes, a sua resposta ecoando na minha mente. Estava certa, como sempre. Apesar de todas as exigências da vida na Fórmula 1, havia algo de especial em olhar para trás e perceber que cada dia fora vivido com paixão – mesmo nos momentos de dificuldade.

"Lembras-te do início do ano?" perguntei, quebrando o silêncio. "Aquele teste de pré-época em Barcelona, com aquele vento insano que parecia querer levar-nos a todos pelos ares? Foi como um prenúncio de que este ano seria imprevisível."

Ela riu-se. "E tu a saíres do carro com aquele sorriso, mesmo depois de quase teres ido parar às barreiras na curva três. Acho que essa tua resiliência é algo que admiro mais do que imaginas, Alex."

"Resiliência ou teimosia?" provoquei, mas o calor no seu olhar desarmou qualquer tentativa de autoironia. Voltei a olhar para o céu, agora mais escuro, as primeiras estrelas espreitando.

"Tivemos altos e baixos, não é verdade?" continuei. "As vezes em que o carro não tinha ritmo, ou quando perdi oportunidades por pequenos erros... Foi difícil, mas também houve momentos brilhantes. Como a qualificação no Canadá – o som da multidão, a sensação de que tudo fazia sentido naquele instante. És tu quem está lá para me lembrar disso quando o peso começa a acumular-se."

S/N pousou a cabeça no meu ombro, e durante uns momentos, nenhum de nós disse uma palavra. Apenas o som do vento nos acompanhava, e a rosa entre as nossas mãos parecia capturar aquele instante como um testemunho silencioso.

"A verdade, S/N," continuei, a minha voz mais baixa agora, "é que percebo, mais do que nunca, que as experiências são aquilo que moldam a nossa vida. Os bons e os maus momentos. Este ano ensinou-me que cada dia conta – e não só na pista. Conta aqui também, fora dela, nos dias simples como este, quando estamos juntos."

"E é por isso que és especial, Alex," respondeu ela, os seus olhos encontrando os meus. "Porque sabes apreciar isso. Porque, mesmo com toda a pressão, consegues parar e refletir sobre o que importa realmente."

Sorri, mas não pude deixar de sentir uma pequena pontada de nostalgia. "Sabes, S/N, às vezes pergunto-me como será lembrar-me disto daqui a dez ou vinte anos. Não só do campeonato, mas destas noites, destes momentos pequenos. De ti, a segurar uma rosa e a lembrar-me que o mais importante não é a perfeição, mas o facto de estarmos aqui."

Ela apertou a minha mão, e nesse gesto havia uma promessa silenciosa – a de que, independentemente do que o futuro trouxesse, o presente era nosso.

"O ano ainda não acabou," disse ela com um sorriso malicioso, levantando-se. "Ainda tens tempo para me surpreender."

"Surpreender-te?" perguntei, divertido. "Achava que já te tinha impressionado o suficiente."

"Alex Albon, acredita em mim, surpreender-me nunca será uma tarefa fácil," respondeu ela, piscando-me o olho antes de desaparecer pela porta.

Fiquei sozinho por um instante, a rosa agora apenas na minha mão, e pensei no que ela disse. Talvez fosse isso que tornava este ano tão especial – o facto de que, mesmo com todas as incertezas e desafios, havia algo sólido, algo a que eu podia agarrar-me. E, no fundo, essa certeza era ela.

Quando ela voltou, trazia consigo duas chávenas de chá fumegante e um cobertor que colocou sobre nós. Sentámo-nos novamente, desta vez em silêncio, apenas a apreciar a companhia um do outro.

"O que queres levar contigo deste ano, Alex?" perguntou ela, inesperadamente.

Pensei por um momento, escolhendo as palavras com cuidado. "Quero levar o sentimento de gratidão, S/N. Gratidão pelas lições, pelas conquistas, e até pelos erros. Porque tudo isso me trouxe até aqui, contigo. E quero lembrar-me de que, não importa o quão rápida seja a vida, os momentos que valem a pena são aqueles em que realmente estamos presentes."

Ela sorriu, os seus olhos brilhando com a luz suave do luar. "Então, Alex, acho que estás a viver da melhor forma possível."

E assim, ficámos, dois seres a navegar o fim de um ano tumultuado, mas belo, juntos. Naquele instante, tudo fazia sentido. O passado, o presente e, de certo modo, até o futuro.

Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.

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