Logan Sargent- Midniight Memories

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Tocar Música da Midia!

Logan POV

Há algo mágico no crepúsculo. Quando os últimos raios de sol tingem o céu de um dourado desmaiado, sinto que o tempo para. O momento parece infinito, como se fosse uma fotografia viva, e ali estou eu, deitado na relva húmida de um campo que encontramos por acaso. Ao meu lado, S/N ri, o som dela fundindo-se com o canto tímido dos pássaros ao longe. É assim que a liberdade soa, penso. E é assim que ela parece.

"Logan," diz ela, rolando para o lado, os olhos dela fixando-se nos meus. "O que estás a pensar?"

"O quanto estou a viver," respondo, com um sorriso despreocupado. Não há necessidade de mais palavras. Não com S/N. Ela entende-me mesmo quando me perco no labirinto dos meus próprios pensamentos.

Abandonar a F1 não foi uma decisão fácil. Havia um peso naquelas despedidas, uma promessa de glória que ficou por cumprir. Mas, paradoxalmente, foi também um renascer. O capacete, que sempre foi um símbolo de proteção e identidade, tornou-se uma prisão para mim. Aqui, neste instante, sem a pressão dos cronómetros e das expectativas, sinto-me mais eu do que alguma vez senti dentro de um carro a trezentos quilómetros por hora.

S/N levanta-se, sacudindo a relva do vestido leve que usa. Ela estende a mão na minha direção, um convite silencioso, mas irrecusável. Seguro a sua mão e deixo-me levar. Caminhamos sem destino, os nossos passos sincronizados como se fôssemos uma coreografia espontânea. O vento brinca com os cabelos dela, e ela ri ao afastá-los do rosto.

"Sabias que me tens desafiado a ser mais corajoso?" pergunto, quebrando o silêncio que nos envolvia como um cobertor confortável.

Ela olha para mim, surpresa. "Corajoso? Tu? És a definição disso."

Rio-me, abanando a cabeça. "Não como agora. Antes, a minha coragem vinha de desafiar a velocidade, de enfrentar as curvas. Mas contigo... Tu fazes-me enfrentar o momento. Enfrentar a vida, a incerteza... Isso exige muito mais de mim."

Ela não responde, mas o olhar dela diz tudo. Há uma suavidade nos seus olhos, uma aceitação plena que me desarma. Caminhamos até encontrar um pequeno lago escondido entre árvores densas. A superfície da água reflecte o céu que agora exibe tons de azul profundo e lilás.

"Quero nadar," anuncia S/N, já a tirar os sapatos.

Fico parado, a observá-la, enquanto ela mergulha sem hesitar, as ondas pequenas a dançarem em torno dela. A sua gargalhada ecoa na margem, e percebo que não há outro lugar no mundo onde eu preferisse estar. Então, tiro os ténis e mergulho atrás dela.

A água é fria, mas revigorante. Quando emergimos, ela lança-me água, rindo como uma criança. Envolvemos-mos numa batalha aquática que termina quando a agarro pela cintura, puxando-a para perto. O mundo inteiro parece suspenso, apenas nós dois e o som das nossas respirações ofegantes.

"Não há nada melhor do que isto," digo baixinho, mas sei que ela ouviu.

"Não, não há," responde ela, os lábios a curvarem-se num sorriso antes de me beijar.

Quando saímos da água, enrolamo-nos numa manta que S/N encontrou na mochila que trazia. Ficamos ali, a olhar para as estrelas que começam a brilhar no céu. Ela fala sobre os seus sonhos, sobre lugares que quer visitar, coisas que quer fazer. E eu, pela primeira vez em muito tempo, ouço sem pensar no amanhã, sem planear o futuro. Apenas existo no momento.

"Logan," ela murmura, encostada ao meu ombro. "Achaste que te irias arrepender?"

Demoro um momento a responder. "Sim, achava. Mas agora? Não. Deixei para trás uma parte de mim, mas ganhei outra. Uma mais verdadeira."

Ela sorri, mas não diz nada. É como se ela entendesse que este momento não precisava de mais palavras.

Ao longe, o som de uma música tocada numa guitarra chega até nós. Há uma pequena fogueira na margem oposta do lago, onde um grupo de jovens canta e ri. S/N levanta-se, os olhos a brilharem de entusiasmo.

"Vamos?" pergunta, já a arrumar as coisas.

"Claro," digo, porque com ela, a resposta será sempre sim.

Caminhamos na direção do som, e rapidamente somos acolhidos pelo grupo, como se nos conhecêssemos há anos. A música é simples, mas tem uma energia que contagia. S/N dança, os pés dela descalços na terra, o vestido a girar em volta dela como um feitiço. E eu? Eu observo, encantado, a perceber que ela é o espírito livre que sempre quis ser.

Quando ela finalmente se senta ao meu lado, ofegante, mas feliz, inclino-me e sussurro: "Tu fazes-me sentir vivo."

Ela olha para mim, o rosto iluminado pelo fogo. "E tu fazes-me acreditar que a vida pode ser exatamente o que quisermos que seja."

Passamos o resto da noite ali, a cantar com estranhos que rapidamente se tornaram amigos, a rir até doerem as bochechas. Quando o sono finalmente começa a pesar, regressamos ao carro. S/N adormece com a cabeça no meu ombro, e eu fico a olhar pela janela, o coração cheio.

O mundo continua a rodar, mas, naquele instante, sinto que dominamos o tempo. A juventude pode ser passageira, mas os momentos como este? Eles são eternos. E enquanto conduzo pelas estradas vazias, com ela ao meu lado, sei que estou exatamente onde deveria estar.

Olá pessoal!Espero que tenham gostado deste imagine.Se tiverem algum pedido, não hesitem em fazê-lo que irei com todo o gosto, amor, carinho e dedicação escreve-lo.

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